Acordo de Penhor Adiantado

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LivreAcordo de Penhor Adiantado

Em resumo

O que é
Um Acordo de Penhor Adiantado é um contrato que vincula uma propriedade, participação em parceria ou outro ativo como garantia colateral para assegurar o cumprimento de obrigações financeiras. O modelo oferece proteção jurídica completa, em formato Word editável e exportável em PDF, permitindo que credores retenham direitos sobre o ativo até que a dívida seja saldada.
Quando você precisa
Utilize este documento quando conceder um adiantamento ou empréstimo significativo a um sócio, parceiro comercial ou terceiro e desejar garantir o reembolso através de um penhor sobre propriedade imóvel ou interesse em parceria. Também é apropriado em operações de financiamento imobiliário e empréstimos entre partes privadas.
O que contém
O modelo inclui identificação das partes, descrição detalhada do ativo penhora (lotes, edifícios, interesse em parceria), montante do adiantamento, taxa de juros aplicável, definição de eventos de inadimplência, direitos de venda da garantia, nomeação de procurador irrevogável e disposições sobre receitas decorrentes do ativo penhora.

O que é um Acordo de Penhor Adiantado?

Um Acordo de Penhor Adiantado é um contrato jurídico que vincula um ativo (propriedade imóvel, lotes ou interesse em parceria) como garantia colateral para assegurar o reembolso de um adiantamento ou empréstimo. O modelo oferece proteção total ao credor, permitindo venda do bem em caso de inadimplência sem necessidade de processo judicial adicional. Este documento é fornecido em formato Word editável, pronto para download gratuito, permitindo preenchimento rápido de dados específicos e exportação em PDF para assinatura e arquivo.

Por que você precisa deste documento

Conceder adiantamento sem garantia expõe o credor ao risco de não reembolso, especialmente em operações entre sócios, parceiros comerciais ou terceiros. Sem penhor, o credor torna-se credor quirografário (sem garantia específica), competindo com outros credores em eventual insolvência do devedor. Este documento protege o credor através de garantia real sobre ativo identificado, permitindo execução rápida e sem formalidades excessivas em caso de atraso. Para o devedor, documentar o penhor oferece transparência sobre obrigações e prazos, evitando disputas futuras sobre montante, juros ou condições. Em operações entre sócios com propriedade conjunta ou parceria, o penhor é essencial para proteger adiantamentos que financiam projetos imobiliários ou empreendimentos.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando o devedor é pessoa física e o ativo é propriedade residencial ou comercialAcordo de Penhor Simples (pessoa física)
Quando o penhor recai sobre interesse em parceria ou empreendimento conjuntoAcordo de Penhor com Parceria Imobiliária
Quando a taxa de juros deve acompanhar índice bancário ou de mercadoAcordo de Penhor com Juros Variáveis
Quando o credor quer direito de vender o ativo sem leilão em caso de inadimplênciaAcordo de Penhor com Cláusula de Venda Acelerada
Quando o penhor garante múltiplos empréstimos ou linhas de crédito futurasAcordo de Penhor Multi-Obrigações
Quando permite ao devedor substituir o ativo penhora por outro equivalenteAcordo de Penhor com Substituição de Garantia

Erros comuns a evitar

❌ Deixar a descrição do bem vaga ou incompleta (p. ex. 'propriedade em São Paulo' sem lotes ou endereço exato)

Por que importa: Um tribunal pode anular a execução da garantia por impossibilidade de identificar o ativo, deixando o credor sem recurso.

Fix: Obtenha a matrícula imobiliária ou ato de parceria e copie a descrição técnica palavra por palavra.

❌ Não especificar a taxa de juros ou deixá-la em branco ('a ser acordada depois')

Por que importa: Sem taxa clara, o devedor contesta quanto é devido em juros, gerando disputa e possível redução judicial da cobrança.

Fix: Insira taxa fixa ou estabeleça fórmula objetiva (p. ex. 'taxa básica do [banco] + X%') com data de vigência.

❌ Nomeação revogável de procurador em vez de irrevogável

Por que importa: O devedor pode revogar a procuração antes da venda, impedindo o credor de transferir o ativo e paralisando a execução.

Fix: Use a expressão 'procurador irrevogável' explicitamente e declare que a nomeação não pode ser revogada mesmo após inadimplência.

❌ Não listar todas as obrigações futuras que serão garantidas pelo penhor

Por que importa: Cada novo empréstimo exigiria um novo penhor; o credor fica desprotegido se há múltiplas operações planejadas.

Fix: Inclua cláusula que estenda o penhor a 'adiantamentos presentes e futuros, juros, custos de cobrança e outras obrigações'.

❌ Omitir disposições sobre receitas ou dividendos do bem penhora

Por que importa: Se o bem é produtivo (p. ex. aluguel de imóvel), fica ambíguo se o credor ou devedor recebe essa renda; isso gera litígio.

Fix: Especifique: 'Toda renda derivada do bem será imediatamente paga ao credor e aplicada contra as obrigações devidas'.

❌ Não registar o penhor no cartório de imóveis ou no registro de parcerias

Por que importa: Sem registro, o penhor é válido apenas entre as partes; terceiros (p. ex. outro credor com execução anterior) podem ter prioridade.

Fix: Após assinatura, encaminhe o documento e certidão de penhor ao cartório competente para inscrição.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Identificação das partes e data de efetividade

Em linguagem simples: Estabelece o nome, endereço e qualificação jurídica de cada parte (credor e devedor) e a data em que o acordo entra em vigor.

Exemplo de redação
Este Acordo de Penhor (o 'Acordo') está efetivo [DATA], ENTRE: [NOME DA PRIMEIRA PARTE] (a 'Primeira Parte'), um indivíduo [...] E: [NOME DA SEGUNDA PARTE] (o 'Abaixo Assinado') [...]

Erro comum: Omitir endereço completo de uma das partes, dificultando futura execução da garantia em caso de disputa.

Descrição do bem penhora (propriedade / lotes / interesse em parceria)

Em linguagem simples: Detalha precisamente o ativo que fica penhora: lotes, número de inscrição, edifícios, endereço completo, e percentual de interesse em parceria se aplicável.

Exemplo de redação
conhecido e designado como sendo lote números [NÚMERO], [NÚMERO], [NÚMERO] e [NÚMERO] sobre o plano oficial e livros de referência de [ESPECIFICAR] [ESTADO/PROVÍNCIA], com os respectivos edifícios eregidos tendo número cívico [NÚMERO] a [NÚMERO]

Erro comum: Descrever o bem de forma vaga ou incompleta; isso enfraquece o direito do credor em caso de execução judicial.

Montante do adiantamento e taxa de juros

Em linguagem simples: Especifica o valor do adiantamento concedido e a taxa de juros anual aplicável, frequentemente indexada a uma taxa base bancária.

Exemplo de redação
a soma de [MONTANTE] (o 'Adiantamento') foi feito em conformidade por e em nome do Abaixo Assinado; com juros na taxa básica de juros do [ESPECIFICAR BANCO] [PAÍS] mais [PORCENTAGEM %] por cento ao ano

Erro comum: Deixar a taxa de juros em branco ou mencionar 'taxa a ser acordada depois'; isso gera incerteza e disputa sobre o saldo devido.

Escopo das obrigações garantidas

Em linguagem simples: Enumera todas as obrigações do devedor que são cobertas pelo penhor, incluindo reembolso do adiantamento, juros, empréstimos futuros e outras responsabilidades.

Exemplo de redação
a obrigação de restituir (em capital, juros e acessórios [...]) o Adiantamento, bem como todos os adiantamentos presentes e futuros ou empréstimos feitos pela Primeira Parte ao Abaixo Assinado, e todas as outras obrigações ou responsabilidade do Abaixo Assinado para a Primeira Parte

Erro comum: Limitar o penhor apenas ao adiantamento inicial, quando futuros empréstimos não ficam cobertos; isso força novas garantias a cada operação.

Definição de evento de inadimplência

Em linguagem simples: Especifica as circunstâncias que ativam os direitos do credor de vender ou executar a garantia, como não pagamento de principal, juros ou qualquer parcela vencida.

Exemplo de redação
No caso que o Abaixo Assinado deixar de cumprir qualquer das Obrigações [...] ou os respectivos juros ou qualquer parte de tais adiantamentos, empréstimos ou juros quando devidos ou quando um instrumento evidenciando tal endividamento vencer ou mediante inadimplência de qualquer pagamento quando solicitado ('Evento de Inadimplência')

Erro comum: Definir eventos de inadimplência de forma muito genérica (p. ex. 'qualquer comportamento desfavorável'); tribunais exigem especificidade para validar execução.

Direitos de venda e alienação da garantia

Em linguagem simples: Estabelece que o credor pode vender o bem penhora em venda pública ou privada em caso de inadimplência, sem aviso prévio ou formalidades excessivas.

Exemplo de redação
a Primeira Parte pode, sem anúncio ou notificação ao Abaixo Assinado ou outros e sem demanda por pagamento ou qualquer formalidade que seja [...] vender o Interesse da Parceria em venda pública ou privada ou de outra forma alienar o Interesse da Parceria por tal preço e mediante tais termos e condições como ele considera melhor

Erro comum: Não especificar se a venda é pública (leilão) ou privada; isso deixa o credor vulnerável a questionamentos sobre razoabilidade de preço.

Aplicação de receitas e saldos

Em linguagem simples: Define que toda renda ou receita derivada da garantia, após dedução de despesas e juros, será retida pelo credor ou aplicada contra as obrigações devidas.

Exemplo de redação
Toda a renda do Interesse da Parceria e os rendimentos de qualquer venda ou percepção destes após dedução de todas as despesas deste com juros sobre tais despesas [...] pode ser retida pela Primeira Parte como garantia [...] e pode ser aplicada contra qualquer das Obrigações

Erro comum: Não explicitar como dividendos ou receitas do bem penhora (se produtivo) são tratados; isso gera disputa sobre se devem ser pagos ao devedor ou ao credor.

Nomeação de procurador irrevogável

Em linguagem simples: O devedor nomeia o credor (ou um administrador designado) como procurador irrevogável para transferir o bem penhora e executar documentos necessários em caso de inadimplência.

Exemplo de redação
A Primeira Parte ou qualquer administrador dela é por meio deste constituído o advogado irrevogável do Abaixo Assinado, com poder de delegar e subdelegar para o propósito de transferir o Interesse da Parceria

Erro comum: Tornar a procuração revogável; isso permite que o devedor a cancele antes da venda, paralisando a execução da garantia.

Isenção de responsabilidade do credor

Em linguagem simples: Estabelece que o credor não é obrigado a coletar rendas, não é responsável por perdas decorrentes da venda ou retenção da garantia, e não precisa demandar pagamento.

Exemplo de redação
A Primeira Parte não deverá ser obrigada a perceber sobre o Interesse da Parceria [...] e deverá não ser responsável por qualquer perda resultante a partir da venda do Interesse da Parceria

Erro comum: Omitir esta cláusula; sem ela, o credor pode ser responsabilizado por negligência na administração do bem penhora.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as partes e data efetiva

    Insira o nome completo, endereço residencial ou comercial de ambas as partes (credor e devedor) e a data exata de celebração do acordo. Use datas no formato [DATA] e preencha com o formato DD/MM/AAAA.

    💡 Confirme que os endereços são o principal domicílio ou local de negócios; isso é critério legal em várias jurisdições.

  2. 2

    Descreva o bem penhora com precisão

    Liste todos os lotes, números de inscrição, números cívicos, nome da rua, cidade e estado/província. Se o penhor recai sobre interesse em parceria, indique o percentual e o nome da parceria. Use registos oficiais de imóvel ou ato constitutivo da parceria como fonte.

    💡 Obtenha a descrição técnica junto ao Cartório de Imóveis ou Registro de Parcerias; erros aqui invalidam a garantia.

  3. 3

    Insira o montante do adiantamento e taxa de juros

    Preencha o valor exato do adiantamento em dígitos e por extenso. Especifique a taxa de juros anual (p. ex. 'taxa SELIC + 2%' no Brasil ou 'taxa Euribor + 1,5%' em Portugal) e a instituição financeira de referência.

    💡 Taxas fixas são mais simples; taxas variáveis exigem cláusula clara de revisão periódica e notificação de ajustes.

  4. 4

    Defina as obrigações cobertas pelo penhor

    Especifique se o penhor garante apenas o adiantamento inicial, ou se estende a juros, empréstimos futuros e outras responsabilidades. Seja explícito sobre cada tipo de obrigação (principal, juros, custos, multas).

    💡 Um penhor multi-obrigações economiza tempo se o credor e devedor farão múltiplas operações; deixe isso claro.

  5. 5

    Estabeleça os eventos de inadimplência

    Descreva precisamente quando o credor pode executar a garantia: atraso em pagamento de principal, juros, ou qualquer parcela; vencimento de outro instrumento de dívida; falha em manter seguros do imóvel. Seja específico sobre prazos (p. ex. 'após 30 dias de atraso').

    💡 Eventos vagos ('comportamento prejudicial') não são suficientes; tribunais exigem objetividade.

  6. 6

    Defina os direitos de venda e alienação

    Esclareça se a venda é pública (leilão) ou privada, se há aviso prévio obrigatório ao devedor, e se o credor pode delegar a venda a terceiro (p. ex. corretor imobiliário ou leiloeiro).

    💡 Venda privada é mais rápida; venda pública oferece mais proteção ao devedor contra alegações de preço inadequado.

  7. 7

    Revise e confirme as assinaturas

    Antes de assinar, confirme que todas as lacunas foram preenchidas corretamente. Ambas as partes devem assinar na presença de testemunhas (número conforme lei local) ou notário. Guarde cópias assinadas de ambos os lados.

    💡 Considere registar o penhor no Cartório de Imóveis (Brasil) ou Conservatória (Portugal) para prioridade sobre outros credores.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre penhor e hipoteca?

Penhor é uma garantia sobre bem móvel ou imóvel entregue ao credor ou vinculado por contrato; hipoteca é uma garantia exclusivamente sobre imóvel que permanece na posse do devedor. Neste modelo, o penhor pode recair sobre propriedade imóvel ou interesse em parceria. No Brasil, hipoteca é mais comum para financiamentos imobiliários, enquanto penhor é usado em operações entre partes privadas ou para garantir múltiplas obrigações. Em Portugal, o penhor e a hipoteca seguem regras similares no Código Civil. A escolha depende da jurisdição e da natureza da operação.

O penhor precisa ser registado em cartório?

Embora o contrato seja válido entre as partes sem registro, recomenda-se registar o penhor no Cartório de Imóveis (Brasil) ou Conservatória (Portugal) para obter prioridade sobre outros credores e facilitar execução judicial. Sem registro, outro credor com ação mais rápida pode ter preferência. O custo de registro é baixo em relação ao valor da garantia e oferece segurança significativa ao credor.

E se o devedor não pagar no prazo combinado? Como executo a garantia?

Em caso de inadimplência (conforme definido no contrato), o credor pode vender o bem penhora em venda pública ou privada, conforme acordado. O contrato nomeia o credor como procurador irrevogável, permitindo transferência do ativo sem nova autorização do devedor. A renda da venda, após dedução de despesas e juros, é aplicada contra a dívida. Se o produto for insuficiente, o credor pode executar sentença judicial para cobrar o saldo. Procedimentos exatos variam por jurisdição; consulte um advogado local.

A taxa de juros pode ser alterada após a assinatura?

Se a taxa for fixa, não pode ser alterada sem acordo escrito das duas partes. Se a taxa for variável (p. ex. 'taxa SELIC + 2%'), ela flutua conforme a taxa base, mas a margem (+ 2%) mantém-se constante a menos que outro acordo seja assinado. O contrato deve deixar claro qual é a fórmula de cálculo e como o devedor será notificado de mudanças. Revise a cláusula de juros e confirme com o credor antes de assinar se deseja taxa fixa ou variável.

Quem paga as despesas de venda da garantia (p. ex. corretagem, impostos)?

Conforme este modelo, todas as despesas incorridas na venda ou execução da garantia (corretagem, impostos, custos de registro, custos legais) são deduzidas do produto da venda antes de aplicar contra a dívida. O devedor indiretamente paga essas despesas porque reduzem o montante disponível para amortizar sua dívida. O contrato permite que o credor inclua juros também sobre essas despesas, aumentando ainda mais o saldo devido.

O devedor pode substituir a garantia por outro ativo se quiser?

Este modelo-padrão não prevê substituição. Se o devedor deseja substituir (p. ex. trocar propriedade A por propriedade B), ambas as partes devem assinar aditamento ou novo acordo de penhor. Alguns modelos incluem cláusula de substituição condicional; consulte uma variante se essa flexibilidade é importante. Qualquer mudança de garantia requer consentimento escrito do credor e, idealmente, novo registro em cartório.

O que acontece se o bem penhora for danificado ou destruído?

Este contrato não aborda dano ou destruição explicitamente. Recomenda-se incluir cláusula exigindo que o devedor mantenha seguro do imóvel com nomeação do credor como beneficiário/ressalvista. Se o bem for destruído, o produto do seguro passa a ser a garantia. Sem seguro, o credor fica exposto; por isso, é comum condicionar a garantia à manutenção de cobertura de seguro adequada.

Este modelo vale em Portugal e no Brasil?

O modelo é redatado em português neutro e segue estrutura reconhecida em ambas as jurisdições. No entanto, leis de penhor, registro e execução variam entre Brasil (Código Civil, legislação estadual) e Portugal (Código Civil português). Recomenda-se consultar advogado local antes de usar este modelo em transação de grande valor ou em jurisdição específica, para confirmar conformidade com leis locais de penhor, registro e direitos do devedor.

Como se compara com alternativas

vs Hipoteca

Hipoteca e penhor são ambos garantias reais, mas com diferenças legais. Penhor pode recair sobre móvel ou imóvel; hipoteca é exclusivamente imobiliária. Penhor pode ser constituído entre partes privadas por contrato; hipoteca geralmente envolve registro em cartório desde o início. Penhor pode garantir múltiplas obrigações futuras com uma única constituição; hipoteca geralmente é uma obrigação por instrumento (p. ex. um financiamento específico). Para adiantamento entre sócios ou operações privadas, penhor é mais flexível; para financiamento bancário de longo prazo, hipoteca é padrão.

vs Nota promissória com garantia pessoal

Nota promissória é um título de crédito que formaliza a dívida, mas depende da solvência pessoal do devedor. Penhor oferece garantia real sobre ativo específico, permitindo venda da garantia para recuperar o valor em caso de inadimplência. Nota promissória + penhor é combinação forte: o título documenta a dívida e o penhor oferece garantia real. Se busca segurança máxima, use ambos; se quer simplificar, penhor isolado é suficiente se o ativo é valioso.

vs Contrato de financiamento com garantia pessoal

Contrato de financiamento formal (usado por bancos) inclui cronograma de pagamento, condições de juros, definição de eventos de inadimplência e direitos de cobrança. Garantia pessoal (fiança ou aval) torna o fiador responsável pessoalmente se o devedor não paga. Penhor oferece garantia real, permitindo venda do ativo. Para operação privada entre sócios, este modelo de penhor é mais ágil; para financiamento institucional, contrato formal + penhor é padrão.

vs Depósito em caução

Depósito em caução envolve entrega de dinheiro ou valor a terceiro neutro, liberado quando obrigação é cumprida. Penhor envolve vinculação de ativo específico (propriedade, interesse em parceria) como garantia sem transferência de posse. Caução é mais segura para o devedor (recursos retornam intactos); penhor oferece maior flexibilidade ao credor (pode usar ou vender o ativo se inadimplência). Para operação com ativo imóvel valioso, penhor é mais apropriado; para operação com valor pequeno em dinheiro, caução é simples.

Considerações por setor

Imobiliário e incorporação

Financiadores de projetos imobiliários usam penhor sobre lotes e interesse em parceria para assegurar reembolso de capital investido em construção.

Parceria e empreendimento conjunto

Sócios que adiantam capital a uma parceria usam penhor sobre o interesse do outro sócio para garantir reembolso em caso de dissolução ou inadimplência.

Microfinanças e crédito privado

Credores privados ou microinstituições usam penhor como garantia colateral para operações de pequeno e médio porte sem envolvimento bancário.

Recuperação de dívidas

Executores de testamento e curadores usam penhor para recuperar dívidas de espólio ou patrimônio de incapazes garantidos sobre bens.

Gestão patrimonial e planejamento sucessório

Assessores patrimoniais estruturam penhor para proteger adiantamentos entre membros da família ou sócios antes de herança ou partilha.

Construção e engenharia

Empresas de construção recebem adiantamento de proprietário e oferecem penhor sobre lotes ou estrutura em construção como garantia de execução.

Notas jurisdicionais

Este modelo segue estrutura reconhecida no Código Civil brasileiro (Lei 10.406/2002, arts. 1.431–1.471). Recomenda-se registar o penhor no Cartório de Imóveis da comarca onde o ativo está situado para obter prioridade. Leis estaduais podem exigir notarização ou testemunhas; consulte cartório local.

O modelo é compatível com Código Civil português (Decreto-Lei 47/80 e posteriores) e com legislação de parcerias. Registro em Conservatória de Imóveis é recomendado. Direitos de credor e prazos de execução seguem legislação processual portuguesa; confirme com advogado local em operações acima de €100k.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloAdiantamento de até ~€10k–€50k entre sócios ou partes conhecidas em mesma jurisdição.€0 (apenas tempo de preenchimento)2–3 horas de preenchimento e assinatura
Modelo + revisão jurídicaAdiantamento de €50k–€500k, interesse em parceria ou imóvel de valor significativo; requer revisão profissional antes de executar.€150–€500 (advogado revisa + faz ajustes)1 semana: preenchimento + revisão + registo cartório
Redigido sob medidaAdiantamento >€500k, jurisdições diferentes (p. ex. Brasil + Portugal), múltiplas partes, ou cláusulas complexas (p. ex. substituição de garantia, prorrogação automática).€1.000–€5.000+ (advogado redige do zero)2–4 semanas: instrução + redação + negociação + assinatura

Glossário

Penhor
Direito real que garante o cumprimento de uma obrigação através da retenção de um bem móvel ou imóvel como garantia colateral.
Bem penhora
O ativo (propriedade, interesse em parceria, lotes) que fica vinculado como garantia do adiantamento ou empréstimo.
Evento de inadimplência
Situação em que o devedor deixa de cumprir obrigações, como não pagar o adiantamento, juros ou outras dívidas quando devidas.
Credor
A pessoa física ou jurídica que concedeu o adiantamento e reclama o reembolso, tendo direitos sobre o bem penhora.
Devedor
A pessoa física que recebeu o adiantamento e assume a obrigação de reembolso, oferecendo o bem como garantia.
Procurador irrevogável
Representante nomeado pelo devedor que pode agir em seu nome, inclusive para transferir o bem penhora, sem poder revogar essa nomeação.
Interesse em parceria
Percentual ou fração de propriedade que um sócio possui em um empreendimento conjunto ou parceria imobiliária.
Alienação da garantia
Venda ou transferência do bem penhora realizada pelo credor em caso de inadimplência para recuperar a dívida.
Taxa de juros
Percentual anual cobrado sobre o adiantamento, frequentemente indexado à taxa básica de um banco.
Registro do penhor
Anotação legal do penhor em cartório imobiliário ou registro de parceria para assegurar prioridade de direitos.

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