Acordo de Amalgamação (100% Subsidiária)

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6 páginas25–35 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo de Amalgamação (100% Subsidiária)

Em resumo

O que é
Um acordo de amalgamação é um contrato vinculativo que formaliza a fusão de duas empresas numa única entidade legal. Este modelo é específico para a amalgamação de uma empresa completamente detida como subsidiária (100% de propriedade). Inclui todas as cláusulas, definições e estrutura necessária. Disponível como download Word gratuito, editável e exportável em PDF.
Quando você precisa
Utilize este documento quando duas empresas decidem unir-se legalmente sob as leis aplicáveis, consolidando operações, ativos e passivos numa única corporação. É essencial quando a fusão envolve a absorção de uma subsidiária detida integralmente pela empresa-mãe.
O que contém
O acordo contém definições de termos legais, cláusulas de amalgamação, disposições sobre o capital social da corporação resultante, restrições sobre transferência de ações, limitações de acionistas, estrutura do conselho de administração, e todos os pormenores necessários para tornar a fusão legalmente vinculativa e efetiva.

O que é um modelo de Acordo de Amalgamação (100% Subsidiária)?

Um acordo de amalgamação é um contrato legal que formaliza a fusão completa de duas empresas numa única entidade corporativa. Quando uma empresa-mãe detém 100% das ações de uma subsidiária e ambas decidem unir-se, este modelo fornece toda a estrutura jurídica necessária para tornar a fusão legalmente vinculativa. O documento especifica o nome da corporação resultante, a estrutura do capital social, restrições sobre ações, composição do conselho de administração, e todos os termos técnicos que tornam a fusão efetiva e registável. Disponível como download Word gratuito, editável on-line e exportável em PDF.

Por que você precisa deste documento

Uma amalgamação sem documentação legal apropriada é inválida e não será reconhecida pelas autoridades corporativas ou tributárias. Sem um acordo formalizado, as duas empresas permanecem entidades legais separadas, expondo-o a complicações fiscais duplas, responsabilidades legais conflituosas, e impossibilidade de consolidar operações. Este modelo protege ambas as corporações ao definir precisamente como a fusão ocorre, quem governa a entidade resultante, como o capital é estruturado, e que direitos os acionistas mantêm. Usar um modelo profissional como este reduz o risco de erros caros e acelera o processo de aprovação regulatória, comparado a tentar redigir o documento a partir do zero.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Fusão simples entre duas empresas de jurisdição idênticaAcordo de Amalgamação — Estrutura básica
Fusão envolvendo propriedade intelectual ou direitos especiaisAcordo de Amalgamação com activos especializados
Fusão em cascata de várias entidades subordinadasAcordo de Amalgamação — Múltiplas subsidiárias
Fusão que requer votação e resolução formal dos acionistasAcordo de Amalgamação com aprovação acionista
Fusão parcial ou com segregação de negócios antes da amalgamaçãoAcordo de Amalgamação com divisão de activos

Erros comuns a evitar

❌ Deixar placeholders em branco ou parcialmente preenchidos

Por que importa: Um acordo incompleto é inválido legalmente e pode ser rejeitado pelos registos corporativos, atrasando ou impedindo a fusão.

Fix: Revise sistematicamente o documento e preencha todos os [PLACEHOLDERS] com informação exata antes de o submeter a revisão jurídica.

❌ Indicar jurisdições diferentes ou incorretas para as corporações

Por que importa: Se as jurisdições estiverem erradas, o acordo pode não estar em conformidade com a lei aplicável, invalidando a fusão.

Fix: Verifique os certificados de incorporação de cada empresa e confirme a jurisdição exata antes de preenchimento.

❌ Não sincronizar o capital social com os estatutos existentes

Por que importa: Discrepâncias entre o acordo de amalgamação e os estatutos sociais causam conflitos legais e complicam o registo corporativo.

Fix: Compare cuidadosamente as estruturas de capital em ambos os documentos e faça ajustes para consistência total.

❌ Omitir aprovação ou votação acionista antes da assinatura do acordo

Por que importa: Muitas jurisdições exigem que os acionistas votem formalmente uma fusão. Sem essa aprovação, o acordo é deficiente e não vinculativo.

Fix: Realize assembleias de acionistas, obtenha resoluções formais e documente todas as aprovações antes da execução do acordo.

❌ Não adaptar o nome e os poderes da corporação resultante ao negócio real

Por que importa: Um nome genérico ou poderes mal definidos podem limitar as operações futuras ou criar confusão com outras entidades.

Fix: Escolha um nome único, registável e representativo do negócio da corporação resultante e defina poderes sem restrições desnecessárias.

❌ Assinar sem revisão jurídica prévia especializada

Por que importa: Fusões são transações complexas e irreversíveis. Erros legais podem resultar em passivos inesperados, disputas e perdas financeiras significativas.

Fix: Contrate sempre um advogado especializado em direito corporativo para revisar e orientar todo o processo de fusão.

As 12 cláusulas-chave, explicadas

Preâmbulo e identificação das partes

Em linguagem simples: Define as duas corporações que se vão amalgamar, as suas jurisdições de constituição, endereços registados e data efetiva da fusão.

Exemplo de redação
ENTRE: [NOME DA SUA EMPRESA], uma empresa constituída sob as leis de [Estado/Província], com sede em [SEU ENDEREÇO COMPLETO], E: [NOME DA EMPRESA], uma empresa constituída sob as leis de [Estado/Província], com sede em [SEU ENDEREÇO COMPLETO].

Erro comum: Omitir ou indicar incorretamente a jurisdição de constituição, o que compromete a validade legal da amalgamação.

Considerandos (Whereas clauses)

Em linguagem simples: Apresenta o contexto e as motivações da fusão, incluindo informação sobre o capital social e a percentagem de ações detidas.

Exemplo de redação
CONSIDERANDO QUE o capital autorizado da [NOME DA SUA EMPRESA] consiste em ações Classe [ESPECIFICAR], das quais [NÚMERO] estão emitidas e circulantes; E CONSIDERANDO QUE a [NOME DA EMPRESA] beneficamente detém [%] das ações circulantes.

Erro comum: Deixar placeholders em branco ou fornecer percentagens de participação incorretas, causando confusão sobre a estrutura real das empresas.

Definições e interpretação

Em linguagem simples: Esclarece o significado de termos-chave utilizados no acordo, como 'Lei', 'Corporação Amalgamada', 'Data Efetiva' e outros.

Exemplo de redação
Na presente cláusula: (a) 'Lei' significa a Lei de Corporações Empresariais do [PAÍS]; (b) 'Corporação Amalgamada' significa a corporação resultante da fusão; (c) 'Data Efetiva' significa a data em que a amalgamação se torna efetiva.

Erro comum: Não adaptar as definições de 'Lei' à jurisdição correta, levando a ambiguidade sobre qual legislação governa o acordo.

Cláusula de amalgamação

Em linguagem simples: Confirma formalmente que as duas corporações acordam em unir-se sob a legislação aplicável e continuar como uma entidade única.

Exemplo de redação
As Corporações Amalgamantes se comprometem a se amalgamar nos termos da Lei a partir da Data Efetiva, e a continuar como uma corporação sobre os termos estabelecidos neste Acordo.

Erro comum: Omitir a referência explícita à Lei ou não mencionar a continuidade como uma única corporação, enfraquecendo a intenção legal.

Nome da corporação resultante

Em linguagem simples: Especifica o nome legal exato da nova entidade que resultará da fusão das duas empresas.

Exemplo de redação
O nome da Corporação Amalgamada deverá ser [NOME].

Erro comum: Deixar o placeholder sem preenchimento ou escolher um nome que já é registado por outra empresa, causando rejeição do registo.

Sede e escritório registado

Em linguagem simples: Define a localização geograficamente precisa da sede e do escritório registado da corporação resultante.

Exemplo de redação
O escritório registado da Corporação Amalgamada deverá estar situado em [CIDADE], em [Estado/Província] de [ESTADO/PROVÍNCIA].

Erro comum: Indicar um endereço incompleto ou temporário, sem confirmar que está disponível para uso prolongado.

Estrutura de capital social

Em linguagem simples: Define o número e tipo de ações que a corporação resultante pode emitir, bem como as características dessas ações.

Exemplo de redação
O capital social da Corporação Amalgamada deverá consistir de um número ilimitado de ações [ESPECIFICAR].

Erro comum: Não especificar classes de ações ou deixar vago o tipo de ações autorizadas, causando conflito futuro sobre direitos de voto.

Restrições sobre transferência de ações

Em linguagem simples: Limita a transferência de ações da corporação resultante, exigindo aprovação do conselho de administração para qualquer transação.

Exemplo de redação
Nenhuma das ações deverá ser transferida sem a aprovação dos diretores, evidenciada por resolução do conselho, sendo previsto que a aprovação pode ser dada após a transferência ter sido efetuada nos registos da Corporação.

Erro comum: Não estabelecer critérios claros para aprovação, deixando o conselho sem diretrizes objetivas para decidir sobre transferências.

Limitação do número de acionistas

Em linguagem simples: Restringe o número máximo de acionistas que a corporação pode ter, uma prática comum em sociedades privadas e fechadas.

Exemplo de redação
O número de acionistas da Corporação Amalgamada deverá ser limitado a [NÚMERO], não incluindo acionistas que são ou foram funcionários.

Erro comum: Definir um limite demasiado baixo que impede crescimento futuro, ou não mencionar exceções para funcionários e acionistas históricos.

Proibição de subscrição pública

Em linguagem simples: Proíbe a distribuição de ações ao público, mantendo a corporação como uma entidade privada e fechada.

Exemplo de redação
Qualquer distribuição de títulos ao público para subscrever-se a ou para comprar títulos da Corporação Amalgamada deverá ser proibida.

Erro comum: Incluir esta cláusula sem verificar se a fusão envolve parceiros públicos ou investidores estratégicos que possam contrariar o objetivo.

Poderes e negócios da corporação

Em linguagem simples: Confirma que a corporação resultante não terá restrições específicas sobre os tipos de negócios que pode realizar ou os poderes que pode exercer.

Exemplo de redação
Não deverá haver restrição sobre os negócios que a Corporação Amalgamada poderá realizar sobre os poderes que poderá exercer.

Erro comum: Deixar esta cláusula genérica sem considerar restrições regulatórias específicas da indústria ou jurisdição aplicável.

Conselho de administração — estrutura e primeiro diretor

Em linguagem simples: Define o número mínimo e máximo de membros do conselho de administração e nomeia o primeiro diretor da corporação resultante.

Exemplo de redação
O conselho de administração deverá consistir de não menos que [NÚMERO] nem mais que [NÚMERO] membros. [NOME COMPLETO], residente [NACIONALIDADE], será o primeiro diretor, com endereço residencial [ENDEREÇO COMPLETO].

Erro comum: Não especificar intervalos numéricos (mínimo e máximo), deixando incerteza sobre quantos diretores a corporação deve ter.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as duas corporações e as suas jurisdições

    Preencha o nome completo, legal e exato de cada uma das duas empresas que vão amalgamar-se. Verifique também a jurisdição (estado, província ou país) sob a qual cada uma foi constituída. Esta informação é crítica para a validade legal.

    💡 Consulte os certificados de constituição ou registos de cada empresa para garantir precisão total.

  2. 2

    Defina a data efetiva da amalgamação

    Escolha a data específica a partir da qual a fusão será legalmente efetiva. Esta deve ser uma data futura, após a aprovação de todas as partes e o cumprimento de requisitos regulamentares.

    💡 Deixe espaço suficiente entre a assinatura e a data efetiva para cumprir notificações, registos e procedimentos legais.

  3. 3

    Preencha os endereços e sedes registadas

    Indique o endereço completo de cada corporação e o endereço que será a sede registada da corporação resultante. Confirme que o endereço da nova sede está disponível e será mantido durante o período de operação.

    💡 Use endereços que sejam verificáveis e oficialmente registados, não apartados residenciais ou endereços temporários.

  4. 4

    Especifique o capital social e classes de ações

    Defina quantas ações a corporação resultante pode emitir (número ilimitado ou número específico) e qual o tipo de cada classe de ações (ordinária, preferencial, etc.).

    💡 Sincronize esta informação com os estatutos existentes das corporações amalgamantes para evitar conflitos.

  5. 5

    Nomeie o conselho de administração

    Escolha o intervalo de membros (mínimo e máximo) que o conselho terá e nomeie o primeiro diretor com o seu nome completo, nacionalidade e endereço residencial.

    💡 Confirme que o primeiro diretor nomeado cumpre os requisitos de residência (se aplicável) e está disponível para assumir o cargo.

  6. 6

    Complete os placeholders de informação específica

    Passe por todo o documento e preencha todos os [PLACEHOLDERS] em maiúsculas com informações específicas: percentagens de propriedade, números de acionistas, nomes exatos, etc.

    💡 Utilize a função Localizar e Substituir do Word para rapidamente identificar e preencher placeholders faltantes.

  7. 7

    Revise com assessoria jurídica qualificada

    Submeta o acordo preenchido a um advogado especializado em direito corporativo e fusões na sua jurisdição. Pequenas variações legais podem ter consequências importantes.

    💡 Peça ao advogado para verificar conformidade com a legislação local, requisitos de aprovação acionista e obrigações de registo.

  8. 8

    Obtenha assinaturas autorizadas de ambas as partes

    Imprima o documento final e obtenha assinaturas dos representantes autorizados de cada corporação (habitualmente o CEO ou diretor designado), idealmente perante testemunhas ou notário.

    💡 Mantenha cópias assinadas e confirmadas para os registos corporativos de ambas as entidades.

Perguntas frequentes

O que é exatamente um acordo de amalgamação?

Um acordo de amalgamação é um contrato legal que formaliza a fusão de duas ou mais empresas numa única entidade legal. Ao assinar, as corporações originais deixam de existir como entidades separadas e são substituídas por uma nova corporação que herda todos os seus ativos, passivos, direitos e obrigações. Este modelo é específico para a situação em que uma empresa detém 100% de uma subsidiária e as duas se vão fundir. É um documento muito importante e deve ser revisado por um advogado especializado.

Qual é a diferença entre uma amalgamação, uma fusão e uma aquisição?

Numa amalgamação, duas empresas unem-se e uma delas pode deixar de existir como entidade legal separada. Numa fusão (no sentido amplo), uma empresa pode absorver a outra. Numa aquisição, uma empresa compra outra, mas esta pode continuar a existir como subsidiária. Tecnicamente, "amalgamação" é um termo jurídico preciso que descreve uma fusão onde as corporações originais deixam de existir e uma nova entidade nasce. Este modelo é concebido especificamente para este cenário.

Preciso de aprovação acionista para amalgamar a minha subsidiária?

Na maioria das jurisdições, sim. Mesmo que a sua empresa detenha 100% das ações da subsidiária, tanto a corporação-mãe como a subsidiária devem obter aprovação formal dos seus acionistas (neste caso, a aprovação de ambas pode vir da mesma pessoa ou grupo). Verifique a legislação da sua jurisdição específica, pois os requisitos podem variar. O seu advogado pode orientá-lo sobre as aprovações necessárias antes de assinar este acordo.

Posso customizar o nome, a estrutura de capital e o conselho de administração após a assinatura?

O nome e a estrutura de capital indicados neste acordo tornam-se oficiais na corporação resultante e serão registados pelas autoridades. Depois da fusão estar efetiva, podem fazer alterações subsequentes através de resoluções do conselho ou votações acionistas, mas isso requer procedimentos adicionais. Por isso, é importante que todas estas decisões estejam certas antes de assinar o acordo de amalgamação.

O que acontece aos contratos existentes, empréstimos e passivos das duas corporações após a amalgamação?

A corporação resultante herda automaticamente todos os ativos, contratos, empréstimos e passivos de ambas as corporações amalgamantes. Os credores, fornecedores e parceiros contratuais devem ser notificados da fusão. Alguns contratos podem exigir consentimento ou confirmação da outra parte. Por isso, é importante fazer um levantamento completo de obrigações antes de proceder à fusão. Este modelo não aborda a transferência de contratos específicos; isso é normalmente tratado numa anexa de transição ou num plano de integração paralelo.

Qual é o custo e quanto tempo leva para completar uma amalgamação?

O custo e o tempo dependem da complexidade das duas empresas, da jurisdição e de questões pendentes (aprovações regulatórias, resolução de conflitos, etc.). Em média, uma amalgamação simples pode levar de alguns meses a um ano. Os custos incluem honorários jurídicos, registos corporativos, notários e possíveis taxas regulatórias. Este modelo reduz custos ao fornecer uma estrutura completa, mas a revisão jurídica profissional é essencial e tem custo associado.

Posso adaptar este modelo para uma amalgamação com múltiplas subsidiárias?

Este modelo é concebido para a amalgamação de duas corporações. Se pretende fundir três ou mais entidades, precisará de adaptações adicionais e de estrutura jurídica mais complexa. Recomendamos que contacte um advogado para discussão de opções, pois pode haver vantagens em fazer sucessivas fusões binárias (uma de cada vez) em comparação com uma amalgamação simultânea múltipla.

Este modelo funciona em Portugal e no Brasil?

Este modelo é reduzido e estruturado para funcionar em múltiplas jurisdições de língua portuguesa. No entanto, o direito corporativo e as exigências específicas para amalgamações variam significativamente entre Portugal e Brasil, e ainda mais entre estados/províncias. É absolutamente essencial que um advogado licenciado na sua jurisdição específica revise e adapte este modelo para conformidade com as leis locais antes de o utilizar.

O que devo fazer após o acordo estar assinado?

Após assinatura, deve: (1) registar o acordo junto das autoridades corporativas; (2) notificar credores, fornecedores e parceiros contratuais da fusão; (3) resolver transferências de contratos ou consentimentos necessários; (4) consolidar registos contabilísticos e operacionais; (5) atualizar licenças, registos fiscais e seguros. Um advogado e um contador devem guiar estes passos. Este modelo fornece apenas o acordo em si; a implementação da fusão requer coordenação operacional e legal contínua.

Como se compara com alternativas

vs Acordo de compra e venda simples (SPA)

Um acordo de compra e venda (SPA) governa a compra de ações ou ativos de uma empresa por outra, mas ambas as entidades continuam a existir como corporações separadas após a transação. Um acordo de amalgamação, por contraste, extingue ambas as corporações originais e cria uma nova entidade legal única. Use um SPA se quer manter a estrutura jurídica existente e apenas transferir propriedade; use amalgamação se quer fusão completa e integração legal.

vs Acordo de transferência de ativos

Este acordo governa a transferência de ativos específicos de uma empresa para outra, sem necessariamente transferir a empresa inteira. A corporação vendedora continua a existir. Um acordo de amalgamação, em contraste, transfere todos os ativos, passivos, contratos e direitos automaticamente, e ambas as corporações deixam de existir. Use transferência de ativos se quer comprar apenas uma divisão; use amalgamação se quer integração corporativa total.

vs Acordo de reorganização corporativa ou reestruturação

Reorganizações corporativas abrangem várias estruturas (holdings, detenções cruzadas, divisões, etc.) mas as entidades originais podem continuar a existir. Uma amalgamação é um tipo específico e mais definitivo de reorganização, onde as corporações originais deixam de existir completamente. Use reorganização se quer flexibilidade estrutural contínua; use amalgamação se quer fusão permanente e simplificação legal.

vs Memorando de entendimento (MOU) ou carta de intenção

Um MOU é um documento não-vinculativo que expressa intenção de fusão, enquanto um acordo de amalgamação é um contrato legal vinculativo que especifica todos os termos e condições. Use um MOU durante negociações iniciais para confirmar interesse; use este modelo de acordo quando ambas as partes estão prontas para executar a fusão de forma definitiva e irreversível.

Considerações por setor

Tecnologia e software

Frequentemente usado para consolidar subsidiárias de desenvolvimento ou startups adquiridas sob uma holding parent única.

Finanças e seguros

Essencial para reorganizar estruturas de risco regulatório e consolidar operações de múltiplas entidades licenciadas.

Manufatura e logística

Aplicado para fundir unidades de produção ou filiais regionais sob uma corporação operacional centralizada.

Imobiliário e construção

Utilizado para consolidar holdings de propriedades e empresas de desenvolvimento antes de projetos grandes ou saídas de capital.

Saúde e farmacêutica

Necessário para alinhar estruturas corporativas quando subsidiárias especializadas precisam ser integradas numa entidade regulada única.

Varejo e distribuição

Aplicado para unificar redes regionais ou marcas adquiridas sob uma corporação de retalho consolidada e centralizada.

Notas jurisdicionais

No Brasil, amalgamações são regidas pela Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404/1976) para empresas de capital aberto, e pelo Código Civil para privadas. Exige-se aprovação em assembleia de acionistas de ambas as sociedades, publicação de extratos em diário oficial, e registro junto ao cartório e órgãos fiscais. Este modelo deve ser adaptado por advogado brasileiro antes de uso.

Em Portugal, fusões e amalgamações são regidas pelo Código das Sociedades Comerciais (CSC) e podem envolver requisitos de aprovação de sócios, comunicação à Autoridade Tributária, registro no Conservatória do Registo Comercial. Muitas vezes exige-se relatório de um revisor de contas. Consulte um advogado português para adaptação específica à legislação local.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloFusões simples entre duas PMEs da mesma jurisdição com estruturas de capital muito claras e sem ativos especiais.€0–50 (custo do modelo)2–3 dias para preenchimento
Modelo + revisão jurídicaFusão de complexidade moderada; usa-se este modelo como base, mas um advogado revê e adapta para conformidade local.€500–2.000 (modelo + revisão jurídica)2–3 semanas (preenchimento + revisão + ajustes)
Redigido sob medidaFusões complexas, multi-jurisdicionais, com ativos especiais (propriedade intelectual, contratos críticos) ou questões regulatórias.€3.000–15.000+ (redação completa por advogado especializado)4–12 semanas (negociação, redação, revisões)

Glossário

Corporação Amalgamada
A entidade legal única e contínua resultante da fusão das duas corporações originais.
Corporações Amalgamantes
As duas empresas que aceitam fundir-se e deixar de existir como entidades separadas.
Data Efetiva
A data específica a partir da qual a fusão se torna juridicamente vinculativa e efetiva.
Capital autorizado
O número máximo de ações que a corporação está autorizada a emitir segundo os seus estatutos.
Ações circulantes
As ações que foram emitidas e estão atualmente em poder de acionistas.
Conselho de administração
O órgão de governo corporativo responsável pela gestão e supervisão da empresa.
Transferência de ações
O processo de mudança de propriedade de ações de um acionista para outro.
Restrição sobre negócios
Limitações impostas aos tipos de atividades que a corporação pode realizar legalmente.
Subsidiária
Uma empresa que é controlada por outra empresa (a empresa-mãe) que detém maioria das suas ações.
Lei de Corporações Empresariais
A legislação aplicável que rege a constituição, funcionamento e fusão de empresas numa jurisdição específica.

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