Acordo de Primeiro Fornecimento

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17 páginas30–40 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
Saiba mais ↓
LivreAcordo de Primeiro Fornecimento

Em resumo

O que é
Um acordo contratual que formaliza a relação de fornecimento entre um fornecedor e um cliente, estabelecendo volumes de compra mínimos, períodos de vigência e obrigações financeiras. Disponível como modelo Word editável e exportável em PDF.
Quando você precisa
Quando uma empresa adquire uma divisão ou atividade de fornecimento e deseja formalizar compromissos de compra de longo prazo com volumes mínimos garantidos, protegendo ambas as partes com termos claros e mensuráveis.
O que contém
O documento inclui cláusulas de volume mínimo por ano, procedimentos de certificação de compras, fórmulas de indenização por não cumprimento, definição de margens de lucro bruta, e flexibilidade para o cliente comprar de fornecedores adicionais sem prejudicar as obrigações do acordo.

O que é um modelo Acordo de Primeiro Fornecimento?

Um Acordo de Primeiro Fornecimento é um contrato comercial que formaliza a relação contínua entre um fornecedor e um cliente, estabelecendo compromissos de volume de compra mínimo, períodos de vigência, e consequências financeiras se os volumes não forem atingidos. É tipicamente celebrado quando uma empresa adquire uma divisão ou transfere responsabilidade de fornecimento de um terceiro para um novo fornecedor, precisando garantir ao novo fornecedor que o cliente continuará comprando volumes significativos. O modelo vem como documento Word totalmente editável, permitindo preencher dados específicos, datas e percentuais de volume, além de exportar em PDF para assinatura digital ou impressão.

Por que você precisa deste documento

Sem um Acordo de Primeiro Fornecimento formal, o novo fornecedor fica exposto ao risco de o cliente simplesmente não comprar ou reduzir dramaticamente suas compras após a transferência, especialmente em contexto de aquisição ou mudança operacional. Para o cliente, por sua vez, deixar de formalizar por escrito compromissos de volume, prazos de pagamento, e margens de lucro esperadas cria ambiguidade que pode resultar em disputas sobre indenizações, valores cobrados, e interpretações conflitantes de obrigações. Ter este documento reduz litígios, estabelece claramente as expectativas de ambas as partes, protege o fornecedor com garantia de volume e receita previsível, e permite que o cliente planeje suprimentos com segurança. Em contextos de aquisição ou relacionamento comercial de alto valor, é praticamente indispensável para ambas as partes evitarem perdas significativas.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando há transferência de divisão ou início de fornecimento exclusivoAcordo de Primeiro Fornecimento — Padrão
Se deseja incluir mecanismo de ajuste de preços anuais ou condições de mercadoAcordo de Primeiro Fornecimento — Com Cláusula de Revisão de Preço
Para contratos de menor complexidade ou volumes mais reduzidosAcordo de Primeiro Fornecimento — Simplificado
Quando deseja diferentes níveis de indenização conforme grau de não cumprimentoAcordo de Primeiro Fornecimento — Com Penalidades Escalonadas
Se pretende revisar termos ao final de cada período anualAcordo de Primeiro Fornecimento — Com Cláusula de Renegociação
Para fornecimento de várias categorias de produtos com volumes independentesAcordo de Primeiro Fornecimento — Multipolos

Erros comuns a evitar

❌ Deixar números ou datas em branco após criar o modelo

Por que importa: O acordo torna-se inexequível se não houver datas de vigência, percentuais de volume ou prazo para pagamento. Pode resultar em litígios sobre qual termo aplica-se.

Fix: Revise o documento linha por linha antes da assinatura, garantindo que todos os placeholders [ENTRE COLCHETES] foram preenchidos com dados específicos.

❌ Não definir claramente qual produto está coberto (uso de termos genéricos como 'produtos' ou 'suprimentos')

Por que importa: Cria ambiguidade sobre quais compras contabilizam para o volume mínimo, permitindo ao cliente alegar que certos itens não estavam incluídos.

Fix: Use descrição específica, código de produto, ou liste as categorias no Anexo; cite o mesmo termo em todas as cláusulas para consistência.

❌ Fixar percentuais de volume mínimo irrealistas ou muito elevados que refletem otimismo exagerado

Por que importa: O cliente pode ser frequentemente indenizado ou a relação comercial deteriorar-se; o acordo pode ser julgado abusivo ou contrário à boa-fé.

Fix: Baseie percentuais em histórico real de compras e tendências de mercado; considere começar com percentual menor e aumentá-lo gradualmente.

❌ Não definir como a margem de lucro bruta é apurada, auditada ou contestada

Por que importa: Quando chega a hora de calcular indenizações, cada parte pode alegar margem diferente, gerando disputa e potencial litígio.

Fix: Especifique no Anexo(a) a fórmula exata (valor por unidade, percentual, ou média histórica de período X), e estabeleça mecanismo de certificação ou auditoria.

❌ Omitir prazo para o fornecedor entregar certificado de margem de lucro quando solicitado

Por que importa: O cliente pode ficar preso aguardando o certificado para calcular a indenização, ou o fornecedor pode atrasar indefinidamente o processo.

Fix: Inclua prazo máximo (ex.: 15 dias) para o fornecedor entregar o certificado e considere consequência se não cumprir.

❌ Não deixar claro se produtos de terceiros ('compras fora da divisão') contabilizam para volume mínimo ou se há limite para essas compras

Por que importa: O cliente pode argumentar que compras de concorrentes não contam para sua obrigação, reduzindo indenização; o fornecedor discorda, criando litígio.

Fix: Defina explicitamente: quais categorias de terceiros são permitidas, se contabilizam ou não, e em qual percentual do total.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Concessão de Direito de Fornecimento

Em linguagem simples: O cliente concede ao fornecedor o direito exclusivo ou preferencial de continuar fornecendo produtos, mantendo os termos vigentes antes do acordo.

Exemplo de redação
O Cliente concede ao Fornecedor o direito de continuar a fornecer essa parte das exigências de [ESPECIFICAR PRODUTO] do Cliente, tal como tem sido fornecido pela divisão [ESPECIFICAR] do Cliente até a presente data.

Erro comum: Não especificar claramente qual produto ou categoria de produto é objeto do fornecimento, resultando em ambiguidade.

Volumes Mínimos por Período

Em linguagem simples: Define o percentual ou volume mínimo que o cliente se obriga a comprar em cada ano da vigência do contrato.

Exemplo de redação
Ano 1 - [PORCENTAGEM %] por cento do total das exigências de [ESPECIFICAR PRODUTO] do Cliente (em volume) que teriam sido fornecidas pela divisão [ESPECIFICAR].

Erro comum: Fixar percentuais muito elevados que se tornam irrealistas ou impostos que não refletem a demanda real do mercado.

Exceção para Terceiros

Em linguagem simples: Permite que o cliente adquira produtos de outros fornecedores sem violar as obrigações de compra mínima, desde que não provenientes da divisão original.

Exemplo de redação
Este Acordo não deverá prejudicar o Cliente de comprar ou de continuar a comprar a partir de quaisquer outras exigências de [ESPECIFICAR PRODUTO] de qualquer fornecedor de terceiros.

Erro comum: Não definir claramente quais produtos de terceiros são ou não contabilizados na obrigação de volume mínimo.

Certificação Anual de Compras

Em linguagem simples: O cliente deve fornecer anualmente um certificado especificando o total de exigências e as compras reais realizadas, dentro de um prazo estabelecido.

Exemplo de redação
O Cliente deverá fornecer ao Fornecedor anualmente, não mais tarde que [NÚMERO] dias seguintes ao final do ano civil anterior, um certificado especificando o total anual de exigências de [ESPECIFICAR PRODUTO].

Erro comum: Omitir prazos ou critérios claros para aceitação do certificado, criando disputas sobre validade dos números.

Fórmula de Indenização por Não Cumprimento

Em linguagem simples: Calcula o valor que o cliente deve pagar se não atingir as compras mínimas, baseado na diferença entre volume obrigado e volume real, multiplicado pela margem de lucro bruta.

Exemplo de redação
(A - B) x C, onde A é a obrigação mínima, B é a compra real, e C é a margem de lucro bruta média anual.

Erro comum: Não deixar claro como a margem de lucro bruta é apurada ou permitir que seja contestada sem transparência.

Estimativas e Comunicações Periódicas

Em linguagem simples: O cliente deve informar o fornecedor antecipadamente sobre suas necessidades estimadas e atualizar essas informações trimestralmente.

Exemplo de redação
Antes de [DATA] de cada ano durante a vigência deste Acordo, o Cliente deverá informar o Fornecedor do total estimado anual de exigências de [ESPECIFICAR PRODUTO].

Erro comum: Não estabelecer responsabilidade clara pela imprecisão das estimativas ou não proteger o fornecedor se as estimativas forem significativamente subestimadas.

Período de Vigência

Em linguagem simples: Define as datas de início e fim do contrato, estabelecendo o prazo durante o qual as obrigações são válidas.

Exemplo de redação
Sujeito aos termos e condições previstos neste Acordo, o Cliente concede ao Fornecedor o direito durante um período iniciando a partir da presente data e terminando em [DATA].

Erro comum: Deixar datas em branco ou não especificar se há renovação automática ou se o acordo requer renovação expressa.

Compensação por Excesso de Compras

Em linguagem simples: Se o cliente compra acima das obrigações mínimas em um ano, pode usar esse excesso para reduzir indenizações devidas em caso de não cumprimento em outro ano.

Exemplo de redação
Caso o Cliente adquira [ESPECIFICAR PRODUTO] de qualquer categoria do Fornecedor acima das obrigações de compra, então o valor a pagar deverá ser reduzido por um montante igual ao resultado da fórmula aplicada.

Erro comum: Não definir limites claros de quanto excesso pode ser transportado para períodos futuros ou se há expiração dessa compensação.

Certificado do Fornecedor sobre Margens de Lucro

Em linguagem simples: O fornecedor deve fornecer, se solicitado, um certificado detalhando suas margens de lucro bruta para permitir cálculo correto das indenizações.

Exemplo de redação
O Fornecedor deverá fornecer ao Cliente, se solicitado, um certificado que especifique as suas Margens de Lucro Brutas atuais para cada produto.

Erro comum: Não definir prazo para o fornecedor entregar o certificado ou permitir que recusas injustificadas criem impasse nos cálculos.

Representações do Cliente

Em linguagem simples: O cliente confirma que os dados históricos de compra fornecidos são precisos e refletem as verdadeiras exigências de produto.

Exemplo de redação
O Cliente representa e garante que para o [ANO] ano civil, suas compras totais de [ESPECIFICAR PRODUTO] a partir da divisão [ESPECIFICAR PRODUTO] foram estabelecidas no Anexo 1.

Erro comum: Não incluir cláusula de indenização se as representações forem falsas ou se o cliente tiver ocultado informações.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as partes e datas

    Preencha o nome completo e endereço de ambas as empresas (fornecedor e cliente), bem como a data efetiva do acordo e todas as datas-limite mencionadas no documento (vigência, relatórios, pagamentos).

    💡 Use o nome legal exato conforme registro empresarial para evitar problemas de execução.

  2. 2

    Especifique o produto ou categoria

    Descreva com precisão qual produto ou linha de produtos é objeto do fornecimento. Inclua categorias se há volumes diferentes por tipo de produto.

    💡 Se possível, use códigos de produto ou referências internas para deixar claro qual item específico é abrangido.

  3. 3

    Defina os percentuais de volume mínimo

    Para cada ano (Ano 1, 2, 3, 4), insira o percentual mínimo que o cliente se obriga a comprar do fornecedor. Esses percentuais podem ser iguais ou diminuir ao longo do tempo.

    💡 Baseie-se no histórico de compras e na estratégia comercial; percentuais muito elevados podem ser contestados como não exequíveis.

  4. 4

    Complete datas e prazos específicos

    Preencha datas de término de cada ano, prazos para envio de estimativas (antes de qual data cada ano), e prazos para certificação de compras e pagamento de indenizações.

    💡 Alinhe os prazos com seu ciclo fiscal ou calendário comercial para facilitar o cumprimento.

  5. 5

    Defina a margem de lucro bruta

    No Anexo(a), especifique como a margem de lucro bruta é calculada (valor absoluto por unidade, percentual sobre venda, ou referência a tabela histórica). Considere incluir margens diferentes por categoria de produto.

    💡 Se usar média histórica, deixe clara qual é o período base para esse cálculo.

  6. 6

    Complete anexos com dados históricos

    Anexe como Anexo 1 os dados de compra históricos do ano-base, e como Anexo 2 as estimativas iniciais de exigências para o primeiro período do acordo.

    💡 Certifique-se de que os números dos anexos correspondem aos mencionados nas cláusulas do acordo.

  7. 7

    Revise prazos de pagamento e procedimentos

    Confirme os prazos para o cliente pagar indenizações (ex.: dentro de 30 dias após recebimento do certificado) e os procedimentos para auditoria ou certificação externa se aplicável.

    💡 Deixe claro se o pagamento é por transferência bancária, cheque ou outro método acordado.

  8. 8

    Revise com assessoria jurídica

    Submeta o documento preenchido a um advogado para verificar conformidade com legislação local, jurisdição aplicável, e se os termos refletem exatamente a intenção das partes.

    💡 A revisão jurídica é especialmente importante dado o valor potencial das indenizações e a duração do acordo.

Perguntas frequentes

O que é um Acordo de Primeiro Fornecimento?

Um Acordo de Primeiro Fornecimento é um contrato entre um fornecedor e um cliente que formaliza a continuidade ou exclusividade de fornecimento de produtos, geralmente após uma aquisição ou transferência de divisão. O contrato estabelece volumes mínimos de compra que o cliente se obriga a adquirir em cada período (geralmente anual), prazos de vigência, e indenizações se o cliente não atingir esses volumes. Protege o fornecedor garantindo receita previsível e permite ao cliente planejar suprimentos de forma estruturada.

Como funciona a indenização por não cumprimento de volume mínimo?

Se o cliente não compra o volume mínimo contratado em um ano, deve indenizar o fornecedor por lucro perdido. A indenização é calculada multiplicando-se a diferença entre o volume obrigado e o volume real pela margem de lucro bruta média do fornecedor para esse produto naquele período. Por exemplo, se o cliente deveria comprar 1.000 unidades mas comprou apenas 800, e a margem é €10 por unidade, a indenização seria (1.000 - 800) × €10 = €2.000. O cálculo exato depende da fórmula no contrato.

O cliente pode comprar de outros fornecedores sem violar o acordo?

Sim, conforme a cláusula de "Exceção para Terceiros" — o cliente tem liberdade de comprar de fornecedores alternativos de produtos que NÃO foram fornecidos pela divisão original e que não estão cobertos no acordo. Esses volumes de terceiros não contabilizam para a obrigação de volume mínimo. No entanto, se comprar produtos idênticos ou muito similares de terceiros durante a vigência, pode ser interpretado como violação, dependendo da redação específica. Recomenda-se comunicar ao fornecedor e deixar claro quais produtos são cobertos.

Por quanto tempo o acordo permanece em vigor?

O período de vigência é definido no contrato — pode ser 1 ano, 3 anos, 5 anos ou outro prazo que as partes acordarem. O modelo permite definir datas de início e fim específicas (ex.: 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2029). O contrato pode incluir cláusula de renovação automática ou exigir renovação expressa. Recomenda-se revisar a duração baseado no investimento do fornecedor e na estabilidade prevista da demanda do cliente.

E se o cliente comprar ACIMA do volume mínimo em um ano?

Se o cliente compra mais do que o volume mínimo obrigado, esse excesso pode ser usado para compensar possível não cumprimento em outro ano. Por exemplo, se no Ano 1 compra 1.200 unidades quando a obrigação era 1.000, os 200 extras podem reduzir indenizações devidas no Ano 2 caso não atinja o mínimo. A compensação exata depende da fórmula no contrato — confira se há limite máximo de carryover ou expiração dessa compensação.

Preciso de advogado para usar este modelo?

Recomenda-se fortemente revisão jurídica antes de assinar, especialmente se o volume esperado ou valor das indenizações for significativo. Um advogado pode verificar se o contrato está conforme a legislação local (Brasil ou Portugal), se as margens de lucro estão definidas de forma justa, e se há cláusulas críticas faltando (ex.: rescisão, resolução de disputas, força maior). Consulte um advogado especializado em contratos comerciais ou direito empresarial.

O que devo colocar no Anexo 1 (histórico de compras)?

O Anexo 1 contém os dados históricos de compra do cliente junto à divisão original no ano-base. Deve incluir o volume total comprado (em unidades, peso, valor ou outra métrica) e, se aplicável, o volume por categoria de produto. Esses dados servem como baseline para calcular os percentuais de compra mínima nos anos seguintes. Certifique-se de que são precisos e auditáveis, pois o fornecedor pode questionar os números.

O que fazer se a demanda mudar drasticamente durante a vigência?

O contrato permite que as partes renegociem ou busquem cláusula de force majeure se houver evento extraordinário. Se a demanda diminuir por razões estruturais (encerramento de linha de produção do cliente, crise de mercado), o cliente pode propor redução de percentuais ao fornecedor em troca de estender o prazo ou de outras concessões. Recomenda-se incluir no contrato cláusula de revisão anual ou renegociação se volumes reais divergirem significativamente das estimativas.

Como é feito o cálculo da margem de lucro bruta?

A margem de lucro bruta é a diferença entre o preço de venda e o custo direto de produção. O contrato deve especificar no Anexo(a) como essa margem é calculada: pode ser um valor fixo por unidade (ex.: €5 por produto), um percentual sobre a venda (ex.: 25%), ou uma média histórica de um período passado. É recomendável usar dados auditados ou certificados para evitar disputas, e permitir ao fornecedor demonstrar a margem real se solicitado pelo cliente.

Como se compara com alternativas

vs Contrato de compra simples

Um contrato de compra simples documenta uma transação única ou pedido específico com quantidade, preço e data de entrega definidos. Um Acordo de Primeiro Fornecimento, em contraste, é um contrato de longo prazo que estabelece relação contínua, volume mínimo anual, e indenizações por não cumprimento. Use contrato de compra para pedidos ocasionais; use Acordo de Primeiro Fornecimento para fornecimento contínuo e estratégico que justifique proteção mutua através de cláusulas de volume garantido.

vs Acordo de distribuição exclusiva

Um Acordo de Distribuição Exclusiva confere a um distribuidor o direito de revender produtos de um fabricante em determinada região, com termos de margem, publicidade e exclusividade. Um Acordo de Primeiro Fornecimento estabelece relação de fornecedor-cliente com volume mínimo de compra direta. O primeiro é para canal de vendas; o segundo é para cadeia de suprimentos. Escolha Distribuição se o objetivo é expandir vendas através de terceiros; escolha Primeiro Fornecimento se deseja garantir volume de compra em relação comercial B2B.

vs Contrato de exclusividade de fornecimento

Um Contrato de Exclusividade de Fornecimento proíbe o cliente de comprar o mesmo produto de concorrentes, dando ao fornecedor monopólio absoluto. Um Acordo de Primeiro Fornecimento permite ao cliente comprar de terceiros, mas exige volume mínimo do fornecedor principal. O primeiro é mais restritivo e pode enfrentar questões de concorrência; o segundo oferece proteção equilibrada. Use exclusividade total apenas se negociado com poder significativo; caso contrário, o Acordo de Primeiro Fornecimento é mais viável e defensável legalmente.

vs Memorando de entendimento (MOU)

Um Memorando de Entendimento é documento não vinculante que registra intenção das partes de negociar e termos preliminares, geralmente antecedendo contrato formal. Um Acordo de Primeiro Fornecimento é contrato vinculante com cláusulas exequíveis, indenizações definidas e mecanismos de certificação. Use MOU durante fase de negociação ou quando termos ainda não estão finalizados; use Acordo de Primeiro Fornecimento quando as partes estão prontas para comprometimento legal e estrutura operacional estabelecida."

Considerações por setor

Manufatura e produção industrial

Fornecedores de componentes ou matérias-primas usam este acordo para garantir volumes de compra pós-aquisição e proteger investimentos em capacidade produtiva.

Distribuição e logística

Distribuidores que adquirem carteiras de clientes ou linhas de produtos estabelecem volumes mínimos para justificar custos operacionais e estrutura de armazém.

Alimentos e bebidas

Fornecedores de ingredientes, embalagens ou matérias-primas fixam volume mínimo anual para planejar safra, produção e investimentos em capacidade.

Tecnologia e equipamentos

Fornecedores de hardware, software ou componentes técnicos usam o acordo para garantir receita previsível e recuperar custos de desenvolvimento ou suporte.

Varejo e e-commerce

Fornecedores de marcas próprias ou produtos exclusivos definem volume mínimo para justificar dedicação de recursos, manufatura e exclusividade.

Energia e utilities

Fornecedores de serviços, combustíveis ou insumos críticos estabelecem volume contratado para planejamento de capacidade e investimento em infraestrutura.

Notas jurisdicionais

No Brasil, o Acordo de Primeiro Fornecimento é regulado pelo Código Civil e legislação comercial. Recomenda-se incluir cláusula de legislação aplicável (Lei nº X) e jurisdição (Comarca de…). Consulte um advogado sobre compliance com regulação de concorrência se a exclusividade for relevante.

Em Portugal, o contrato segue o Código Civil Português e legislação comercial. Certifique-se de que os termos de indenização por lucro perdido estão claros conforme jurisprudência portuguesa. Pode ser necessário registrar o contrato junto de autoridades competentes conforme setor.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloAcordos entre empresas conhecidas com termos simples, volumes baixos e sem complexidade multijurisdição.Custo do modelo (único, reutilizável).2–4 horas para completar e revisar internamente.
Modelo + revisão jurídicaAcordos com volumes significativos, múltiplas categorias de produto ou dúvida sobre conformidade legal local.Custo do modelo + €800–€2.500 para revisão jurídica.1 semana (incluindo ida-e-volta com advogado).
Redigido sob medidaContratos de muito alto valor, estruturas complexas (ex.: múltiplas moedas, jurisdições ou indenizações escalonadas) ou relação estratégica de longo prazo.€3.500–€10.000+ para redação completa.2–4 semanas (incluindo negociação).

Glossário

Margem de lucro bruta
A diferença entre o preço de venda e o custo direto de produção, expressa em valor absoluto ou percentual, usada para calcular indenizações por não cumprimento.
Obrigação de compra mínima
Volume ou percentual mínimo que o cliente se compromete a comprar do fornecedor em cada período contratual.
Certificado de compras
Documento anual que o cliente fornece especificando o total de exigências de produto e as compras reais realizadas.
Divisão
Unidade operacional ou departamento de um negócio responsável pelo fornecimento de determinado produto ou serviço.
Indenização por não cumprimento
Valor monetário que o cliente deve pagar ao fornecedor se não atingir o volume mínimo de compra contratado.
Período de vigência
Intervalo de tempo durante o qual o acordo permanece em vigor e as obrigações das partes são válidas.
Estimativas trimestrais
Previsões de necessidade de produto fornecidas pelo cliente a cada três meses para facilitar o planejamento de produção.
Anexo
Documento complementar incorporado ao contrato que contém dados específicos, cálculos ou listas de produtos.
Fornecedor afiliado
Empresa relacionada, controlada ou sob influência acionária da mesma holding ou grupo empresarial.
Terceiros
Fornecedores ou empresas não mencionadas nas partes do acordo, que podem fornecer produtos alternativos.

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