Acordo Mútuo de Confidencialidade

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3 páginas20–30 min para preencherDificuldade: PadrãoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo Mútuo de Confidencialidade

Em resumo

O que é
Um acordo de confidencialidade mútuo é um documento legal que protege informações proprietárias compartilhadas entre duas empresas. Ambas as partes se comprometem a manter sigilo sobre dados sensíveis, técnicos e comerciais. Download Word editável gratuito.
Quando você precisa
Quando você planeia partilhar informações sensíveis com outra empresa antes de uma parceria, investimento ou negociação. Use este modelo para estabelecer obrigações legais de confidencialidade desde o início, protegendo ambos os lados.
O que contém
O modelo inclui definições de informação confidencial, exceções legais, obrigações de sigilo, permissões de divulgação a terceiros, sanções por violação e cláusulas de revogação. Todos os campos principais podem ser personalizados com nomes das partes, datas e detalhes específicos da transação.

O que é um modelo de Acordo Mútuo de Confidencialidade?

Um Acordo Mútuo de Confidencialidade é um contrato legal onde duas empresas se comprometem a guardar segredo sobre informação comercial sensível que compartilham uma com a outra. Ambas as partes podem divulgar dados proprietários — como processos, clientes, especificações técnicas ou estratégias — e recebem proteção legal simétrica para impedir revelação não autorizada. Este modelo é editável em Word e pode ser preenchido em minutos, com campos claramente marcados para nomes das partes, data, duração do acordo e tipos específicos de informação protegida. Exportável em PDF e pronto para assinatura.

Por que você precisa deste documento

Partilhar informação sensível com outra empresa sem proteção legal coloca sua vantagem competitiva em risco. Um executivo, funcionário ou parceiro poderia divulgar sua lista de clientes, fórmula de produto, ou estratégia de preço à concorrência — causando perda financeira direta e danos à reputação. Um Acordo de Confidencialidade estabelece obrigação legal clara: a outra parte DEVE guardar sigilo ou enfrenta consequências legais (ação por indenização, injunção judicial para parar divulgação, responsabilidade penal em casos graves). Este documento protege ambos os lados igualmente, criando confiança que permite negociação, parceria ou investimento com segurança. Sem ele, você divulga segredos sem direito legal de reclamar se forem roubados.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Ambas as partes revelam informação confidencial e precisam proteção simétricaAcordo mútuo (padrão)
Apenas uma empresa revela informação; a outra recebe e deve manter sigiloAcordo unilateral (receptor protegido)
Confidencialidade válida apenas durante o período de negociação ou projetoAcordo com duração limitada
Exigir devolução ou destruição de todos os documentos confidenciais após términoAcordo com cláusula de retorno de documentos
Permitir divulgação quando exigido por lei, tribunal ou reguladorAcordo com período de exclusão
Adicionar proibição de contratar funcionários da outra parte durante o acordoAcordo com restrição de recrutamento
Incluir cláusula de indenização ou medidas legais específicas por quebra de sigiloAcordo com compensação por violação

Erros comuns a evitar

❌ Deixar informação confidencial muito vaga ou genérica

Por que importa: Um tribunal pode entender 'negócios e atividades' tão amplamente que o acordo fica inexequível ou a informação não é considerada verdadeiramente 'confidencial'.

Fix: Liste categorias específicas de informação protegida: 'fórmulas químicas', 'lista de clientes', 'especificações de produto', etc.

❌ Não exigir que funcionários e afiliados também assinem compromissos de sigilo

Por que importa: Se um funcionário do beneficiário divulga informação sem ter assinado compromisso próprio, pode ser difícil responsabilizá-lo legalmente.

Fix: Sempre exija que pessoas que acessam informação confidencial internamente assinem termo de confidencialidade antes de acesso.

❌ Omitir exceções legais por divulgação forçada

Por que importa: Se um tribunal ordena divulgação sem que você possa avisar o informante, pode haver conflito ou litígio sobre quebra de acordo.

Fix: Inclua cláusula que permite divulgação por ordem legal/reguladora, mas exija notificação prévia de [X] dias.

❌ Não especificar duração clara do acordo

Por que importa: Sem fim definido, incerteza legal sobre quando a confidencialidade termina e as partes podem divulgar livremente.

Fix: Sempre defina '3 anos a partir da assinatura' ou 'até [DATA ESPECÍFICA]' e que confidencialidade continua mesmo após término para informação já divulgada.

❌ Permitir divulgação a afiliados sem limitações

Por que importa: Afiliados podem não respeitar sigilo, multiplicando risco de vazamento; sem contratos próprios, informante tem pouco recurso.

Fix: Exija que afiliados assinem compromissos de sigilo equivalentes e especifique que beneficiário continua responsável por ações deles.

❌ Interpretar 'avaliação' como autorização para qualquer uso comercial

Por que importa: O acordo geralmente permite avaliação interna apenas para fins de decisão de negócio, não para concorrência ou revenda; ambiguidade leva a litígio.

Fix: Deixe claro no preenchimento: 'Informação pode ser usada APENAS para avaliação de possível parceria comercial, e não para qualquer outro propósito'.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Definição de informação confidencial

Em linguagem simples: Estabelece o que é considerado informação confidencial: dados técnicos, científicos, comerciais, especificações, invenções e informação sobre negócios.

Exemplo de redação
A informação dada ao BENEFICIÁRIO com respeito aos negócios do INFORMANTE, incluindo fórmulas, processos, invenções patenteadas ou não patenteadas, e material técnico, deve ser considerada 'Informação Confidencial'.

Erro comum: Não especificar claramente que tipo de informação é protegida, deixando margem para interpretação e possíveis conflitos.

Exceções à confidencialidade

Em linguagem simples: Define informação que NÃO é confidencial: informação já pública, conhecida antes do acordo ou revelada por terceiros sem obrigações de sigilo.

Exemplo de redação
As palavras 'Informação Confidencial' não devem incluir informação que (a) é disponível ao público, (b) é conhecida pelo BENEFICIÁRIO antes de ser revelada, ou (c) é revelada por um terceiro não ligado por obrigações de confidencialidade.

Erro comum: Omitir exceções legítimas, tornando o acordo demasiado amplo e potencialmente inexequível.

Obrigação de sigilo do beneficiário

Em linguagem simples: O beneficiário concorda em manter em segredo a informação confidencial e não revelá-la a terceiros sem autorização escrita.

Exemplo de redação
O BENEFICIÁRIO deve manter em segredo, não revelar e não autorizar ninguém a revelar tal Informação Confidencial sem permissão escrita do INFORMANTE.

Erro comum: Não estabelecer claramente a responsabilidade do beneficiário por divulgações não autorizadas, enfraquecendo a proteção.

Divulgação a diretores, funcionários e afiliados

Em linguagem simples: Permite que o beneficiário divulgue informação confidencial internamente a pessoas-chave que precisam dela, desde que também estejam vinculadas ao sigilo.

Exemplo de redação
O BENEFICIÁRIO pode revelar a INFORMAÇÃO a seus diretores, empresários e funcionários após estes se terem comprometido por escrito a cumprir as obrigações de confidencialidade.

Erro comum: Permitir divulgação interna sem exigir que os receptores internos também assinem compromissos de sigilo, criando vulnerabilidades.

Proibição de uso não autorizado

Em linguagem simples: O beneficiário não pode usar a informação confidencial para qualquer fim que não tenha sido explicitamente autorizado por escrito pelo informante.

Exemplo de redação
O BENEFICIÁRIO concorda em não usar qualquer Informação Confidencial para qualquer proposta não autorizada por escrito pelo INFORMANTE.

Erro comum: Interpretar 'avaliação' ou 'análise' como autorização suficiente, quando o contrato exige aprovação escrita específica para cada uso.

Período de vigência

Em linguagem simples: Define por quanto tempo as obrigações de confidencialidade permanecem válidas após assinatura ou término do acordo.

Exemplo de redação
As obrigações de confidencialidade permanecem em vigor por [NÚMERO DE ANOS] anos a partir da data de assinatura ou até [DATA ESPECÍFICA].

Erro comum: Não especificar duração, criando incerteza sobre quando as partes podem usar ou divulgar a informação livremente.

Retorno ou destruição de documentos

Em linguagem simples: Exige que toda informação confidencial, incluindo cópias, seja devolvida ou destruída quando solicitado ou ao término do acordo.

Exemplo de redação
Ao término deste Acordo, o BENEFICIÁRIO deverá devolver ou destruir, a pedido do INFORMANTE, todos os documentos e cópias contendo Informação Confidencial.

Erro comum: Não especificar se documentos devem ser devolvidos, destruídos ou ambos, deixando brecha para retenção não autorizada.

Exceção de divulgação legal

Em linguagem simples: Permite que o beneficiário divulgue informação confidencial se exigido por lei, tribunal ou autoridade reguladora, com notificação prévia.

Exemplo de redação
Se o BENEFICIÁRIO for obrigado por lei ou ordem judicial a divulgar Informação Confidencial, deve notificar o INFORMANTE com [NÚMERO DE DIAS] dias de antecedência para permitir contestação.

Erro comum: Permitir divulgação legal sem exigir notificação prévia, impedindo o informante de buscar proteção judicial.

Ausência de garantias

Em linguagem simples: O informante não garante que a informação confidencial é precisa, completa ou livre de direitos de terceiros.

Exemplo de redação
O INFORMANTE divulga a Informação Confidencial 'tal como está', sem garantias de precisão, completude, validade ou ausência de infração a direitos de terceiros.

Erro comum: Incluir garantias implícitas que o informante não pode honrar, criando passivo legal desnecessário.

Como preencher

  1. 1

    Preencha as datas e partes do acordo

    No topo do documento, insira a data de efetivação e o nome completo, tipo de organização, localização e endereço de ambas as empresas. Use [PLACEHOLDERS] exatamente como fornecido no modelo.

    💡 Use a data em que o acordo é assinado, não a data da primeira conversa ou reunião.

  2. 2

    Especifique a informação confidencial

    Descreva claramente que tipo de informação está protegida: dados técnicos, processos, especificações, ideias de negócio, etc. Quanto mais específico, melhor a proteção legal.

    💡 Liste categorias gerais (ex: 'fórmulas químicas e especificações de produtos') em vez de itens individuais, que podem mudar frequentemente.

  3. 3

    Defina o período de vigência

    Insira por quantos anos ou até que data o acordo permanece válido. Períodos comuns são 2 a 5 anos para negociações comerciais, mais longos para segredos comerciais estratégicos.

    💡 Considere que segredos comerciais podem perder valor com o tempo; prazos muito longos podem ser desnecessários.

  4. 4

    Customize permissões de divulgação interna

    Se necessário, detalhe quem dentro da sua organização pode acessar a informação confidencial (ex: 'diretores de produto', 'equipa de engenharia'). Certifique-se que todos assinam compromissos de sigilo.

    💡 Restringir acesso internamente reduz riscos de vazamento e demonstra boa-fé na proteção de informação.

  5. 5

    Adicione cláusulas de exceção se apropriado

    Se o acordo precisar permitir divulgação por ordem judicial ou reguladora, insira o número de dias de notificação prévia exigida (ex: 10 dias para informar o informante).

    💡 Notificação prévia permite ao informante buscar injunção judicial para bloquear divulgação; sem ela, você é forçado a divulgar sem possibilidade de proteção.

  6. 6

    Defina consequências por violação

    Opcionalmente, especifique se o acordo inclui indenização, medidas legais aceleradas ou outras sanções. Alguns modelos permitem 'danos irreparáveis' como justificativa para ação judicial rápida.

    💡 Deixar claro que violação causa 'danos irreparáveis' torna mais fácil obter medidas judiciais de emergência (como injunções) contra vazamentos.

  7. 7

    Revise com um advogado antes de assinar

    Envie o acordo preenchido para revisão legal, especialmente se envolve informação muito valiosa ou jurisdição complexa. Um advogado pode sugerir ajustes específicos à sua situação.

    💡 A revisão legal custa uma fração do dano causado por um acordo mal redigido ou insuficientemente específico.

Perguntas frequentes

O que é um Acordo Mútuo de Confidencialidade e por que as duas partes precisam assinar?

Um Acordo Mútuo de Confidencialidade (ou NDA mútuo) é um contrato onde AMBAS as empresas se comprometem a guardar segredo sobre informação que uma compartilha com a outra. É 'mútuo' porque ambas podem divulgar informação confidencial e receber proteção igual. As duas partes assinam porque ambas têm incentivo em proteger seus segredos comerciais. Se apenas uma parte assinasse, seria um NDA unilateral, onde apenas o receptor tem obrigação de sigilo. A forma mútua é comum em negociações de parceria, investimento ou fusão onde ambas as empresas precisam compartilhar dados sensíveis.

Qual é a diferença entre um NDA mútuo e um NDA unilateral?

Em um NDA mútuo, ambas as partes são informantes E beneficiárias: cada uma divulga informação confidencial e ambas prometem guardar sigilo sobre a informação da outra. Em um NDA unilateral, apenas uma parte (o informante) divulga dados sensíveis, e a outra parte (o beneficiário) promete guardar segredo. Use NDA unilateral quando apenas uma empresa tem informação a proteger (ex: você está buscando um contratante e precisa que ele mantenha sua estratégia em sigilo). Use NDA mútuo quando ambas as partes têm dados a proteger (ex: duas empresas avaliando fusão).

Quanto tempo deve durar um Acordo de Confidencialidade?

A duração depende do tipo de informação e contexto. Para negociações comerciais ou projetos de curto prazo, 2 a 3 anos é comum. Para segredos comerciais de longo prazo (como fórmulas, processos de fabricação), 5 a 10 anos é mais apropriado. Alguns acordos especificam que certos tipos de informação permanecem confidenciais indefinidamente (ex: segredos comerciais legalmente protegidos). Considere: quanto tempo a informação tem valor competitivo? Se a tecnologia será obsoleta em 2 anos, 2 anos de confidencialidade pode ser suficiente. Se é uma receita secreta que mantém vantagem indefinida, duração mais longa é necessária.

Posso divulgar informação confidencial a funcionários ou sócios da minha empresa?

Sim, mas APENAS se eles também assinarem compromisso de confidencialidade. O acordo permite divulgação interna a 'diretores, funcionários e afiliados' que precisem acessar a informação para avaliar ou executar o projeto. Porém, você continua responsável se um desses funcionários vazar a informação. Sempre certifique-se que qualquer pessoa dentro da sua organização que acesse informação confidencial de terceiros assine termo de sigilo próprio antes de acesso.

O que acontece se eu violar o Acordo de Confidencialidade?

Violação pode resultar em ação judicial pela outra parte, com pedido de indenização por perdas financeiras (lucros perdidos, dano à reputação, etc.). Além disso, muitos acordos incluem cláusula de 'danos irreparáveis', que permite à empresa prejudicada buscar injunção judicial para parar a divulgação imediatamente, sem esperar por decisão de compensação financeira. Dependendo da lei aplicável e gravidade, pode haver também ações criminais em caso de roubo de segredos comerciais. Por isso, é crítico respeitar as obrigações de sigilo.

E se um tribunal me ordenar divulgar informação confidencial?

Um bom acordo de confidencialidade inclui exceção para divulgação exigida por lei, ordem judicial ou regulador. Porém, você deve notificar o informante com antecedência (ex: 10 dias) para que ele possa buscar proteção legal ou injunção bloqueando a divulgação. Se não há cláusula de notificação prévia e você é forçado a divulgar sem avisar, tecnicamente pode estar violando o acordo, mas a maioria dos tribunais aceita que divulgação por ordem legal não é 'violação' do contrato.

Preciso de um advogado para redigir um Acordo de Confidencialidade?

Um modelo como este fornece estrutura sólida e cobre cláusulas essenciais. Porém, revisão legal é altamente recomendada se: (1) a informação é muito valiosa ou estratégica, (2) envolve múltiplas jurisdições, (3) há possibilidade de conflito significativo, ou (4) as partes têm poder desigual. Um advogado pode customizar o acordo à sua situação específica, ajustar prazos, adicionar cláusulas especiais (ex: restrição de recrutamento, compensação por violação), e certificar que está conforme as leis da sua jurisdição.

Posso usar este modelo para Portugal e Brasil?

Este modelo é neutro e funciona em ambas as jurisdições para estrutura básica. Porém, há diferenças legais importantes: em Portugal, direitos autorais e proteção de segredos comerciais seguem a lei portuguesa (Lei da Propriedade Industrial); no Brasil, seguem a lei brasileira (Lei de Propriedade Industrial, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Recomenda-se revisão legal específica à jurisdição onde o acordo será assinado ou executado.

Devo incluir cláusula de 'danos irreparáveis' no acordo?

Sim, geralmente é benéfico. Uma cláusula de 'danos irreparáveis' diz que violação de confidencialidade causa dano que não pode ser compensado apenas por indenização financeira. Isso permite à empresa prejudicada buscar injunção judicial rápida (ordem para parar a divulgação imediatamente) em vez de esperar por processo completo. Sem essa cláusula, você teria de provar dano financeiro exato, o que é mais lento e difícil. Inclua: 'As partes reconhecem que violação deste Acordo causa danos irreparáveis para os quais indenização financeira não é remédio adequado, justificando injunção judicial.'

Como se compara com alternativas

vs Contrato de parceria comercial

Um Acordo de Confidencialidade protege APENAS a informação compartilhada e o dever de sigilo. Um contrato de parceria comercial define o relacionamento completo: termos de serviço, pagamento, responsabilidades, prazos, etc. Muitos contratos de parceria INCLUEM cláusulas de confidencialidade internas. Use NDA isoladamente quando você está apenas nos estágios iniciais (avaliação, negociação) e ainda não assinou acordo comercial formal. Use contrato de parceria quando a relação é confirmada e ambas as partes têm obrigações operacionais.

vs Termo de confidencialidade de empregado

Um Acordo de Confidencialidade entre empresas (como este modelo) protege informação comercial entre dois negócios. Um termo de confidencialidade de empregado protege informação proprietária entre empresa e funcionário individual. A estrutura é similar (sigilo, exceções, proibição de uso não autorizado), mas o termo de empregado também inclui frequentemente restrições de não-concorrência e cláusulas sobre propriedade intelectual criada durante emprego. Use este modelo para relacionamentos entre empresas; use termo de empregado para contratações de pessoal.

vs Acordo de licenciamento

Um Acordo de Confidencialidade protege informação durante negociação, mas NÃO concede direito de uso. Um Acordo de Licenciamento permite que uma parte USE propriedade intelectual da outra (sob termos específicos, geralmente mediante pagamento). Frequentemente, um NDA é assinado PRIMEIRO para permitir avaliação, e depois, se ambas as partes concordam, um contrato de licenciamento é assinado. O NDA protege a negociação; o licenciamento formaliza o direito de uso.

vs Política de privacidade (LGPD/GDPR)

Um Acordo de Confidencialidade protege segredos comerciais e informação proprietária entre duas empresas. Uma Política de Privacidade (conforme LGPD no Brasil ou GDPR na UE) protege dados pessoais de indivíduos (clientes, funcionários) e como são processados. São documentos diferentes com propósitos diferentes. Se você compartilha dados de clientes com outra empresa, AMBOS os documentos são necessários: o NDA para proteger a relação comercial, e políticas de privacidade conformes para proteger os direitos dos indivíduos cujos dados são processados.

Considerações por setor

Tecnologia e software

Protege algoritmos, código-fonte, especificações técnicas e roadmaps de produto durante parcerias ou procura de investimento.

Farmacêutica e saúde

Protege fórmulas de medicamentos, dados de ensaios clínicos e metodologias de pesquisa em colaborações e licenciamentos.

Manufatura e produção

Protege processos de fabricação, especificações de produto, fornecedores e estratégias de cadeia de suprimentos em negociações comerciais.

Consultoria e serviços profissionais

Protege metodologias proprietárias, estratégias de cliente e know-how exclusivo ao trabalhar com clientes ou parceiros.

Finanças e investimento

Protege dados financeiros, análises de investimento e estratégias de negócio durante due diligence de M&A ou rodadas de financiamento.

Imobiliário e construção

Protege planos de projeto, estimativas de custo, análises de mercado e estratégias comerciais em parcerias ou propostas.

Notas jurisdicionais

No Brasil, segredos comerciais são protegidos pela Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). Acordos de confidencialidade são válidos e aplicáveis, desde que específicos e razoáveis em duração. LGPD (Lei nº 13.709/2018) também aplica se a informação inclui dados pessoais. Certifique-se que o acordo menciona conformidade com LGPD se relevante.

Em Portugal, segredos comerciais são protegidos pelo Código da Propriedade Industrial e lei geral de contratos. Acordos de confidencialidade são reconhecidos e aplicáveis, especialmente entre empresas. Se a informação inclui dados pessoais, RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) aplica. A lei portuguesa permite cláusulas de confidencialidade robustas, incluindo restrições de não-concorrência se razoáveis.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloNegociação simples entre partes de tamanho similar, informação clara e padrão, sem complexidade jurisdicional.Gratuito (modelo) + tempo seu para preenchimento (2–4 horas)1–2 dias para preenchimento e assinatura
Modelo + revisão jurídicaInformação valiosa ou sensível, desejo de customização moderada, ou jurisdições múltiplas; quer segurança sem custo de redação completa.Modelo gratuito + €300–800 para revisão legal (2–4 horas de advogado)3–5 dias (preenchimento próprio + ciclo de revisão com advogado)
Redigido sob medidaInformação muito estratégica, partes com poder desigual, estrutura complexa (ex: múltiplos stakeholders, restrições especiais), ou alto risco de litígio.€1.500–5.000+ para redação completa e bespoke (10–20 horas de advogado)1–2 semanas (reuniões de briefing, redação, revisões iterativas, aprovação)

Glossário

Informação confidencial
Dados, fórmulas, processos, ideias, especificações técnicas ou comerciais que uma parte deseja manter em sigilo e que têm valor comercial.
Beneficiário
A parte que recebe a informação confidencial e se compromete a não revelá-la.
Informante
A parte que divulga ou revela a informação confidencial à outra parte.
Receptor
A parte que recebe informação confidencial sob o acordo; sinónimo de beneficiário.
NDA
Sigla em inglês para Non-Disclosure Agreement; em português, acordo de confidencialidade ou acordo de sigilo.
Divulgação autorizada
Partilha de informação confidencial com diretores, funcionários ou afiliados com consentimento por escrito do informante.
Exceções à confidencialidade
Situações em que informação não é considerada confidencial, como informação já pública ou conhecida antes do acordo.
Revogação
Cancelamento ou término do acordo e das obrigações de confidencialidade entre as partes.
Propriedade intelectual
Criações intelectuais protegidas por lei, incluindo patentes, marcas, direitos de autor e segredos comerciais.
Violação de contrato
Quebra das obrigações estabelecidas no acordo, como revelação não autorizada de informação confidencial.
Afiliado
Empresa ou entidade controlada, controladora ou sob controle comum com a parte do acordo.

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