Acordo de Subordinação

Download Word gratuito • Edite on-line • Salve e compartilhe com Drive • Exporte para PDF

5 páginas20–30 min para preencherDificuldade: PadrãoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
Saiba mais ↓
LivreAcordo de Subordinação

Em resumo

O que é
Um Acordo de Subordinação é um contrato que estabelece a ordem de prioridade entre credores de uma mesma empresa devedora. Define que os créditos de um credor serão pagos apenas após a liquidação total das dívidas de outro credor considerado prioritário. Disponível para download em formato Word editável.
Quando você precisa
Você precisa quando múltiplos credores financiam a mesma empresa e precisam acordar sobre a sequência de pagamento em caso de inadimplência ou liquidação. É essencial em estruturas de financiamento em camadas, onde existem credores sênior e credores subordinados.
O que contém
O modelo inclui identificação das partes (mutuária, credora sênior e credora subordinada), reconhecimento de dívidas subordinadas, transferência de direitos de cobrança, proibição de pagamentos sem consentimento da credora sênior, e cláusulas sobre disposição de dividendos em caso de liquidação ou falência.

O que é um modelo Acordo de Subordinação?

Um Acordo de Subordinação é um contrato que estabelece a ordem de prioridade entre múltiplos credores de uma mesma empresa. Define que um credor (o subordinado) aceita ser pago apenas após a liquidação total da dívida junto ao outro credor (o sênior ou prioritário). É ferramenta essencial em financiamentos estruturados, onde a empresa toma dinheiro de fontes diferentes (p.ex., empréstimo bancário + aporte de sócio) e precisa deixar claro quem recebe primeiro em caso de inadimplência ou falência. O modelo está disponível em formato Word totalmente editável e pronto para download.

Por que você precisa deste documento

Sem um Acordo de Subordinação formalizado, em caso de dificuldade financeira ou falência, a ordem de pagamento será definida por lei (regras de insolvência) ou por disputas judiciais — cenários custosos, lentos e imprevisíveis. Um Acordo bem redigido protege o credor sênior garantindo que seus recursos terão prioridade absoluta e evita que o credor subordinado execute ações que prejudiquem a recuperação ou liquidação ordenada. Além disso, para credores subordinados (como sócios), o acordo deixa claro as regras do jogo, evitando conflitos futuros e demonstrando profissionalismo perante bancos e investidores. Toda estrutura de financiamento em camadas — seja em PME em crescimento, reestruturação de dívidas ou investimento de capital — exige este documento para ser legalmente robusta e executável.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Duas partes (credor sênior e subordinado) com uma dívida claraAcordo de Subordinação Simples
Três ou mais credores precisam estabelecer ordem de prioridadeAcordo de Subordinação com Múltiplos Credores
Subordinação permite pagamentos parciais ao subordinado sob certas circunstânciasAcordo de Subordinação com Condições de Levantamento
Subordinação permanece indefinidamente, sem prazo de expiraçãoAcordo de Subordinação Perpétua
Sócio subordina seu crédito a empréstimos bancários da empresaSubordinação de Crédito de Sócio

Erros comuns a evitar

❌ Identidades das partes incompletas ou inexatas

Por que importa: Contrato pode ser contestado ou nulo se as partes não puderem ser identificadas de forma precisa; prejudica execução judicial.

Fix: Copie dados completos de documentos oficiais (registro comercial, CNPJ, certidão de constituição).

❌ Não esclarecer se a subordinação se aplica a dívidas futuras

Por que importa: Credor subordinado pode argumentar que novos empréstimos não estão subordinados, causando conflito sobre prioridade.

Fix: Use linguagem clara: 'presente e futura Dívida da Mutuária' abrange tudo; se limitado, especifique.

❌ Deixar vago o que é 'Evento de Inadimplência' ou condições de levantamento

Por que importa: Sem critérios objetivos, credor subordinado pode contestar proibições de pagamento ou credor sênior pode ser vago demais.

Fix: Defina inadimplência por dias de atraso, violação de covenant ou evento específico nomeado.

❌ Não registrar subordinação em órgãos competentes

Por que importa: Sem registro, subordinação pode não ser oponível a terceiros ou em processo falimentar, anulando o acordo.

Fix: Registre no Cartório, Junta Comercial ou Registro de Imóveis conforme a garantia e jurisdição.

❌ Permitir exceções ou pagamentos parciais sem consentimento documentado

Por que importa: Cada exceção enfraquece a subordinação; credor sênior perde poder de negociação.

Fix: Qualquer exceção deve ser formalizada em aditivo escrito assinado por ambos os credores.

❌ Não prever transferência de direitos de cobrança ou processo de execução

Por que importa: Credor sênior não consegue cobrar diretamente da mutuária; fica dependente do subordinado.

Fix: Inclua cesão explícita de direitos creditórios ao sênior, permitindo ação direta ou compensação.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Partes e Identificação

Em linguagem simples: Identifica a mutuária (empresa que deve), o credor sênior (prioritário) e o credor subordinado (não prioritário).

Exemplo de redação
[NOME DA MUTUÁRIA], uma empresa organizada sob as leis de [ESTADO/PROVÍNCIA], com sede em [ENDEREÇO COMPLETO], é mutuária. [NOME DO CREDOR SÊNIOR], com sede em [ENDEREÇO], é o Credor. [NOME DO CREDOR SUBORDINADO] é a Parceira Geral subordinada.

Erro comum: Deixar endereços ou nomes incompletos, dificultando identificação e execução futura.

Reconhecimento de Dívida Subordinada

Em linguagem simples: Declara que toda e qualquer dívida futura da mutuária ao credor subordinado é júnior e subordinada à dívida com o credor sênior.

Exemplo de redação
Toda Dívida presente e futura da Mutuária ao [CREDOR SUBORDINADO] (Dívida Subordinada) fica subordinada ao pagamento integral e prévio de todas as Dívidas da Mutuária ao [CREDOR SÊNIOR] (Dívida Sênior).

Erro comum: Não esclarecer se a subordinação é perpétua ou limitada a um prazo específico.

Penhores e Garantias Subordinadas

Em linguagem simples: Todos os penhores ou garantias que o credor subordinado tem sobre bens da mutuária ficam subordinados aos penhores do credor sênior.

Exemplo de redação
Todos os Penhores presentes e futuros retidos pelo [CREDOR SUBORDINADO] sobre ativos da Mutuária são completamente subordinados aos Penhores do [CREDOR SÊNIOR].

Erro comum: Não registrar adequadamente a subordinação de garantias em órgãos competentes, perdendo prioridade na prática.

Proibição de Pagamentos Diretos

Em linguagem simples: Qualquer valor devido pela mutuária ao credor subordinado não pode ser pago sem consentimento prévio escrito do credor sênior.

Exemplo de redação
Nenhuma quantia devida pela Mutuária ao [CREDOR SUBORDINADO] será paga, retirada ou distribuída sem consentimento prévio escrito do [CREDOR SÊNIOR].

Erro comum: Permitir exceções não documentadas, que na prática anulam a subordinação.

Apropriação de Recebimentos

Em linguagem simples: Qualquer valor que o credor subordinado receber indevidamente deve ser repassado ao credor sênior imediatamente.

Exemplo de redação
Qualquer recebimento feito pelo [CREDOR SUBORDINADO] em conta de sua Dívida Subordinada sem consentimento do [CREDOR SÊNIOR] será retido como agente para o [CREDOR SÊNIOR] e pago imediatamente sob exigência.

Erro comum: Não detalhar o processo de devolução ou deixar vago o prazo de repassar valores.

Transferência de Direitos de Cobrança

Em linguagem simples: O credor subordinado transfere ao credor sênior todos os seus direitos de cobrar a mutuária, permitindo ação judicial direta.

Exemplo de redação
O [CREDOR SUBORDINADO] transfere à Credora todos e quaisquer Direitos de cobrar e receber a Dívida Subordinada, autorizando a Credora a cobrar judicialmente se necessário.

Erro comum: Não especificar se a transferência é permanente ou apenas durante o inadimplência.

Distribuição em Liquidação

Em linguagem simples: Em caso de falência ou encerramento, dividendos e distribuições vão primeiro ao credor sênior; o excedente vai ao subordinado.

Exemplo de redação
No caso de liquidação da Mutuária, qualquer dividendo será primeiro aplicado ao pagamento integral da Dívida Sênior. Apenas o excedente será distribuído ao [CREDOR SUBORDINADO].

Erro comum: Não detalhar a sequência exata de apropriação em processos falimentares.

Documentação Complementar e Emendas

Em linguagem simples: O credor subordinado deve executar documentos adicionais que forem solicitados pelo credor sênior para dar efeito ao acordo.

Exemplo de redação
[CREDOR SUBORDINADO] deverá, sob exigência da Credora, executar declarações juramentadas, cessões e outros documentos necessários para dar efeito total a este Acordo.

Erro comum: Não especificar prazos ou condições para execução desses documentos adicionais.

Condições de Levantamento (Carve-out)

Em linguagem simples: Excepcionalmente, durante período sem inadimplência, o credor sênior pode permitir pagamentos ao subordinado sob certas condições.

Exemplo de redação
A menos que um Evento de Inadimplência ocorra e persista, a Credora pode, a seu critério exclusivo, permitir pagamentos ao [CREDOR SUBORDINADO] respeitando certos critérios operacionais.

Erro comum: Deixar vago o que constitui 'Evento de Inadimplência' ou quais critérios de levantamento se aplicam.

Lei Aplicável e Jurisdição

Em linguagem simples: Define qual lei governa o acordo e qual tribunal tem jurisdição em caso de disputas.

Exemplo de redação
Este Acordo será regido pelas leis de [ESTADO/PAÍS] e as partes submetem-se à jurisdição exclusiva dos tribunais de [LOCALIDADE].

Erro comum: Não adaptar a lei aplicável à realidade jurídica das partes (Brasil, Portugal ou outro país).

Como preencher

  1. 1

    Identifique as três partes com precisão

    Insira nome completo, forma jurídica (S.A., Ltda., Unipessoal), jurisdição de constituição e endereço exato de cada uma: mutuária (empresa devedora), credor sênior (prioritário) e credor subordinado. Certificar-se de que nomes e registros comerciais estão corretos evita futuras nulidades.

    💡 Consulte o registro comercial ou certidão de constituição de cada parte para precisão total.

  2. 2

    Especifique os montos e datas das dívidas existentes

    Indique o valor total da Dívida Sênior (crédito do credor prioritário), data do acordo de crédito original, e o valor ou limite máximo da Dívida Subordinada. Deixar claro se há compromisso de futuras linhas de crédito.

    💡 Use valores numéricos e por extenso para evitar ambiguidades.

  3. 3

    Defina o escopo temporal da subordinação

    Declare se a subordinação é perpétua (indefinida) ou limitada a um prazo específico (p.ex. 5 anos). Indique também se continua aplicável a futuras dívidas da mutuária ou apenas às existentes.

    💡 A subordinação perpétua é comum em financiamentos de sócios; prazo definido em linhas de crédito com cláusula de resgate.

  4. 4

    Especifique as garantias e penhores subordinados

    Liste todos os ativos (imóveis, equipamentos, contas bancárias, propriedade intelectual) sobre os quais a Dívida Subordinada tem garantia, deixando claro que todos esses penhores ficam atrás dos penhores do credor sênior.

    💡 Considere o registro em órgãos competentes (Cartório, BRDE, Instituto de Patentes) para dar eficácia.

  5. 5

    Determine as condições de levantamento (carve-outs)

    Se aplicável, descreva situações em que o credor sênior permite pagamentos ao subordinado mesmo havendo dívida sênior (p.ex. durante operação normal sem inadimplência). Deixe claro o critério de 'Evento de Inadimplência' que revoga essas permissões.

    💡 Defina objetivamente o que é inadimplência (atraso de 30 dias, violação de cláusula, etc.).

  6. 6

    Inclua cláusulas de documentação complementar

    Adicione obrigação do credor subordinado de executar qualquer documento futuro solicitado pelo sênior (cessões, juramentos de reivindicação) e estabeleça prazo para isso (p.ex. 10 dias).

    💡 Evite deixar essa cláusula aberta; sempre especifique prazo e quem paga custos de documentação.

  7. 7

    Revise jurisdição, lei aplicável e assinaturas

    Certifique-se de que a lei escolhida (direito brasileiro, português ou outro) é apropriada. Prepare para assinatura por representantes autorizados de cada parte, preferencialmente com reconhecimento de firma em cartório.

    💡 Documentação notarizada aumenta significativamente a força executória em caso de litígio.

  8. 8

    Registre a subordinação junto a órgãos competentes

    Dependendo da jurisdição, registre o acordo no Cartório, na Junta Comercial, no Registro de Imóveis (se houver penhores imobiliários) ou no BRDE para que tenha eficácia contra terceiros.

    💡 Sem registro, a subordinação pode não ser reconhecida em caso de falência da mutuária.

Perguntas frequentes

O que exatamente é um Acordo de Subordinação?

Um Acordo de Subordinação é um contrato assinado entre dois credores (ou mais) de uma mesma empresa devedora, estabelecendo que um deles (o credor subordinado) concorda em ser pago apenas após a liquidação total do outro (o credor sênior ou prioritário). É comum em financiamentos em camadas: p.ex., um banco empresta ao crédito sênior e um sócio empresta o resto de forma subordinada. O acordo protege o credor sênior garantindo que seus recursos não serão "roubados" por pagamentos ao subordinado enquanto houver inadimplência ou liquidação.

Quando preciso de um Acordo de Subordinação?

Você precisa quando a empresa tem múltiplos credores e é necessário estabelecer ordem de prioridade. Cenários comuns: (1) empresa com empréstimo bancário + aporte de sócio; (2) refinanciamento onde novo credor quer ser prioritário; (3) reestruturação de dívidas em que alguns credores aceitam ser pagos por último; (4) estrutura de private equity onde investidor quer senioridade sobre outras linhas. Sem o acordo, em falência, todos os credores disputam prioridade sob regras legais que podem não refletir sua intenção original.

A subordinação é permanente ou pode expirar?

Depende do que vocês negociarem. A subordinação pode ser: (1) perpétua — indefinida, aplicável enquanto a dívida existir; (2) limitada a prazo — p.ex. 5 anos, após o qual reverte a prioridades normais; (3) condicionada a evento — p.ex. "subordinada até o resgate de investimento inicial". O modelo permite qualquer dessas estruturas; você ajusta conforme os termos do financiamento. Recomenda-se que seja clara e documentada, evitando ambiguidades futuras.

Quem deve assinar o Acordo de Subordinação?

Os representantes autorizados de todas as três partes: (1) Mutuária (empresa devedora), geralmente por sócio/diretor; (2) Credor Sênior, por representante legal ou procurador; (3) Credor Subordinado, por representante legal. Em alguns casos, se houver sócio-gerente, é prudente que ele assine também como pessoa física, especialmente se o credor subordinado é ele próprio. Recomenda-se reconhecimento de firma em cartório para dar força executória maior.

O que acontece se a Mutuária entra em falência?

O Acordo de Subordinação normalmente governa a distribuição de ativos em falência: (1) primeiro, credores com garantias reais (imóveis, máquinas) são pagos conforme sua garantia, se registrados; (2) depois, o credor sênior subordinado (sem garantia ou com garantia subordinada) recebe da sobra; (3) por fim, o credor subordinado recebe apenas o que sobrou. Se ambos têm apenas direito pessoal (sem penhor), o sênior é pago integralmente antes do subordinado. O juiz da falência deve respeitar o acordo, desde que esteja registrado.

Posso permitir que o Credor Subordinado receba algo enquanto há dívida Sênior?

Sim, mas apenas sob condições específicas, conhecidas como "carve-outs" ou "exceções de levantamento". Você pode acordar que, enquanto a Mutuária esteja operando normalmente (sem inadimplência), o Credor Subordinado receba dividendos, juros ou pagamentos parciais. Porém, assim que ocorra um "Evento de Inadimplência" (definido objetivamente no acordo, p.ex. atraso de 30 dias), a proibição de pagamentos volta em vigor até a Dívida Sênior ser liquidada. Essas exceções devem ser claras para evitar conflitos.

O que preciso fazer para que a Subordinação seja válida em Portugal e Brasil?

Ambas jurisdições reconhecem subordinação contratual. Recomendações: (1) escolha a lei aplicável (portuguesa ou brasileira, conforme onde opera a Mutuária); (2) use linguagem clara em português, especificando direitos de cada credor; (3) registre a subordinação junto a órgãos competentes — em Portugal no Conservatória do Registo Comercial se há bens imóveis; no Brasil no Cartório, BRDE ou Junta Comercial conforme a garantia; (4) assinaturas reconhecidas em cartório aumentam força executória; (5) considere aconselhamento jurídico local para estrutura específica de cada país.

Preciso de advogado para este Acordo?

Este modelo oferece estrutura sólida para situações padrão (dois credores, uma mutuária clara). Porém, recomenda-se revisão por advogado se: (1) múltiplos credores (3 ou mais); (2) garantias complexas (penhor de ativos especiais, propriedade intelectual); (3) cruzamento de jurisdições (um credor em Portugal, outro no Brasil); (4) montantes muito altos ou estrutura de investimento sofisticada. Um advogado pode adaptar o modelo, verificar conformidade com leis locais e registros, evitando futuros problemas em falência ou renegociação.

Como devo preencher os campos [ESPECIFICAR] e [PLACEHOLDER]?

Cada [PLACEHOLDER] deve ser substituído por informação específica: [NOME DA PRIMEIRA PARTE] = nome completo da Mutuária; [DATA] = data do acordo atual e data do acordo de crédito original; [ESTADO/PROVÍNCIA] = jurisdição (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto, Lisboa); [ENDEREÇO COMPLETO] = endereço registrado de cada parte; [ESPECIFICAR] = o party específico mencionado (p.ex. [NOME DO CREDOR SUBORDINADO]); [NÚMERO] = número de seção relevante. Não deixe placeholders em branco; revise o documento até completar tudo para que seja executável.

Como se compara com alternativas

vs Garantia Pessoal ou Avalista

A Garantia Pessoal é uma promessa de um indivíduo (avalista) pagar a dívida se o devedor não pagar; a Subordinação é um acordo entre credores sobre ordem de prioridade. A Garantia Pessoal não ordena credores; apenas adiciona responsável. Use Garantia Pessoal quando quer assegurar pagamento por pessoa física (sócio, terceiro); use Subordinação quando múltiplos credores existem e você precisa definir quem recebe primeiro.

vs Contrato de Mútuo ou Empréstimo

Um Contrato de Mútuo define termos de um empréstimo (credor, devedor, montante, taxa, prazo). A Subordinação é um acordo separado entre dois credores já existentes sobre prioridade de pagamento. O Mútuo é o "contrato-mãe" (A empresta a C); a Subordinação é o "contrato de prioridade" (B concorda que A recebe primeiro). Frequentemente, você tem um Mútuo mais um Acordo de Subordinação sobre ele.

vs Penhor ou Hipoteca

Penhor/Hipoteca são garantias reais sobre bens específicos (imóvel, equipamento). Subordinação de Penhores ordena qual credor tem direito sobre a venda desses bens se houver múltiplos penhores. Um bem pode ter 1º penhor (sênior) + 2º penhor (subordinado). Use Penhor quando quer garantia sobre bem; use Subordinação de Penhores quando múltiplos credores têm penhores no mesmo bem.

vs Plano de Recuperação ou Reestruturação

Um Plano de Recuperação (processo falimentar) reordena credores conforme lei; Subordinação é acordo privado prévio que governa ordem fora da falência. Subordinação é preventiva e negociada; Plano de Recuperação é reativo e imposto por lei. Use Subordinação para definir claramente prioridades antecipadamente; use Plano de Recuperação quando a empresa já está em dificuldade e precisa de aprovação judicial.

Considerações por setor

Financeiro e Crédito

Bancos e fundos usam Acordos de Subordinação para estruturar empréstimos em camadas e proteger crédito sênior.

Private Equity e Venture Capital

Investidores usam subordinação para estabelecer que investimento próprio é prioritário sobre linhas de crédito futuras da empresa.

Imobiliário e Construção

Construtoras e incorporadoras estruturam financiamento com credor sênior (banco) e credor subordinado (sócio ou credor mezzanina).

Manufatura e Indústria

Empresas industriais frequentemente combinam empréstimos bancários (sênior) com aporte de sócios (subordinado) para equipamento e capital de giro.

Varejo e Distribuição

Redes de varejo e distribuidoras usam subordinação para financiar expansão com crédito sênior de instituições financeiras e subordinado de investidores.

Tecnologia e Software

Startups e scale-ups estruturam rodadas de investimento com subordinação entre investidores anjo (subordinado) e investimento institucional posterior (sênior).

Glossário

Dívida subordinada
Crédito que é pago apenas depois que todas as dívidas prioritárias (sênior) são liquidadas.
Credor sênior
Quem tem prioridade absoluta no recebimento em caso de liquidação ou inadimplência.
Credor subordinado
Quem aceita receber apenas após o pagamento integral do credor sênior.
Penhor ou garantia
Direito de tomar o bem como garantia de pagamento da dívida.
Mutuária
A empresa que deve (toma emprestado) de ambos os credores.
Liquidação
Processo de conversão de ativos em dinheiro, geralmente para pagar dívidas.
Eventos de inadimplência
Situações em que o devedor não cumpre as obrigações contratuais.
Cesão de direitos
Transferência de direitos de recebimento de créditos a um terceiro.
Encerramento da mutuária
Fechamento ou dissolução da empresa devedora.
Dividendos ou distribuições
Valores que a mutuária poderia distribuir a sócios ou credores.

Parte do seu sistema operacional empresarial

Este documento é um dos 3,000+ modelos comerciais e jurídicos incluídos no Business in a Box.

  • Preencha os espaços — pronto em minutos
  • Documento Word 100 % personalizável
  • Compatível com todos os pacotes de escritório
  • Exporte para PDF e compartilhe eletronicamente

Crie seu documento em 3 etapas simples.

Do modelo ao documento assinado — tudo em um único Sistema Operacional Empresarial.
1
Baixe ou abra um modelo

Acesse mais de 3,000+ modelos empresariais e jurídicos para qualquer tarefa, projeto ou iniciativa.

2
Edite e preencha os espaços em branco com IA

Personalize seu modelo de documento empresarial pronto para uso e salve-o na nuvem.

3
Salvar, Compartilhar, Enviar, Assinar

Compartilhe seus arquivos e pastas com sua equipe. Crie um espaço de colaboração contínua.

Economize tempo, dinheiro e crie consistentemente documentos de alta qualidade.

★★★★★

"De um valor fantástico! Não sei o que faria sem essa plataforma. Vale cada centavo e valeu o investimento diversas vezes."

Managing Director · Mall Farm
Robert Whalley
Managing Director, Mall Farm Proprietary Limited
★★★★★

"Eu uso o Business in a Box há 4 anos. Tem sido a fonte mais útil de documentos que encontrei. Recomendo a todos."

Business Owner · 4+ years
Dr Michael John Freestone
Business Owner
★★★★★

"Salvou minha vida tantas vezes que eu perdi a conta. O Business in a Box me poupou muito tempo e, como você sabe, tempo é dinheiro."

Owner · Upstate Web
David G. Moore Jr.
Owner, Upstate Web

Gerencie seu negócio com um sistema — não com ferramentas dispersas

Pare de baixar documentos. Comece a operar com clareza. Business in a Box fornece o sistema operacional usado por mais de 250.000 empresas no mundo para estruturar, gerenciar e expandir seu negócio.

Plano gratuito para sempre · Não exige cartão de crédito