1
Identifique as três partes com precisão
Insira nome completo, forma jurídica (S.A., Ltda., Unipessoal), jurisdição de constituição e endereço exato de cada uma: mutuária (empresa devedora), credor sênior (prioritário) e credor subordinado. Certificar-se de que nomes e registros comerciais estão corretos evita futuras nulidades.
💡 Consulte o registro comercial ou certidão de constituição de cada parte para precisão total.
2
Especifique os montos e datas das dívidas existentes
Indique o valor total da Dívida Sênior (crédito do credor prioritário), data do acordo de crédito original, e o valor ou limite máximo da Dívida Subordinada. Deixar claro se há compromisso de futuras linhas de crédito.
💡 Use valores numéricos e por extenso para evitar ambiguidades.
3
Defina o escopo temporal da subordinação
Declare se a subordinação é perpétua (indefinida) ou limitada a um prazo específico (p.ex. 5 anos). Indique também se continua aplicável a futuras dívidas da mutuária ou apenas às existentes.
💡 A subordinação perpétua é comum em financiamentos de sócios; prazo definido em linhas de crédito com cláusula de resgate.
4
Especifique as garantias e penhores subordinados
Liste todos os ativos (imóveis, equipamentos, contas bancárias, propriedade intelectual) sobre os quais a Dívida Subordinada tem garantia, deixando claro que todos esses penhores ficam atrás dos penhores do credor sênior.
💡 Considere o registro em órgãos competentes (Cartório, BRDE, Instituto de Patentes) para dar eficácia.
5
Determine as condições de levantamento (carve-outs)
Se aplicável, descreva situações em que o credor sênior permite pagamentos ao subordinado mesmo havendo dívida sênior (p.ex. durante operação normal sem inadimplência). Deixe claro o critério de 'Evento de Inadimplência' que revoga essas permissões.
💡 Defina objetivamente o que é inadimplência (atraso de 30 dias, violação de cláusula, etc.).
6
Inclua cláusulas de documentação complementar
Adicione obrigação do credor subordinado de executar qualquer documento futuro solicitado pelo sênior (cessões, juramentos de reivindicação) e estabeleça prazo para isso (p.ex. 10 dias).
💡 Evite deixar essa cláusula aberta; sempre especifique prazo e quem paga custos de documentação.
7
Revise jurisdição, lei aplicável e assinaturas
Certifique-se de que a lei escolhida (direito brasileiro, português ou outro) é apropriada. Prepare para assinatura por representantes autorizados de cada parte, preferencialmente com reconhecimento de firma em cartório.
💡 Documentação notarizada aumenta significativamente a força executória em caso de litígio.
8
Registre a subordinação junto a órgãos competentes
Dependendo da jurisdição, registre o acordo no Cartório, na Junta Comercial, no Registro de Imóveis (se houver penhores imobiliários) ou no BRDE para que tenha eficácia contra terceiros.
💡 Sem registro, a subordinação pode não ser reconhecida em caso de falência da mutuária.