1
Identifique as partes e seus dados legais
Preencha nome legal, forma jurídica (LTDA, S.A., etc.) e endereço completo da Titular (quem empresta) e da Empresa (quem toma a dívida). Use a razão social exata conforme registro no órgão de classe ou cartório.
💡 Consulte a certidão de constituição ou contrato social para evitar erros de nome ou endereço.
2
Especifique o montante principal e moeda
Defina o valor exato que será emprestado (ex: R$ 500.000,00 ou EUR 100.000) e a moeda legal do país. Inclua data efetiva da transação.
💡 Se o empréstimo é parcelado, detalhe o cronograma de desembolsos aqui ou em anexo.
3
Fixe taxa, frequência e cálculo de juros
Escolha taxa anual fixa (ex: 10% a.a.) ou indexada (ex: SELIC + 3%). Defina se juros são simples, compostos ou capitalizados, e frequência de cálculo (mensal, trimestral, anual).
💡 Se você não tem experiência com estrutura de juros, consulte um advogado financeiro para validar termos de mercado.
4
Detalhe as garantias específicas (hipoteca)
Liste bens individualizados penhorados: imóvel (com endereço, matrícula se houver), maquinário, veículos (marca, modelo, placa), estoque, contas a receber. Especifique valores ou porcentagens se aplicável.
💡 Para bens já financiados (ex: veículo com empréstimo bancário), mencione a instituição detentora do encargo no campo 'Encargos Permitidos'.
5
Determine o escopo do encargo flutuante
Defina quais ativos presentes e futuros ficam cobertos pela garantia flutuante (empreendimento geral, direitos, propriedades intelectuais, etc.), excluindo só aqueles sujeitos a hipotecas específicas ou encargos permitidos.
💡 Seja claro sobre o que a Empresa pode ou não alienar no curso normal (ex: 'venda de estoque em varejo é permitida, mas venda de fábrica inteira não').
6
Nomeie credores prioritários
No campo 'Encargos Permitidos', identifique bancos ou credores existentes que têm prioridade (ex: 'Banco do Brasil, financiamento de máquinas, saldo devedor R$ 200.000').
💡 Obtenha certidão de gravames imobiliários ou declarações de penhor móvel para validar quem realmente tem direitos prioritários.
7
Estabeleça prazos e procedimentos de cobrança
Defina quantos dias de aviso prévio a Empresa tem antes de o principal se tornar exigível (ex: 30 dias). Especifique local, forma e moeda de pagamento (transferência bancária, cheque, etc.).
💡 Prazo de aviso de 15 a 30 dias é comum; períodos muito longos reduzem garantia real do credor.
8
Revise com advogado e customize conforme jurisdição
Antes de assinar, submeta a documento a um advogado especializado em direito corporativo e títulos de dívida. Pode haver exigências de publicidade (registro em cartório) ou formatos específicos da sua jurisdição (Brasil vs. Portugal, p.ex.).
💡 Se é debênture emitida para múltiplos credores, pode exigir custodia, registro na B3 (Brasil) ou CMVM (Portugal) — consulte requisitos regulatórios.