Debenture Colateral

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LivreDebenture Colateral

Em resumo

O que é
Uma debenture colateral é um instrumento de dívida emitido por uma empresa para levantar capital, garantido por ativos específicos e flutuantes da empresa. É um contrato formal que define o valor principal, taxa de juros, prazo de vencimento e as garantias que protegem o credor. Este modelo em Word é editável, exportável para PDF e pronto para personalização com dados da sua operação.
Quando você precisa
Quando sua empresa precisa levantar fundos significativos e está disposta a oferecer garantias reais (imóveis, equipamentos, estoque, contas a receber) como segurança. Comum em empresas de médio porte que buscam financiamento estruturado sem recorrer exclusivamente a bancos, ou quando precisa documentar claramente direitos de penhora sobre ativos corporativos.
O que contém
O documento inclui identificação das partes (Titular e Empresa), montante principal e taxas de juros, prazos de pagamento e aviso prévio para cobrança, e estrutura completa de garantias — hipotecas específicas sobre móveis, maquinário, equipamentos e estoque, mais encargo flutuante sobre o empreendimento geral e ativos futuros da empresa.

O que é um modelo de debenture colateral?

Uma debenture colateral é um instrumento de dívida emitido por uma empresa para levantar capital, garantido por ativos específicos da empresa (imóvel, maquinário, equipamentos, estoque, contas a receber) e por encargo flutuante sobre o empreendimento geral. É um contrato formal entre a Empresa (devedora) e a Titular (credora — investidor privado, fundo, ou outra empresa) que define montante principal, taxa de juros, prazo de vencimento, procedimentos de pagamento, e mecanismos de execução de garantias em caso de inadimplência. Este modelo em Word é totalmente editável, exportável para PDF, e pronto para customização com dados da sua operação — não requer nenhum software ou conhecimento jurídico prévio para preenchimento básico.

Por que você precisa deste documento

Sem uma debenture colateral formalizada, empresa que busca levantar capital significativo fica vulnerável: investidor privado não tem segurança clara sobre reembolso (especialmente em caso de dificuldades financeiras), empresa não tem estrutura legal documentada para operação que pode envolver múltiplos ativos, e em insolvência não está claro quem tem direitos sobre cada ativo. Uma debenture bem estruturada protege ambas as partes — Titular obtém garantias específicas e flutuantes que lhe permitem executar direitos sem dependência exclusiva de capacidade operacional futura; Empresa obtém capital com termos claros, negocia juros e prazos mais competitivos que banco tradicional (porque oferece garantias reais), e cria trilha de conformidade corporativa reconhecida por auditores e novos investidores. Em crescimento, essa documentação é essencial para manutenção de confiança com credores, conformidade com auditoria fiscal, e valorização da empresa.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando apenas alguns ativos (imóvel ou equipamento) são oferecidos como garantia.Debenture com garantia específica apenas
Quando a empresa oferece direitos gerais sobre seu empreendimento e ativos futuros.Debenture com garantia flutuante apenas
Quando ativos específicos e direitos flutuantes sobre o empreendimento garantem o empréstimo.Debenture com garantia mista (específica + flutuante)
Quando o credor tem opção de converter a dívida em participação acionária.Debenture conversível
Quando a dívida tem prioridade menor que outros empréstimos em caso de insolvência.Debenture subordinada
Quando a empresa pode resgatar a debênture antes do vencimento, pagando prêmio.Debenture com cláusula de resgate antecipado
Quando os juros acompanham uma taxa de mercado (SELIC, taxa interbancária) em vez de taxa fixa.Debenture com indexação a taxa de referência

Erros comuns a evitar

❌ Não detalhar suficientemente os bens penhorados na hipoteca específica

Por que importa: Em execução, credor que não conseguir identificar com precisão o bem pode perder direito à penhora e fique sem garantia.

Fix: Descreva cada bem com marca, modelo, número de série (se houver), localização, e valor aproximado ou porcentagem sobre saldo principal.

❌ Confundir taxa de juros com taxa de câmbio ou valor de capitalização

Por que importa: Ambiguidade leva a litígios sobre quanto é realmente devido mensalmente, prejudicando previsibilidade de fluxo de caixa.

Fix: Seja explícito: 'Juros de 10% ao ano, capitalizado mensalmente sobre saldo devedor', em vez de vago 'juro conforme mercado'.

❌ Não mencionar encargos permitidos ou credores prioritários

Por que importa: Se banco tem hipoteca anterior não mencionada, execução de garantia da debênture é bloqueada e credor fica sem recurso.

Fix: Pesquise gravames registrados no imóvel e penhor sobre bens móveis; liste-os todos como 'Encargos Permitidos'.

❌ Deixar encargo flutuante muito vago sobre o que Empresa pode fazer no curso normal

Por que importa: Empresa vende máquina crítica argumentando 'curso normal', mas credor discorda — conflito congelai operação.

Fix: Detalhe: 'Venda de estoque em varejo até 10% do valor mensal é permitida sem aviso; venda de máquinário exige consentimento prévio por escrito'.

❌ Usar nomes de fantasia ou endereços desatualizados para as partes

Por que importa: Documento fica inválido ou ineficaz judicialmente se dados não correspondem a registro oficial; execução é rejeitada.

Fix: Copie nome legal e endereço exato da certidão de constituição, CNPJ ou registo comercial, e valide antes de imprimir.

❌ Não prever o que acontece se Empresa é vendida, fundida ou entra em insolvência

Por que importa: Debênture colateral exige clareza sobre exercício de direitos em cenários de mudança de controle ou falência.

Fix: Inclua cláusula que especifique se debênture é acionável imediatamente em caso de mudança de controle, ou se novos donos herdam obrigação com mesmas garantias.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Identificação das partes

Em linguagem simples: Define a Titular (credora) e a Empresa (devedora), suas naturezas jurídicas e endereços.

Exemplo de redação
[NOME DA SUA EMPRESA], uma empresa organizada e existente sob as leis de [Estado/Província] de [ESTADO/PROVÍNCIA], com sede localizada em [SEU ENDEREÇO COMPLETO].

Erro comum: Usar dados incompletos ou nomes de fantasia em vez de razão social registrada oficialmente.

Considerandos

Em linguagem simples: Explica o contexto — que a Empresa recebeu valor e se obriga a pagar principal com juros.

Exemplo de redação
[NOME DA EMPRESA] se reconhece endividada e promete pagar para [NOME DA EMPRESA] a soma principal de [MONTANTE] de dinheiro legal.

Erro comum: Omitir ou vaguear sobre o valor ou forma de moeda, criando dúvida sobre a obrigação.

Montante principal

Em linguagem simples: Especifica o valor que será emprestado e em que condição (imediato, parcelado) se torna exigível.

Exemplo de redação
O montante principal desta Debênture deverá vencer e se tornar devido sobre exigência do Titular com prévio aviso escrito de [NÚMERO] dias.

Erro comum: Não estabelecer claramente as condições para cobrança (prazo de aviso, local de pagamento).

Pagamento de juros

Em linguagem simples: Define a taxa anual de juros, frequência de pagamento e se o juro capitaliza ou incide apenas sobre o saldo devedor.

Exemplo de redação
Esta Debênture deverá rolar juros à taxa de [PERCENTUAL]% por ano, computados e pagáveis conforme acordo entre as partes.

Erro comum: Deixar taxa vaga ou não especificar se juros são simples, compostos ou capitalizados periodicamente.

Hipoteca específica e fixa

Em linguagem simples: Penhor concreto sobre bens identificados (maquinário, veículos, estoque, contas a receber) para garantir o pagamento.

Exemplo de redação
A Empresa cobra para e em favor da Titular, toda a mobília, maquinário, equipamentos, veículos e acessórios, contas a receber e estoque futuramente adquiridos, juntamente com produtos de vendas ou disposição destes.

Erro comum: Não detalhar suficientemente os bens penhorados ou deixar ambíguo se futuros acessórios estão inclusos.

Encargo flutuante

Em linguagem simples: Garantia geral flutuante sobre o empreendimento e todos os ativos presentes e futuros não já sujeitos a hipoteca específica.

Exemplo de redação
A Empresa cobra por meio de uma garantia flutuante para e em favor da Titular o empreendimento e todas as suas propriedades e ativos para o tempo sendo, presentes e futuras, de qualquer natureza e tipo.

Erro comum: Confundir encargo flutuante com encargo específico; encargo flutuante permite à empresa operar normalmente até acionamento.

Limitações ao encargo flutuante

Em linguagem simples: Permitir que a Empresa continue a vender, arrendar ou alienar bens no curso normal dos negócios, mas proíbe alienação total ou atos fora da atividade ordinária.

Exemplo de redação
O encargo flutuante não deverá impedir à Empresa, de tempos em tempos até acionamento, penhora, encargo, venda, alienação, arrendamento ou cessão em curso normal dos negócios, exceto para atos expressamente proibidos neste instrumento.

Erro comum: Deixar vaga a definição de 'curso normal dos negócios', causando futuros litígios sobre o que empresa pode ou não fazer.

Encargos Permitidos (subordinação)

Em linguagem simples: Reconhece que outros credores (p.ex. bancos) têm prioridade sobre essa debênture e podem ter garantias que se sobrepõem.

Exemplo de redação
Sujeito aos Encargos Permitidos em favor dos banqueiros da Empresa, [ESPECIFICAR BANCO], a Empresa cobra como forma de hipoteca específica e fixa...

Erro comum: Não mencionar bancos ou credores preexistentes, levando a conflitos de prioridade e execução.

Arrendamentos e ativos futuros

Em linguagem simples: Declara que prazos finais de arrendamentos verbais ou escritos e bens futuramente adquiridos estão inclusos no encargo flutuante.

Exemplo de redação
O último dia de qualquer prazo dos anos reservados por qualquer arrendamento, verbal ou escrito, futuramente adquirido pela Empresa, deverá ser aceito fora dos encargos flutuantes criados por meio deste.

Erro comum: Não especificar se arrendamentos verbais (informais) estão protegidos; isso cria lacuna se ativo crítico é arrendado informalmente.

Não-prejuízo por exercício de direitos

Em linguagem simples: Tomar uma ação sob a debênture (como cobrar juros) não renuncia a outros direitos ou impede cobranças futuras.

Exemplo de redação
A tomada de uma decisão ou decisões sob quaisquer convênios aqui contidos não deverá operar como uma fusão dos ditos convênios ou afetar o direito da Titular para juros e juros adicionais à taxa supracitada.

Erro comum: Deixar implícito; credores que tolerem atraso sem cláusula podem perder direito a juros se não documentarem esta reserva.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as partes e seus dados legais

    Preencha nome legal, forma jurídica (LTDA, S.A., etc.) e endereço completo da Titular (quem empresta) e da Empresa (quem toma a dívida). Use a razão social exata conforme registro no órgão de classe ou cartório.

    💡 Consulte a certidão de constituição ou contrato social para evitar erros de nome ou endereço.

  2. 2

    Especifique o montante principal e moeda

    Defina o valor exato que será emprestado (ex: R$ 500.000,00 ou EUR 100.000) e a moeda legal do país. Inclua data efetiva da transação.

    💡 Se o empréstimo é parcelado, detalhe o cronograma de desembolsos aqui ou em anexo.

  3. 3

    Fixe taxa, frequência e cálculo de juros

    Escolha taxa anual fixa (ex: 10% a.a.) ou indexada (ex: SELIC + 3%). Defina se juros são simples, compostos ou capitalizados, e frequência de cálculo (mensal, trimestral, anual).

    💡 Se você não tem experiência com estrutura de juros, consulte um advogado financeiro para validar termos de mercado.

  4. 4

    Detalhe as garantias específicas (hipoteca)

    Liste bens individualizados penhorados: imóvel (com endereço, matrícula se houver), maquinário, veículos (marca, modelo, placa), estoque, contas a receber. Especifique valores ou porcentagens se aplicável.

    💡 Para bens já financiados (ex: veículo com empréstimo bancário), mencione a instituição detentora do encargo no campo 'Encargos Permitidos'.

  5. 5

    Determine o escopo do encargo flutuante

    Defina quais ativos presentes e futuros ficam cobertos pela garantia flutuante (empreendimento geral, direitos, propriedades intelectuais, etc.), excluindo só aqueles sujeitos a hipotecas específicas ou encargos permitidos.

    💡 Seja claro sobre o que a Empresa pode ou não alienar no curso normal (ex: 'venda de estoque em varejo é permitida, mas venda de fábrica inteira não').

  6. 6

    Nomeie credores prioritários

    No campo 'Encargos Permitidos', identifique bancos ou credores existentes que têm prioridade (ex: 'Banco do Brasil, financiamento de máquinas, saldo devedor R$ 200.000').

    💡 Obtenha certidão de gravames imobiliários ou declarações de penhor móvel para validar quem realmente tem direitos prioritários.

  7. 7

    Estabeleça prazos e procedimentos de cobrança

    Defina quantos dias de aviso prévio a Empresa tem antes de o principal se tornar exigível (ex: 30 dias). Especifique local, forma e moeda de pagamento (transferência bancária, cheque, etc.).

    💡 Prazo de aviso de 15 a 30 dias é comum; períodos muito longos reduzem garantia real do credor.

  8. 8

    Revise com advogado e customize conforme jurisdição

    Antes de assinar, submeta a documento a um advogado especializado em direito corporativo e títulos de dívida. Pode haver exigências de publicidade (registro em cartório) ou formatos específicos da sua jurisdição (Brasil vs. Portugal, p.ex.).

    💡 Se é debênture emitida para múltiplos credores, pode exigir custodia, registro na B3 (Brasil) ou CMVM (Portugal) — consulte requisitos regulatórios.

Perguntas frequentes

O que distingue uma debenture colateral de um simples empréstimo bancário?

Uma debenture colateral é um título de dívida estruturado, normalmente entre empresas, investidores privados ou fundos, com garantias específicas e flutuantes sobre ativos corporativos. Um empréstimo bancário é uma relação bilateral crédito-débito regulada por Lei Geral de Títulos de Crédito e normas do Banco Central, com formalidades distintas. A debênture é mais flexível em termos, prazos e taxa, enquanto banco oferece produtos padronizados. Ambas usam garantias, mas debênture permite maior customização.

Preciso registrar a debênture colateral em algum órgão (cartório, bolsa, etc.)?

Depende da jurisdição e tipo de debênture. No Brasil, debentures emitidas por sociedades anônimas devem ser registradas na B3 (bolsa de valores) se forem públicas; privadas entre empresa e credor(es) podem não exigir registro público. Em Portugal, há requisitos da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários). Para hipotecas sobre imóvel, sim, é necessário registar na conservatória. Consulte advogado local para validar obrigações de publicidade e registro do seu contrato.

Se ofereço bens como colateral, perco o direito de usá-los ou vendê-los?

Não completamente. Com hipoteca específica (fixa), você não pode vender o bem sem autorização da Titular ou resgatar a debênture. Com encargo flutuante, você pode continuar a vender e alienar bens no curso normal dos negócios (ex: venda de estoque, aluguel de propriedade), mas não pode vender a empresa ou dispersar ativos de modo a prejudicar a garantia. O limite é o "curso normal dos negócios" — quanto maior atividade ordinária, mais liberdade; operações extraordinárias exigem consentimento.

Posso converter uma debênture em ações ou participação acionária?

Sim, mas é uma variante (debenture conversível) que deve ser explicada no documento original. A conversão pode ser opcional (credor escolhe converter) ou obrigatória (em certas datas ou condições). Usar modelo-padrão de debenture colateral e depois tentar converter cria ambiguidade — recomenda-se usar modelo de debênture conversível desde o início, com cláusulas detalhando fórmula de conversão, data de exercício, e diluição acionária.

O que acontece se não consigo pagar na data de vencimento?

Titular pode exercer direitos sobre as garantias (execução judicial da hipoteca, acionamento de encargo flutuante) para buscar reembolso. Dependendo de quanto a venda dos ativos rende, pode haver saldo remanescente (débito residual) ou crédito ao devedor. Período entre aviso prévio (p.ex. 30 dias) e execução é negociável — algumas debêntures permitem renegociação, outras vão direto para execução. Para evitar essa situação, organize fluxo de caixa e solicite prorrogação antes do vencimento se necessário.

Posso ter múltiplas debêntures colaterais sobre os mesmos ativos?

Tecnicamente sim, mas a segunda debênture teria prioridade menor (mais subordinada) na execução. Se dois credores têm hipoteca sobre mesmo imóvel, primeiro creditor registra recebe integral da venda; segundo fica com saldo (se houver). Isso torna segunda debênture mais arriscada e cara. Antes de emitir segunda debênture, valide com advogado se há capacidade de garantia remanescente e divulgue existência de debênture anterior para não fraudar segundo credor.

Qual a diferença entre debenture colateral e debênture subordinada?

Debenture colateral é garantida por ativos específicos (imóvel, máquinas, estoque); subordinada é garantida apenas pela saúde geral da empresa (sem penhor de bem específico). Subordinada é mais arriscada — em insolvência, credores com garantias específicas são pagos antes. Algumas debêntures são ambas (colateral e subordinada a bancos); outras são só subordinadas (alto risco, juros maiores). Escolha depende de quão segura quer que a Titular se sinta.

Se a empresa é vendida, a debênture colateral passa para o novo dono?

A debênture continua existindo contra a empresa (agora com novo dono), a menos que o documento explicitamente permita ou exija resgate antecipado. Novo dono herda a obrigação e as garantias (hipoteca, encargo flutuante) transferem-se junto. Alguns documentos incluem cláusula de "aceleração em mudança de controle" que permite Titular exigir reembolso imediato se empresa é vendida — recomenda-se incluir isso para proteger credor em caso de mudança de risco de crédito.

Há diferenças legais entre debenture colateral em Brasil vs. Portugal?

Sim. No Brasil, debentures são reguladas pela Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76) e Instrução CVM 400/03 (se públicas); hipotecas por Lei Hipotecária e Código Civil. Em Portugal, há Lei dos Valores Mobiliários e Código da Insolvência; hipotecas por Código Civil português. Taxas de juros, períodos, requisitos de publicidade e execução diferem. Este modelo é genérico — antes de usar em qualquer jurisdição, valide com advogado local para conformidade com lei, impostos (rendimento sobre juros) e procedimentos judiciais.

Como se compara com alternativas

vs Empréstimo bancário tradicional

Empréstimo bancário é uma relação direta banco-empresa com juros e prazos padronizados, segurança apertada, rápida aprovação, mas taxas de mercado (frequentemente altas). Debenture colateral oferece maior flexibilidade em juros, prazos e estrutura, permitindo negociação entre partes e preservação de privacidade (sem publicidade obrigatória se privada). Escolha debênture quando quer termos customizados; escolha banco quando precisa de velocidade e formalidade estabelecida.

vs Nota promissória (ou título simples)

Nota promissória é documento mais simples e informal, sem garantias explícitas, frequentemente entre pessoas físicas ou em operações menores. Debenture colateral é instrumento corporativo complexo, com múltiplas cláusulas de proteção, garantias específicas e flutuantes, e exigências de formalidade. Use nota promissória para pequenos empréstimos entre conhecidos; use debenture colateral para operações acima de certo volume ou entre entidades jurídicas que exigem rigor.

vs Hipoteca isolada (sem dívida estruturada)

Uma hipoteca sozinha (ex: sobre imóvel) não é um instrumento de dívida em si — é apenas uma garantia. Debenture colateral combina obrigação de pagamento (principal + juros + prazos) com garantias (específicas e flutuantes), criando contrato completo. Você pode ter hipoteca sobre bem sem haver dívida, ou dívida sem garantia; debenture colateral funde ambas e define como executar cada parte.

vs Debênture sem colateral (ou subordinada)

Debenture sem colateral é garantida apenas pela reputação creditícia e capacidade operacional da Empresa — mais arriscada, exige juros maiores. Debenture colateral reduz risco do credor oferecendo direito sobre ativos específicos e flutuantes — juros geralmente menores. Escolha colateral quando quer juros baixos e pode oferecer garantias; escolha não-colateral (subordinada) se quer evitar penhorar ativos ou se não tem ativos valiosos a oferecer.

Considerações por setor

Manufatura e produção

Empresas usam debenture colateral oferecendo maquinário, equipamentos e instalações como garantia para levantar capital de giro ou expansão fabril.

Logística e transportes

Empresas penhoram frotas de veículos, imóveis de armazém e contas a receber (de clientes) para financiar compra de mais caminhões ou espaço.

Varejo e comércio

Empresas oferecem estoque, equipamentos de loja, imóvel do varejo como colateral para renovar linha de produtos ou expandir para novas lojas.

Construção e imobiliário

Construtoras penhoram terrenos, imóveis em construção e equipamentos pesados para financiar novos projetos antes de venda completa.

Tecnologia e startups

Empresas de tech com poucos ativos físicos às vezes estruturam debentures sobre propriedade intelectual, marca ou receita futura, combinadas com garantias pessoais de sócios.

Agricultura e agroindústria

Empresas agrícolas e agroindústrias penhoram terras, silos, máquinas agrícolas e safras futuras para financiar plantio, insumos e processamento.

Notas jurisdicionais

No Brasil, debentures privadas não requerem registro automático na B3, mas hipotecas sobre imóvel exigem registro na Conservatória de Cartório de Imóveis. Consulte CVM ou advogado se operação envolve público amplo. Impostos sobre juros (IR) devem ser recolhidos conforme regime tributário (PJ ou PF).

Em Portugal, debentures privadas entre empresa e credor privado têm menos regulação pública que no Brasil. Hipotecas requerem registo no Conservatória do Registo Predial. CMVM aplica-se se debênture é oferecida publicamente. Imposto de selo pode incidir sobre juros e operação — valide com contabilista português.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloEmpresas com operações simples, valor moderado (< R$ 1 milhão), entre partes que confiam e querem economia rápida.R$ 0 (modelo) + software de edição.4–6 horas para preencher, revisar e assinar.
Modelo + revisão jurídicaEmpresas com garantias complexas (múltiplos bens), valor significativo, ou entre partes que exigem formalidade extra — valida legalidade.R$ 0 (modelo) + R$ 2.000–5.000 revisão jurídica.1–2 semanas (revisão legal + ajustes + assinatura).
Redigido sob medidaOperações de alto risco, valores grandes (> R$ 5 milhões), ou exigências regulatórias especiais (emissão pública, registro em bolsa, requisitos CVM/CMVM).R$ 8.000–20.000+ (redação customizada + due diligence).3–8 semanas (consulta, investigação, redação, revisões iterativas, assinatura).

Glossário

Debênture
Título de dívida emitido por empresa para levantar fundos, reembolsável com juros em prazo definido.
Colateral
Ativo ou direito oferecido como garantia de um empréstimo ou dívida.
Hipoteca específica
Penhor de bem imóvel ou móvel específico, identificado no contrato, como garantia.
Encargo flutuante
Garantia que flutua sobre bens móveis e direitos da empresa, adquiridos presentes e futuros, sem individualização.
Titular (credor)
Pessoa ou entidade que empresta o dinheiro e recebe a debênture como comprovante da dívida.
Empresa (devedor)
Pessoa ou entidade que emite a debênture e se compromete a pagar principal e juros.
Taxa de juros
Percentual anual cobrado sobre o valor principal da dívida.
Vencimento
Data em que o principal da debênture se torna devido para pagamento.
Encargos Permitidos
Garantias preexistentes (como empréstimos bancários) que têm prioridade sobre a debênture.
Penhora
Ato de apreender bem do devedor para pagamento de dívida.
Aviso prévio
Notificação formal que o credor envia antes de cobrar ou executar garantias.

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