Acordo de Licença de Software Orientado ao Licenciador

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8 páginas25–35 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo de Licença de Software Orientado ao Licenciador

Em resumo

O que é
Um contrato de licença de software estruturado para proteger o licenciador (proprietário do software) quando distribui seu programa a terceiros. Inclui definições claras de direitos, restrições de uso, cláusulas de propriedade intelectual e termos de pagamento. Disponível para download em Word, totalmente editável e exportável em PDF.
Quando você precisa
Quando está prestes a licenciar seu software a uma outra empresa ou cliente, e precisa estabelecer regras legalmente vinculativas sobre como o programa pode ser usado, copiado e distribuído. Também é essencial se deseja proteger a propriedade intelectual e evitar uso indevido, sublicenciamento não autorizado ou engenharia reversa.
O que contém
Definições de termos chave (Licença, Programa, Documentação, Especificações), direitos de licença limitados e não transferíveis, restrições claras sobre distribuição e modificação, processo de instalação e aceitação, estrutura de preços e pagamentos, proteção de direitos de propriedade intelectual, cláusulas de confidencialidade, garantia limitada, e mecanismos de resolução de conflitos adaptados à legislação portuguesa e brasileira.

O que é um modelo "Acordo de Licença de Software Orientado ao Licenciador"?

Um Acordo de Licença de Software Orientado ao Licenciador é um contrato legal que protege você quando distribui seu software a clientes ou parceiros. Diferentemente de uma compra perpétua, em que o cliente se torna proprietário, uma licença mantém você no controle — o cliente apenas usa o programa sob regras específicas. Este modelo inclui definições claras de direitos, proibições severas sobre cópia e modificação, cláusulas de confidencialidade, termos de pagamento e períodos de garantia limitados. Está disponível para download em Word, totalmente personalizável com seus dados e exportável em PDF, pronto para assinatura digital ou impressa.

Por que você precisa deste documento

Sem um contrato de licença formal, o cliente pode alegar que tem direito de usar seu software de qualquer forma — compartilhar com concorrentes, tentar modificar o código, ou reivindicar propriedade. Também corre o risco de disputes sobre pagamento, prazos de suporte e responsabilidade se o software causar perdas. Um Acordo de Licença Orientado ao Licenciador estabelece proteção clara sobre propriedade intelectual (o código-fonte e inovações são sempre seus), restrições explícitas (o cliente não pode copiar, sublicenciar ou engenharia reversa), fluxos de pagamento sem ambiguidade, e responsabilidades delimitadas (você garante funcionamento apenas por período limitado, não indefinidamente). Isso protege receita recorrente, evita litígios custosos e oferece segurança jurídica em caso de violação — seja o cliente tente copiar seu software ilegalmente, compartilhe com terceiros, ou não pague no prazo.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando o cliente precisa apenas usar o software internamente, sem direito a sublicenciamentoAcordo básico — Licença não exclusiva simples
Quando você fornece suporte técnico e atualizações como parte do contratoAcordo com manutenção incluída
Quando o cliente precisa de período de teste antes da aceitação finalAcordo com avaliação prévia
Quando a licença é limitada a um país ou região específicaAcordo com restrição geográfica
Quando você permite que o cliente transfira a licença a outra entidade legalAcordo com direito de transferência
Quando o software tem funcionalidades adicionais com preço separadoAcordo com módulos opcionais

Erros comuns a evitar

❌ Deixar cláusulas genéricas sem personalização

Por que importa: Um contrato com [PLACEHOLDER] não preenchidos é inválido e não oferece proteção real ao licenciador.

Fix: Complete todos os espaços em branco com dados específicos do cliente, produto e termos comerciais reais.

❌ Não especificar restrições de uso claramente

Por que importa: Se o cliente não entende que não pode copiar ou sublicenciar, pode fazer uso indevido sem intencionalidade criminosa, mas causando dano ao licenciador.

Fix: Use linguagem direta e lista proibições explicitamente ('não é permitido...', 'é proibido...') em vez de termos vagos.

❌ Confundir 'não exclusiva' com 'aberta a terceiros'

Por que importa: O cliente pode assumir que pode compartilhar o software com sócios ou filiais, resultando em sublicenciamento não autorizado.

Fix: Reitere que 'não exclusiva' significa apenas que o licenciador pode vender a outros; o cliente não pode distribuir a ninguém.

❌ Omitir cláusula de confidencialidade ou deixá-la fraca

Por que importa: O cliente pode divulgar o código-fonte, arquitetura ou especificações técnicas a concorrentes sem consequência legal.

Fix: Inclua obrigação clara de sigilo, duração específica (mínimo durante o contrato, idealmente perpetual para segredos comerciais) e penalidades.

❌ Definir período de teste muito curto ou aceitar automaticamente sem notificação

Por que importa: O cliente não consegue testar adequadamente, ou você é obrigado a suportar indefinidamente porque a aceitação nunca foi formalizada.

Fix: Oferça período de teste de pelo menos 14–30 dias e exija notificação escrita explícita de aceitação ou rejeição com motivo.

❌ Permitir modificação ou engenharia reversa sem restrição

Por que importa: O cliente pode criar versões pirateadas ou concorrentes do seu software, comprometendo vantagem competitiva e propriedade intelectual.

Fix: Proíba explicitamente descompilação, modificação, e engenharia reversa; cite consequências (rescisão imediata, indenização).

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Licença não exclusiva e não transferível

Em linguagem simples: O licenciador concede ao cliente um direito limitado de usar o software internamente no local especificado, mas mantém propriedade total e pode licenciar o mesmo programa a concorrentes.

Exemplo de redação
A Licenciadora cede à Licenciada uma Licença não exclusiva e não transferível para utilizar o Programa e a Documentação, unicamente, para suas operações internas no Local designado.

Erro comum: Confundir 'não exclusiva' com permissão para compartilhar; o cliente ainda não pode distribuir ou vender o software a terceiros.

Restrições de distribuição

Em linguagem simples: O cliente não pode vender, alugar, disponibilizar ou sublicenciar o software a terceiros sob nenhuma circunstância.

Exemplo de redação
A Licenciada não deverá disponibilizar, nem distribuir, no todo em partes, nem o Programa, nem a Documentação para Terceiros, através de cessão, nem de sub-licença.

Erro comum: Não especificar claramente o que 'terceiros' inclui (concorrentes, filiais, sócios) — isso pode levar a disputas.

Proibição de engenharia reversa e modificação

Em linguagem simples: O cliente não pode tentar descompilar, desmontar ou modificar o código-fonte, nem criar versões derivadas do software.

Exemplo de redação
A Licenciada não deverá copiar, adaptar, promover a engenharia reversa, descompilar, desmontar, ou modificar, no todo ou em parte, nem o Programa, nem a Documentação.

Erro comum: Assumir que a proibição é automática; ela precisa estar explícita no contrato para ser exequível em tribunal.

Processo de aceitação e teste

Em linguagem simples: O cliente tem um período definido (exemplo: 30 dias) para testar o software e notificar o licenciador sobre qualquer erro encontrado antes da aceitação final.

Exemplo de redação
A Licenciada terá [NÚMERO] dias a partir da Data da Entrega para realizar o teste de aceitação. A aceitação do Programa deverá acontecer antes da primeira utilização operacional ou na expiração de [NÚMERO] dias sem provisão de notificação sobre erro(s).

Erro comum: Não documentar o que constitui um 'erro material' — isso pode gerar conflitos sobre o que justifica rejeição ou correção.

Responsabilidade por impostos e taxas

Em linguagem simples: O cliente é responsável por todos os impostos sobre vendas, sobre o valor agregado e outros impostos relacionados ao uso da licença.

Exemplo de redação
A Licenciada será responsável por qualquer venda, ou pela utilização dos impostos, ou de qualquer valor agregado, ou de outros impostos similares pagáveis a respeito do licenciamento do Programa.

Erro comum: Assumir que o imposto está incluído no preço — sempre esclarecer se a Licenciada paga à Licenciadora ou diretamente ao fisco.

Retenção de direitos de propriedade intelectual

Em linguagem simples: O licenciador mantém propriedade exclusiva de todos os direitos autorais, patentes, segredos comerciais e outras propriedades intelectuais do software. Nada é transferido ao cliente.

Exemplo de redação
A Licenciada reconhece que o direito autoral, direito de patente, direito de segredo comercial e todos os outros direitos de propriedade intelectual no Programa permanecem sendo de propriedade da Licenciadora.

Erro comum: Ser vago sobre propriedade intelectual; deve estar absolutamente claro que o cliente compra direito de uso, não propriedade.

Confidencialidade de informações

Em linguagem simples: O cliente concorda em manter o software, documentação e termos do contrato em sigilo e não divulgar a terceiros.

Exemplo de redação
Informação Confidencial significará o Programa, a Documentação, as Especificações e os Termos e Condições deste Contrato, que deverão ser mantidos em confidencialidade.

Erro comum: Não especificar duração da obrigação de confidencialidade — pode ser interpretada como perpetual ou apenas durante o contrato.

Juro sobre atrasos de pagamento

Em linguagem simples: Se o cliente atrasar no pagamento, incide taxa de juro mensal sobre o valor devido, conforme taxa especificada (até o máximo permitido pela lei).

Exemplo de redação
Caso a Licenciada deixe de pagar quaisquer valores faturados, esta se obrigará a pagar à Licenciadora juros numa taxa de [%] por mês sobre o valor restante devido.

Erro comum: Fixar taxa muito elevada que pode ser considerada abusiva em tribunal — sempre respeitar tetos legais da jurisdição.

Período de garantia limitado

Em linguagem simples: O licenciador garante que o software funcionará conforme especificações durante um período determinado (exemplo: 90 dias) a partir da aceitação, com obrigação de corrigir erros materiais.

Exemplo de redação
Período de Garantia significará [NÚMERO] dias da data de Aceitação, durante o qual a Licenciadora corrigirá qualquer Erro material verificado.

Erro comum: Oferecer garantia indefinida — sempre limitar a um período específico para evitar obrigações contínuas de suporte sem remuneração.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as partes contratantes

    Preencha [NOME DA LICENCIADORA] com o nome completo de sua empresa e [NOME DA LICENCIADA] com o nome do cliente. Inclua também os dados de registro e localização das sedes das duas entidades nos campos indicados.

    💡 Use o nome legal exato conforme consta no registro comercial, não apelidos ou marcas comerciais.

  2. 2

    Descreva o software no Anexo A

    Liste detalhadamente o programa(s) de software sendo licenciado, incluindo versão, funcionalidades principais, linguagem de programação e qualquer documentação associada.

    💡 Seja específico: 'Sistema de Gestão de Inventário v2.1' é melhor que apenas 'Software de gestão'.

  3. 3

    Defina o preço e cronograma de pagamento no Anexo B

    Especifique o valor total da licença, modalidade de pagamento (parcelado, à vista), data de vencimento, condições de renovação e qualquer taxa adicional por suporte ou manutenção.

    💡 Deixe claro se impostos estão inclusos ou se o cliente paga separadamente.

  4. 4

    Descreva o ambiente técnico no Anexo C

    Indique o sistema operacional, versão de software, requisitos de hardware e qualquer infraestrutura específica onde o programa pode ser instalado e usado.

    💡 Se o cliente tiver múltiplos servidores, especifique se a licença é por servidor, por usuário ou por instalação total.

  5. 5

    Liste as localidades no Anexo D

    Enumere o(s) endereço(s) físico(s) dos escritórios ou instalações onde o cliente está autorizado a usar o software (se aplicável).

    💡 Se a licença é para uso em qualquer local (home office, múltiplas filiais), declara 'todos os locais da Licenciada' em vez de listar endereços.

  6. 6

    Preencha os períodos e prazos

    Complete [NÚMERO] nos campos de prazo de teste (recomendado 14–30 dias), período de garantia (típico 90 dias) e prazo de pagamento (padrão 30 dias).

    💡 Períodos muito curtos podem resultar em rejeições; períodos muito longos comprometem o licenciador — busque equilíbrio.

  7. 7

    Defina taxa de juro sobre atraso

    Insira a porcentagem mensal de juro sobre valores não pagos no prazo (ex.: 1% a 2% a.m.), respeitando o máximo permitido pela lei portuguesa ou brasileira.

    💡 Consulte a taxa legal máxima na jurisdição antes de inserir um valor — juros abusivos podem ser anulados em tribunal.

  8. 8

    Revise com um advogado antes de enviar

    Submeta o contrato preenchido a um advogado especializado em direito de software ou contratual para validação e adequação à legislação aplicável.

    💡 A revisão jurídica evita surpresas no futuro e reduz risco de litígios dispendiosos.

Perguntas frequentes

O que diferencia um 'Acordo Orientado ao Licenciador' de um 'Orientado ao Licenciado'?

Um Acordo Orientado ao Licenciador prioriza proteção do proprietário do software, com restrições fortes, propriedade intelectual clara e penalidades por uso indevido. Um Orientado ao Licenciado oferece maior liberdade de uso, possível direito de modificação, e menos restrições. Este modelo é para quem quer manter controle total sobre o software.

Posso alterar o contrato depois que o cliente assina?

Em geral, não — um contrato assinado é vinculante. Mudanças futuras exigem consentimento escrito de ambas as partes e aditivo formal. Por isso, é crítico revisar tudo antes da assinatura com um advogado. Se precisar fazer alterações, prepare um Aditivo assinado por ambos.

E se o cliente insistir em sublicenciar o software a filiais suas?

Você pode permitir, mas com restrições: exija que a filial assine termo separado, que pague taxa adicional, e que você mantenha direito de auditoria. Nunca permita sublicenciamento irrestrito — sempre tenha controle sobre quem usa seu software.

Qual é o prazo de teste recomendado para aceitação?

Recomenda-se 14 a 30 dias. Muito curto (menos de 7 dias) prejudica o cliente na validação; muito longo (mais de 60 dias) deixa você em suspensão indefinida. Combine com a complexidade do software — sistemas simples, 14 dias; complexos, até 30.

Preciso oferecer garantia? Por quanto tempo?

Sim, oferça garantia limitada de erro material por um período definido (típico 90 dias após aceitação). Isso protege o cliente de receber software defeituoso, mas limita sua obrigação. Se erros persistirem após o período, não há obrigação de correção (salvo contrato de manutenção separado).

Como faço se o cliente não pagar no prazo?

Primeiro, envie notificação de atraso. Se persistir, você pode cobrar juro conforme cláusula (até o máximo legal), e em alguns casos, rescindir o contrato. Consulte um advogado para saber direitos de cobrança na sua jurisdição (Portugal ou Brasil).

O cliente pode transferir a licença para outra empresa?

Não, a menos que o contrato explicitamente o permita. Este modelo proíbe transferência ('não transferível'). Se o cliente mudar de empresa, a licença termina. Se ele quiser transferir, você pode negociar como aditivo — pode exigir taxa adicional ou nova assinatura.

E se descobrir que o cliente viola o contrato (usa em servidor não autorizado)?

Você pode exigir conformidade imediatamente via notificação formal. Se não cumprir, rescindir o contrato, desativar acesso e cobrar penalidades conforme acordado. Consulte um advogado antes de tomar ação — pode haver questões técnicas e legais complexas.

Preciso incluir cláusula de rescisão? Como funciona?

Recomenda-se incluir cláusula de rescisão. Geralmente, qualquer das partes pode rescindir com aviso prévio (ex.: 30 dias) ou imediatamente se houver violação grave. Especifique consequências pós-rescisão (exclusão de acesso, destruição de cópias) — isso reforça conformidade.

Como se compara com alternativas

vs Acordo de licença orientado ao licenciado

O Acordo Orientado ao Licenciador prioriza proteção do proprietário do software, com restrições fortes sobre cópia, modificação e distribuição. O Orientado ao Licenciado oferece maior flexibilidade — permite modificações, sublicenciamento e transferência, mas com menos proteção ao proprietário original. Escolha Orientado ao Licenciador se o software é seu ativo principal; Orientado ao Licenciado se você quer ser flexível para atrair grandes clientes corporativos.

vs Contrato de compra e venda de software (licença perpétua)

Uma Licença de Software é aluguel temporário com pagamento recorrente — você mantém controle e pode revogar. Uma Compra Perpétua transfere propriedade ao cliente, que a possui indefinidamente, muitas vezes com direito de revenda. A Licença oferece receita recorrente e controle; a Compra oferece receita única alta, mas menos proteção. Use este modelo para Licença recorrente, não para vendas perpétuas.

vs Acordo de código aberto (GPL, MIT)

Código aberto exige que o cliente distribua modificações sob mesma licença, oferecendo liberdade total de uso. Este Acordo Proprietário restringe severamente — proíbe modificação, cópia e compartilhamento. Use este modelo se quer monetizar e controlar; use Código Aberto se quer colaboração comunitária e não se importa com lucro direto.

vs Termo de serviço (SaaS — software como serviço)

Um Acordo de Licença é para software instalado no cliente. Um Termo SaaS é para software que roda em seus servidores e você aluga acesso via internet. SaaS oferece controle máximo (você controla tudo no servidor) mas exige infraestrutura; Licença oferece cliente mais independente, mas menos controle sua. Escolha baseado em seu modelo de negócio (instalação vs. nuvem).

Considerações por setor

Software e tecnologia da informação

Essencial para empresas que vendem ou licenciam aplicativos, sistemas operacionais ou ferramentas de software proprietário.

Desenvolvimento de aplicativos móveis

Protege criadores de apps quando distribuem a clientes corporativos ou plataformas específicas.

Consultoria de TI e serviços de software

Consultores que desenvolvem ou revendem soluções customizadas precisam formalizar licenças com clientes.

Educação e instituições de pesquisa

Universidades e centros de pesquisa que desenvolvem software acadêmico usam este contrato para proteger propriedade intelectual.

Finanças e serviços bancários

Bancos e fintechs que licenciam plataformas de software proprietário a clientes corporativos exigem proteção rigorosa.

Manufatura e indústria 4.0

Fabricantes de máquinas inteligentes licenciam software de controle e gestão a clientes, protegendo algoritmos e segredos técnicos.

Notas jurisdicionais

No Brasil, contratos de software são regidos pela Lei de Software (Lei nº 9.609/1998) e Código Civil. Proteja propriedade intelectual explicitamente; juros sobre atraso não podem exceder taxa legal (atualmente ~1% a.m.). Estruture impostos conforme ICMS, IPI e PIS-COFINS se aplicável.

Em Portugal, aplicam-se o Código da Propriedade Industrial e Lei do Direito de Autor. Juros de mora têm limite legal; inclua cláusula conforme Lei de Proteção de Dados se dados pessoais forem processados. Considere legislação de consumidor se o cliente é pessoa singular.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloLicenças simples, cliente único, software bem definido, orçamento limitado, prazo rápido.€0–50 (modelo) + tempo para preenchimento ~2 horas.1–2 dias para completar, imprimir e assinar.
Modelo + revisão jurídicaLicenças com valor médio-alto, clientes corporativos, múltiplas jurisdições, requer ajustes específicos.€200–600 (revisão jurídica).5–7 dias (modelo + ciclo de revisão).
Redigido sob medidaLicenças complexas, software inovador, clientes Fortune 500, litígio provável, grande volume de receita.€1.500–5.000+ (advogado especializado).10–30 dias para negociação, redação e ajustes finais.

Glossário

Licença não exclusiva
O licenciador mantém o direito de licenciar o mesmo software a outros clientes simultaneamente.
Propriedade intelectual
Direitos legais sobre criações mentais, incluindo código-fonte, marcas registradas, patentes e segredos comerciais do software.
Engenharia reversa
Processo de tentar compreender como um software funciona a partir de seu código compilado; geralmente proibida neste tipo de contrato.
Sublicença
Prática de conceder direitos de licença a terceiros; normalmente restringida neste acordo para proteger o licenciador.
Documentação
Manuais, guias de instalação e documentação técnica que acompanham o software.
Data de aceitação
Momento em que o cliente confirma que o software atende às especificações acordadas após período de teste.
Especificações
Descrição detalhada das funcionalidades e capacidades técnicas do programa de software.
Período de garantia
Prazo durante o qual o licenciador compromete-se a corrigir erros materiais descobertos no software.
Ambiente designado
Sistema operacional e infraestrutura técnica específica onde o software é autorizado a operar.
Localização(ões)
Endereço(s) físico(s) dos escritórios onde a licenciada está autorizada a usar o programa.

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