1
Identifique os parceiros e estruture a liderança
Decida quem será o parceiro geral (gestor responsável) e quem serão os parceiros limitados (investidores). O parceiro geral deve ser escolhido com cuidado, pois terá responsabilidade ilimitada e controlo operacional completo.
💡 Se há múltiplos potenciais gestores, considere uma estrutura com múltiplos parceiros gerais e defina claramente os poderes e limitações de cada um.
2
Defina o ativo ou projeto da parceria
Descreva com exatidão o imóvel, propriedade ou projeto que a parceria irá gerir. Inclua detalhes como localização, descrição legal, dimensão e qualquer característica importante. Prepare o Anexo B com esta informação.
💡 Para imóveis, use a descrição legal completa do registo de propriedades; para projetos abstratos, seja específico sobre o escopo e objectivos.
3
Estruture as contribuições de capital
Determine o montante que cada parceiro irá investir inicialmente. Registre no Anexo A o nome de cada parceiro e o capital correspondente. Decida se contribuições adicionais serão obrigatórias ou facultativas.
💡 Contribuições adicionais obrigatórias pro rata protegem a parceria mas podem criar tenção; facultativas dão flexibilidade mas risco de subfinanciamento.
4
Atribua percentagens de propriedade e participação
Defina a percentagem de propriedade de cada parceiro (geralmente proporcional ao capital investido). Esta percentagem governa a distribuição de lucros, perdas e qualquer reembolso de capital.
💡 Percentagens devem somar exatamente 100%. Se a propriedade não é proporcional ao capital, documente a razão para evitar futuros conflitos.
5
Especifique direitos de gestão e poder de assinatura
Clarifique que apenas o parceiro geral pode tomar decisões operacionais, assinar contratos e representar a parceria. Se há múltiplos parceiros gerais, defina se precisam de unanimidade ou maioria para certas decisões.
💡 Considere exigir aprovação de parceiros limitados para decisões maiores (venda de ativo, empréstimos grandes) para proteger o seu investimento.
6
Ajuste o regime de distribuições e reservas
Decida se as distribuições de caixa serão automáticas após pagamento de despesas e dívidas, ou se o parceiro geral tem discrição. Defina se será retida uma reserva para operação ou investimento futuro.
💡 Uma política clara de distribuições reduz conflito; considere distribuições semestrais ou anuais conforme a natureza do investimento.
7
Defina a duração da parceria e mecanismos de saída
Escolha uma data de termino ou declare a parceria perpetua até dissolução voluntária. Para parceiros limitados, considere adicionar direitos de saída (direito de vender a quota após X anos ou em certas condições).
💡 Um termo fixo (ex. 10 anos) funciona bem para projetos imobiliários; estruturas perpétuas funcionam para gestão de ativos de longo prazo.
8
Reveja com um advogado e arquive conforme a lei
Antes de assinar, submeta o acordo preenchido a um advogado licenciado na sua jurisdição para verificar conformidade com a lei aplicável. Depois de assinado por todos os sócios, arquive o Certificado de Parceria Limitada junto ao Secretário de Estado conforme exigido.
💡 O arquivamento junto às autoridades é essencial; sem ele, a parceria pode não ter validade legal perante terceiros.