Avordo de Licença de Invenção Não Exclusiva

Download Word gratuito • Edite on-line • Salve e compartilhe com Drive • Exporte para PDF

7 páginas25–35 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
Saiba mais ↓
LivreAvordo de Licença de Invenção Não Exclusiva

Em resumo

O que é
Um acordo de licença não exclusiva de invenção é um contrato que permite ao titular de uma invenção ou patente conceder direitos de uso e comercialização a um terceiro, mantendo a liberdade de licenciar a mesma tecnologia a outros. Este modelo em Word é editável, customizável e pronto para download imediato.
Quando você precisa
Quando você desenvolveu uma invenção ou detém uma patente e deseja monetizá-la através da comercialização por terceiros. Também quando você é um potencial licenciado e precisa de um acordo claro que defina direitos, royalties, campos de utilização e obrigações de ambas as partes.
O que contém
O documento inclui cláusulas de concessão de licença, definição do campo de utilização, estrutura de royalties, obrigações de relatórios, negação de garantias, cláusulas de indenização, e disposições sobre direitos governamentais e futuras invenções relacionadas à tecnologia licenciada.

O que é um modelo Acordo de Licença de Invenção Não Exclusiva?

Um acordo de licença de invenção não exclusiva é um contrato que autoriza um terceiro (licenciado) a usar uma invenção ou patente propriedade de outro (inventor), mantendo o direito do inventor de licenciar a mesma tecnologia a múltiplos outros licenciados simultaneamente. Este modelo em Word é editável, totalmente customizável e pronto para download imediato. Você pode preencher os campos com datas, nomes das partes, descrição da invenção, estrutura de royalties e condições específicas do seu caso, exportando depois em PDF ou mantendo em formato Word conforme necessário.

Por que você precisa deste documento

Sem um acordo de licença bem estruturado, você corre riscos significativos: o inventor pode não receber royalties consistentes; o licenciado pode usar a invenção além do escopo autorizado; disputas sobre propriedade de futuras melhorias podem resultar em litígios custosos; e ausência de cláusulas de indenização pode deixar o inventor exposto a responsabilidades por danos causados pelo uso da tecnologia por terceiros. Um acordo claro define direitos, obrigações, royalties, campos de utilização, relatórios de progresso e limitações de garantia, protegendo ambas as partes legalmente e evitando conflitos comerciais. É especialmente crucial se a invenção foi desenvolvida com financiamento público ou em ambiente acadêmico, pois direitos governamentais podem afetar a validade do acordo.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Tecnologia madura, campo de uso claramente delimitado, royalties fixosLicença não exclusiva — forma simples
Quando o inventor deseja garantir exclusividade ao licenciado em um territórioLicença exclusiva de invenção
Acordo inicial não exclusivo com direito de conversão a exclusiva após marcosLicença com opção de exclusividade
Inventor e licenciado colaboram para melhorias e posterior comercializaçãoAcordo de co-desenvolvimento e licença
Royalties variam conforme volume de vendas ou margem de lucro do licenciadoLicença de patente com royalties escalonados
Licenciado pode autorizar terceiros a usar a tecnologia sob condiçõesLicença com direito de sublicenciamento

Erros comuns a evitar

❌ Não especificar o campo de utilização com clareza

Por que importa: O licenciado pode reivindicar o direito de usar a tecnologia em mercados não previstos, resultando em perda de receita ou conflito com outros licenciados.

Fix: Defina geograficamente (país, região), por setor (indústria específica), por tipo de produto ou por qualquer outra dimensão material para sua estratégia de licenciamento.

❌ Omitir disposições sobre futuras invenções relacionadas

Por que importa: Melhorias à invenção original desenvolvidas durante a vigência do acordo podem não estar cobertas, levando a desconexões comerciais ou litígios sobre propriedade.

Fix: Inclua uma cláusula que obrigue o inventor a oferecer primeiramente ao licenciado a oportunidade de negociar direitos a invenções relacionadas.

❌ Ser vago sobre qual patentes estão incluídas

Por que importa: Novas patentes, divisões ou continuações podem ou não estar automaticamente cobertas, criando incerteza sobre a scope real da licença concedida.

Fix: Liste explicitamente todos os números de patente, números de série de pedidos, datas de arquivamento e jurisdições, e esclareça se futuras divisões e continuações estão incluídas.

❌ Não definir como royalties são calculados

Por que importa: Disputas comuns surgem quando 'royalty de 5%' não deixa claro se é de receita bruta, receita líquida, lucro ou unidades vendidas.

Fix: Defina explicitamente a base de cálculo (ex.: '5% da receita bruta de vendas de Produtos Licenciados menos devoluções aprovadas'), datas de pagamento e procedimentos de auditoria.

❌ Ignorar direitos governamentais em pesquisa financiada publicamente

Por que importa: Agências governamentais podem reivindicar direitos de uso gratuito ou não exclusivo, invalidando a exclusividade e a estrutura de royalties do acordo.

Fix: Sempre pergunte se a invenção recebeu financiamento público; se sim, consulte advogado e insira cláusulas explícitas reconhecendo direitos do governo.

❌ Fazer garantias sobre validade ou não infração de patentes

Por que importa: O inventor fica exposto a responsabilidade se a patente for invalidada por contestação ou se houver descoberta de violação de direitos de terceiros.

Fix: Mantenha a negação de garantias tal como está; qualquer representação de não infração deve ser negociada separadamente e com cuidado jurídico.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Concessão de licença não exclusiva

Em linguagem simples: O inventor concede ao licenciado o direito de usar a invenção e patentes associadas em um campo de utilização específico, sem impedir o inventor de licenciar a mesma tecnologia a outros.

Exemplo de redação
O Inventor concede e o Licenciado aceita uma licença não-exclusiva da Invenção(ões) e das Patentes Licenciadas no Campo de Utilização Licenciado de [ESPECIFICAR], a partir de [DATA].

Erro comum: Não detalhar suficientemente o campo de utilização, deixando ambiguidade sobre quais usos estão inclusos ou exclusos.

Definição de invenção e patentes licenciadas

Em linguagem simples: Define com precisão que invenção(ões) e quais pedidos ou patentes específicos são objeto do acordo, incluindo divisões, continuações e reedições.

Exemplo de redação
Invenção(ões) significa qualquer invenção divulgada no Resumo [NÚMERO]. Patente(s) Licenciada(s) significa o Pedido de Patente do Inventor em [PAÍS], Número Serial [NÚMERO], arquivado em [DATA] e quaisquer divisões, continuações ou reedições.

Erro comum: Ser vago sobre quais patentes estão incluídas, gerando litígios sobre se novas patentes relacionadas foram automaticamente incluídas.

Duração da licença

Em linguagem simples: Estabelece a data de início e o período durante o qual a licença permanece válida, normalmente até a expiração das patentes licenciadas.

Exemplo de redação
A referida licença deverá começar em [DATA] e continuar até a expiração do último termo da(s) Patente(s) Licenciada(s).

Erro comum: Omitir a data final ou usar linguagem imprecisa, criando incerteza sobre quando o acordo termina e quais direitos revogam.

Estrutura de royalties

Em linguagem simples: Define os pagamentos que o licenciado fará ao inventor, incluindo taxa inicial, pagamentos periódicos e royalties condicionados ao registro ou emissão de patentes.

Exemplo de redação
O Licenciado concorda em pagar ao Inventor um royalty inicial de $[QUANTIA] mediante assinatura, seguido de $[MONTANTE] a cada [INTERVALO], e uma royalty de $[QUANTIA] após a emissão da(s) Patente(s) Licenciada(s).

Erro comum: Não especificar se os royalties são sobre lucro bruto, receita de vendas ou unidades vendidas, levando a disputas no cálculo.

Obrigações de relatório e informação

Em linguagem simples: Exige que o licenciado forneça ao inventor relatórios periódicos sobre o progresso comercial, uso da tecnologia e conformidade com as obrigações do acordo.

Exemplo de redação
O Licenciado deverá fazer um relatório anual por escrito a cada [INTERVALO DE TEMPO], incluindo informações sobre progresso na comercialização, vendas, e desenvolvimento de produtos baseados na Invenção.

Erro comum: Estabelecer intervalos de relatório muito curtos ou pedir informações excessivamente detalhadas, criando encargo administrativo desproporcional.

Direitos futuros relacionados à invenção

Em linguagem simples: O inventor compromete-se a oferecer ao licenciado a oportunidade de negociar licenças sobre novas invenções ou melhorias relacionadas à tecnologia original.

Exemplo de redação
O Inventor irá, tão logo for possível, trazer qualquer nova invenção e descoberta relacionadas a esta tecnologia ao conhecimento do Licenciado, e fornecer uma oportunidade razoável para negociar uma licença por isso.

Erro comum: Não definir 'relacionado' com clareza, resultando em disputas sobre se uma nova invenção está obrigada a ser oferecida ao licenciado.

Direitos do governo

Em linguagem simples: Reconhece que invenções desenvolvidas com financiamento ou apoio governamental estão sujeitas a direitos especiais do governo, incluindo o direito de uso interno e não comercial.

Exemplo de redação
Este Acordo está sujeito a todos os termos e condições de [TÍTULO 35 DAS SEÇÕES 200 A 204 DO CÓDIGO DOS ESTADOS UNIDOS ou EQUIVALENTE], e o Licenciado concorda em tomar todas as medidas necessárias para permitir ao Inventor satisfazer suas obrigações.

Erro comum: Omitir esta cláusula em pesquisas financiadas publicamente, expondo ambas as partes a violação de leis de propriedade intelectual pública.

Negação de garantias

Em linguagem simples: O inventor não garante a validade ou escopo das patentes licenciadas, nem que o uso da invenção não violará direitos de terceiros, exceto conforme expressamente estabelecido.

Exemplo de redação
Exceto conforme expressamente estabelecido neste Acordo, o Inventor NÃO FAZ NENHUMA REPRESENTAÇÃO E NÃO EXTENDE NENHUMA GARANTIA DE QUALQUER TIPO, SEJA EXPRESSA OU IMPLÍCITA, INCLUINDO GARANTIAS DE COMERCIALIZAÇÃO OU ADEQUAÇÃO PARA UM FIM ESPECÍFICO.

Erro comum: Esquecer esta cláusula, deixando o inventor potencialmente responsável por patentes inválidas ou violação de direitos de terceiros.

Indenização e limitação de responsabilidade

Em linguagem simples: O licenciado concorda em indenizar o inventor contra reclamações, danos e responsabilidades decorrentes da fabricação, venda ou uso da invenção pelo licenciado ou seus clientes.

Exemplo de redação
O Licenciado concorda em indenizar, proteger e defender o Inventor contra toda e qualquer reivindicação por morte, ferimentos pessoais, danos à propriedade ou práticas indevidas decorrentes da fabricação, uso, venda ou disposição da Invenção pelo Licenciado.

Erro comum: Criar indenidade bilateral sem reconhecer que o licenciado assume o risco comercial, concentrando responsabilidade inadequadamente no inventor.

Como preencher

  1. 1

    Preencha as datas e partes do acordo

    Insira a data de efetivação do acordo, o nome completo e endereço do inventor (ou empresa detentora da invenção) e o nome e endereço do licenciado. Se qualquer parte for uma empresa, inclua a jurisdição de constituição.

    💡 Use datas futuras se o acordo ainda não foi assinado, e datas passadas apenas se ambas as partes já concordaram retroativamente.

  2. 2

    Descreva a invenção e as patentes licenciadas

    Preencha o resumo ou número de identificação da invenção, o número de série da patente, o país de registro, e a data de arquivamento. Inclua qualquer informação sobre divisões, continuações ou reedições.

    💡 Recolha essa informação junto ao escritório de patentes relevante; imprecisões aqui geram litígios futuros.

  3. 3

    Defina o campo de utilização licenciado

    Especifique exatamente em qual(is) indústria(s), mercado(s) geográfico(s) ou tipo(s) de produto o licenciado pode usar a invenção. Seja tão específico quanto possível.

    💡 Exemplo: 'Produtos farmacêuticos para uso humano na União Europeia' é melhor do que 'setor de saúde'.

  4. 4

    Estabeleça a estrutura e prazos de royalties

    Defina o valor da taxa inicial (se houver), os pagamentos periódicos, o intervalo (mensal, trimestral, anual), e qualquer royalty adicional condicionado a eventos como emissão de patente ou atinge metas de vendas.

    💡 Pesquise royalties de mercado para sua indústria; eles variam de 2% a 10% de receita, dependendo da maturidade da tecnologia.

  5. 5

    Configure o cronograma de relatórios

    Decida a frequência dos relatórios anuais (trimestral, semestral ou anual), o que deve constar (vendas, desenvolvimento de produtos, conformidade) e a quem devem ser enviados.

    💡 Relatórios anuais são padrão; frequência maior pode ser excessiva, a menos que o volume de negócios seja significativo.

  6. 6

    Aborde direitos governamentais, se aplicável

    Se a invenção foi desenvolvida com financiamento ou apoio de órgãos governamentais, indique a lei ou tratado aplicável (ex.: Bayh-Dole Act nos EUA, ou equivalente em sua jurisdição).

    💡 Consulte um advogado especializado em propriedade intelectual se houver envolvimento governamental; isso afeta severamente a validade do acordo.

  7. 7

    Adapte as cláusulas de indenização e garantias

    Revise a extensão das garantias negadas e a cobertura de indenização para corresponder ao risco percebido e à prática da sua indústria. Adicione exclusões para indenidade mútua se apropriado.

    💡 A negação de garantias protege o inventor; o licenciado pode negociar uma representação limitada de não infração se a invenção estiver bem estabelecida.

Perguntas frequentes

O que é uma licença não exclusiva?

Uma licença não exclusiva significa que o inventor (ou detentor da patente) mantém o direito de licenciar a mesma invenção a outros licenciados simultaneamente. Ao contrário de uma licença exclusiva, em que apenas uma parte tem direitos sobre a tecnologia, a licença não exclusiva permite múltiplos usuários. Isso beneficia o inventor ao criar múltiplas fontes de receita, mas pode ser menos atraente para o licenciado, que não terá proteção contra concorrentes usando a mesma tecnologia.

Que informações sobre patentes preciso incluir no acordo?

Você deve incluir o número de série do pedido de patente, o número de patente emitida (se aplicável), a data de arquivamento, o país ou países de registro, e uma descrição breve da invenção. Também é recomendado mencionar explicitamente se divisões, continuações, continuações em parte, reanálises ou reedições de pedidos ou patentes estão incluídas. Qualquer ambiguidade aqui pode resultar em litígios futuros sobre a scope da licença concedida.

Como devo estruturar os royalties — percentual de receita ou valor fixo?

Ambos os modelos são comuns. Um percentual de receita (tipicamente 2–10%, conforme a indústria e maturidade) oferece ao inventor crescimento proporcional ao sucesso do licenciado, mas requer auditoria das vendas. Um valor fixo oferece previsibilidade, mas pode não refletir o verdadeiro valor se as vendas dispararem. Muitos acordos usam uma combinação: taxa inicial de assinatura, mais royalties periódicos, mais royalty adicional condicionado a marcos (emissão de patente, atinge X de vendas). Pesquise práticas de mercado em sua indústria.

Por que o inventor precisa negar garantias?

O inventor nega garantias porque não pode garantir que a patente será válida (ela pode ser contestada e invalidada), que não violarápatentes de terceiros, ou que a tecnologia funcionará como esperado em todos os cenários. Sem esta negação, o inventor fica exposto a responsabilidades potencialmente ilimitadas. Essa é uma prática padrão e não significa que a invenção é defeituosa; é apenas uma proteção comercial sensata.

Preciso incluir uma cláusula de indenização?

Sim, especialmente em tecnologias que podem resultar em produtos comercializados. A cláusula de indenização obriga o licenciado a defender o inventor contra reclamações de terceiros (lesões corporais, danos à propriedade, violação de direitos de terceiros) decorrentes da fabricação ou venda de produtos baseados na invenção. Essa é uma prática padrão em acordos de licença e protege o inventor contra riscos de responsabilidade civil.

E se a invenção foi desenvolvida com financiamento governamental?

Se a invenção recebeu financiamento ou apoio de agências governamentais, o acordo está sujeito a direitos especiais do governo. Isso varia por país, mas geralmente inclui o direito do governo de usar a invenção internamente sem royalties e, em algumas circunstâncias, o direito de licenciar a terceiros. Você deve consultar um advogado especializado em propriedade intelectual para conformidade, pois ignorar esses direitos pode invalidar o acordo ou expor você a sanções.

Como lidar com melhorias ou novas invenções desenvolvidas durante a vigência?

O acordo deve esclarecer a propriedade de qualquer melhoria feita pelo licenciado. Uma abordagem comum é que o licenciado retém a propriedade, mas oferece ao inventor uma oportunidade razoável de negociar direitos à nova invenção (se estiver relacionada). Isso mantém os incentivos de inovação para o licenciado enquanto protege os interesses do inventor. A definição de 'relacionada' deve ser claraou podem surgir disputas.

Qual jurisdição devo escolher para o acordo?

A jurisdição deve ser aquela em que a invenção é registrada ou onde a maior parte da comercialização ocorrerá. Acordos internacionais frequentemente especificam múltiplas jurisdições ou elegem uma com base na localização do inventor ou do licenciado. Consulte um advogado para escolher a mais favorável e para garantir conformidade com leis locais de patentes e contratos.

Posso modificar este modelo para uma licença exclusiva?

Sim, as modificações principais seriam: remover a linguagem 'não exclusiva', adicionar uma cláusula afirmando que o inventor está impedido de licenciar a outros, potencialmente aumentar os royalties ou as taxas de milestones (já que o licenciado está obtendo exclusividade), e ajustar os períodos de relatório. No entanto, uma licença exclusiva é mais complexa juridicamente e deve ser revisada por um advogado especializado.

Como se compara com alternativas

vs Contrato de transferência de tecnologia

Um acordo de transferência de tecnologia geralmente envolve a transferência de propriedade intelectual ou conhecimento não registrado (know-how) de uma parte para outra, frequentemente com objetivo de desenvolvimento conjunto ou capacitação. Um acordo de licença de invenção, por outro lado, mantém a propriedade com o inventor enquanto concede direitos de uso limitados. Use transferência de tecnologia se o objetivo é passar completamente o desenvolvimento ou operação; use licença se o inventor deseja manter propriedade e receber royalties contínuos.

vs Acordo de desenvolvimento conjunto

Um acordo de desenvolvimento conjunto envolve ambas as partes colaborando para melhorar ou expandir a invenção, frequentemente com custos e propriedade intelectual compartilhados. Um acordo de licença simples é unidirecional: o inventor licencia, o licenciado paga e usa. Escolha desenvolvimento conjunto se ambas as partes contribuem com pesquisa e recursos significativos; escolha licença simples se o inventor já tem uma tecnologia pronta e o licenciado vai apenas comercializá-la.

vs Acordo de distribuição ou revendedor

Um acordo de distribuição dá a um terceiro direitos de vender ou distribuir produtos já fabricados; não envolve direitos à invenção subjacente. Um acordo de licença dá direitos de usar a invenção para fabricar ou adaptar produtos. Use distribuição se o licenciado apenas revenderá produtos acabados; use licença se o licenciado fará desenvolvimento, engenharia ou customização baseado na invenção.

vs Licença exclusiva

Uma licença exclusiva concede a um único licenciado o direito de usar a invenção, impedindo o inventor de licenciar a outros. Uma licença não exclusiva permite múltiplos licenciados simultaneamente. Use exclusiva se o licenciado exige proteção competitiva contra cópias e está disposto a pagar mais; use não exclusiva se o inventor quer maximizar receita através de múltiplas fontes ou se a tecnologia é adequada para múltiplos mercados distintos.

Considerações por setor

Tecnologia da informação e software

Licenças de algoritmos, metodologias de software, arquiteturas de sistema e patents de processamento de dados, com ênfase em royalties de software e direitos de sublicenciamento.

Biotecnologia e farmacêutica

Licenças de compostos químicos, processos de fabricação e metodologias de pesquisa clínica, frequentemente com marcos de desenvolvimento e royalties condicionados a aprovação regulatória.

Manufatura e engenharia

Licenças de processos de produção, designs de produtos e técnicas proprietárias, com relatórios de produção e royalties baseados em volume.

Energia e sustentabilidade

Licenças de tecnologias de energia renovável, eficiência energética e soluções ambientais, frequentemente com componentes de desenvolvimento compartilhado.

Educação e pesquisa

Universidades e institutos de pesquisa licenciam descobertas para empresas privadas, com estruturas de royalties escalonadas e direitos de pesquisa contínua.

Telecomunicações

Licenças de protocolos de comunicação, tecnologias de rede e métodos de transmissão, geralmente com múltiplos licenciados não exclusivos em diferentes geografias.

Notas jurisdicionais

No Brasil, acordos de licença de patentes são regulados pela Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). O acordo deve estar registrado no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para ser oponível a terceiros. Cláusulas de royalties e indenização devem estar claras e conformes aos direitos autorais e de propriedade industrial brasileiros.

Em Portugal, acordos de licença de patentes seguem o Código da Propriedade Industrial. Registrar o acordo junto do INPI português (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é recomendado para maior segurança. Estruturas de royalties devem considerar tratados europeus de propriedade intelectual aplicáveis à UE.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloInvenção simples, licenciado conhecido e confiável, royalties padronizados, jurisdição clara.Grátis (modelo) + custo de customização mínimo2–4 horas para preencher e assinar
Modelo + revisão jurídicaInvenção moderadamente complexa, estrutura de royalties customizada, múltiplas jurisdições ou financiamento governamental envolvido.Grátis (modelo) + $800–$2.000 revisão jurídica4–6 horas preenchimento + 3–7 dias revisão jurídica
Redigido sob medidaInvenção complexa, múltiplos licenciados, estrutura de royalties intrincada, risco legal significativo, direitos de desenvolvimento conjunto.$3.000–$8.000+ elaboração completa2–4 semanas para elaboração e negociação

Glossário

Invenção
Criação original ou descoberta que resulta de pesquisa e desenvolvimento, podendo ser protegida por patente.
Licença não exclusiva
Direito concedido ao licenciado de usar a invenção, permitindo ao inventor licenciar a mesma tecnologia a outros.
Patente licenciada
Patente ou pedido de patente que é objeto do contrato de licença.
Royalty
Pagamento periódico ou único feito pelo licenciado ao inventor em troca do direito de usar a invenção.
Campo de utilização licenciado
Área específica de negócios ou indústria na qual o licenciado tem permissão de usar a invenção.
Indenização
Obrigação do licenciado de proteger o inventor contra reclamações, danos ou responsabilidades legais decorrentes do uso da invenção.
Direitos do governo
Direitos especiais retidos pelo governo em invenções desenvolvidas com financiamento ou apoio público.
Negação de garantias
Cláusula que esclarece que o inventor não garante a validade da patente ou a não infração de direitos de terceiros.
Comercialização
Processo de trazer a invenção ao mercado através de fabricação, venda e distribuição de produtos baseados nela.
Sublicença
Direito concedido pelo licenciado a um terceiro de usar a invenção, desde que autorizado no contrato original.
Continuação de patente
Novo pedido de patente que inclui parte das reivindicações de um pedido anterior não expirado.
Relatório anual
Documento periódico que o licenciado fornece ao inventor informando progresso comercial e cumprimento das obrigações.

Parte do seu sistema operacional empresarial

Este documento é um dos 3,000+ modelos comerciais e jurídicos incluídos no Business in a Box.

  • Preencha os espaços — pronto em minutos
  • Documento Word 100 % personalizável
  • Compatível com todos os pacotes de escritório
  • Exporte para PDF e compartilhe eletronicamente

Crie seu documento em 3 etapas simples.

Do modelo ao documento assinado — tudo em um único Sistema Operacional Empresarial.
1
Baixe ou abra um modelo

Acesse mais de 3,000+ modelos empresariais e jurídicos para qualquer tarefa, projeto ou iniciativa.

2
Edite e preencha os espaços em branco com IA

Personalize seu modelo de documento empresarial pronto para uso e salve-o na nuvem.

3
Salvar, Compartilhar, Enviar, Assinar

Compartilhe seus arquivos e pastas com sua equipe. Crie um espaço de colaboração contínua.

Economize tempo, dinheiro e crie consistentemente documentos de alta qualidade.

★★★★★

"De um valor fantástico! Não sei o que faria sem essa plataforma. Vale cada centavo e valeu o investimento diversas vezes."

Managing Director · Mall Farm
Robert Whalley
Managing Director, Mall Farm Proprietary Limited
★★★★★

"Eu uso o Business in a Box há 4 anos. Tem sido a fonte mais útil de documentos que encontrei. Recomendo a todos."

Business Owner · 4+ years
Dr Michael John Freestone
Business Owner
★★★★★

"Salvou minha vida tantas vezes que eu perdi a conta. O Business in a Box me poupou muito tempo e, como você sabe, tempo é dinheiro."

Owner · Upstate Web
David G. Moore Jr.
Owner, Upstate Web

Gerencie seu negócio com um sistema — não com ferramentas dispersas

Pare de baixar documentos. Comece a operar com clareza. Business in a Box fornece o sistema operacional usado por mais de 250.000 empresas no mundo para estruturar, gerenciar e expandir seu negócio.

Plano gratuito para sempre · Não exige cartão de crédito