Acordo de Informação Proprietária e Invenções

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6 páginas25–35 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo de Informação Proprietária e Invenções

Em resumo

O que é
Um acordo contratual que estabelece restrições sobre como um funcionário pode usar, guardar e divulgar informações proprietárias da empresa durante e após o emprego. O documento também clarifica a propriedade de invenções, patentes e criações desenvolvidas pelo funcionário. Disponível em formato Word editável e exportável em PDF.
Quando você precisa
Quando você contrata um novo funcionário que terá acesso a segredos comerciais, processos, fórmulas, clientes ou tecnologias proprietárias. Também é essencial quando o funcionário desenvolverá produtos, inovações ou propriedade intelectual no curso do emprego.
O que contém
O acordo cobre restrições sobre informação proprietária (definição, exceções, confidencialidade), atribuição de invenções (propriedade da empresa), licenças para outras invenções do funcionário, procedimentos de registro de patentes, divulgação de invenções e períodos de restrição pós-término. Inclui espaços para personalizar a duração das restrições e dados da companhia.

O que é um modelo de acordo de informação proprietária e invenções?

Um acordo de informação proprietária e invenções é um contrato que protege os segredos comerciais, processos, fórmulas e tecnologias da sua empresa. Ele estabelece claramente que qualquer informação confidencial que um funcionário acessa — como listas de clientes, métodos de produção, códigos de software, dados financeiros ou estratégias — não pode ser usada, copiada ou revelada durante o emprego ou após a saída. O documento também define que qualquer invenção, inovação, patente ou criação desenvolvida pelo funcionário no curso do trabalho é propriedade exclusiva da empresa, eliminando disputas futuras sobre quem é dono da propriedade intelectual. Está disponível em formato Word editável e totalmente personalizável segundo sua empresa e jurisdição.

Por que você precisa deste documento

Sem um acordo claro sobre confidencialidade e propriedade intelectual, você corre riscos graves: um funcionário sai com acesso total a seus segredos comerciais e pode vender dados de clientes a concorrentes, copiar seu software, ou reivindicar propriedade sobre invenções que desenvolveu usando seus recursos. Você terá dificuldade em provar que a informação era confidencial ou que a invenção lhe pertence, tornando litigação custosa e incerta. Este acordo estabelece, desde o primeiro dia, que as regras são claras — criações são da empresa, segredos permanecem em segredo — protegendo seu investimento em inovação, marca e relacionamentos comerciais. É especialmente crítico em setores de tecnologia, manufatura, consultoria e pesquisa, onde propriedade intelectual é o ativo principal. Além disso, demonstra profissionalismo e prepara a empresa para crescimento futuro, financiamento ou venda, pois investidores verificam se propriedade intelectual está devidamente assegurada.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Funcionário tem acesso limitado a informações, sem responsabilidade por invençõesAcordo Básico de Confidencialidade
Funcionário pode receber compensação por invenções em circunstâncias específicasAcordo com Invenções Compartilhadas
Restrições severas de não-concorrência e não-solicitação após saídaAcordo Pós-Término Reforçado
Freelancer ou consultor com acesso temporário a segredos comerciaisAcordo para Contratado Externo
Empresa reclama 100% de qualquer invenção concebida durante empregoAcordo de Propriedade de PI Exclusiva
Funcionário tem inventário de invenções anteriores não sujeitas ao acordoAcordo com Exclusões Pré-listadas

Erros comuns a evitar

❌ Deixar períodos de restrição em branco ou genéricos, sem especificar duração clara

Por que importa: Juiz pode interpretar a duração como inaplicável ou excessiva, anulando a proteção da cláusula.

Fix: Especifique claramente — exemplo: '2 anos após o término do meu emprego' — e consulte advogado sobre o máximo legal na sua jurisdição.

❌ Não preencher Inventário A antes de assinatura

Por que importa: Funcionário pode depois reivindicar que invenção anterior é sua, causando disputa custosa sobre propriedade.

Fix: Sempre solicite ao funcionário que liste e datar qualquer invenção anterior no anexo; deixe registrado que funcionário confirmou não ter outras.

❌ Usar linguagem vaga como 'informação relacionada ao negócio', sem exemplos específicos

Por que importa: Tribunal pode interpretar cláusula como demasiada ampla ou vagagem, negando proteção.

Fix: Use exemplos concretos da cláusula — 'códigos de computador, dados de clientes, listas de fornecedores' — para demonstrar escopo claro.

❌ Não mencionar que empresa paga custos de registro de patente

Por que importa: Funcionário pode recusar pagar taxas de patente ou banco de marcas, bloqueando proteção de invenções valiosas.

Fix: Escreva claramente que 'Companhia arca com todas as custas de obtenção e manutenção de patentes'.

❌ Não ter funcionário assine originalmente, apenas no digital

Por que importa: Contrato digital pode não ser executável em tribunal, deixando empresa sem proteção.

Fix: Imprima, obtenha assinatura manuscrita com data, e arquivo cópia assinada em seguro de RH.

❌ Omitir cláusula de não-concorrência ou deixá-la muito genérica

Por que importa: Funcionário sai e imediatamente trabalha para concorrente direto, levando clientes e métodos.

Fix: Inclua restrição nomeada — 'não trabalhar para concorrentes que vendem [produto específico]' — com duração clara.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Definição de Informação Proprietária

Em linguagem simples: Estabelece o que é considerado informação confidencial da empresa — segredos comerciais, processos, dados de clientes, estratégias — e quando o funcionário não é obrigado a guardar sigilo (se informação é pública ou foi trazida antes do emprego).

Exemplo de redação
A 'Informação Proprietária' significará toda informação pertencente aos negócios da Companhia a menos que: (i) seja de conhecimento público por meios legais; (ii) foi parte de meu conhecimento geral antes do emprego; ou (iii) foi revelada sem restrição por terceira parte legítima.

Erro comum: Não definir o escopo com clareza, deixando ambiguidade sobre o que é ou não protegido, o que causa disputas futuras.

Restrição em Informações Proprietárias

Em linguagem simples: Obriga o funcionário a não usar, revelar ou guardar em seu poder informação proprietária durante e após o emprego, exceto se necessário para executar suas responsabilidades ou se autorizado por escrito.

Exemplo de redação
Concordo que, durante meu emprego e após, não irei guardar Informação Proprietária da Companhia em meu segredo, nem usarei essa informação nem a revelarei a ninguém, exceto se necessário para ampliar minhas responsabilidades ou se especificamente autorizado por escrito.

Erro comum: Deixar ambiguidade sobre o período pós-término, sem especificar quanto tempo após a saída o dever de confidencialidade persiste.

Atribuição de Invenções

Em linguagem simples: Transfere para a empresa a propriedade total de qualquer invenção, patente ou criação que o funcionário desenvolva durante o emprego, sem necessidade de compensação adicional, exceto se contratado por escrito de forma específica.

Exemplo de redação
Concordo em atribuir à Companhia, sem demais considerações, todo meu direito, título e interesse em todas as Invenções. As Invenções devem ser de propriedade única da Companhia, seja ou não protegida por direitos autorais ou patentes.

Erro comum: Reivindicar propriedade de invenções que o funcionário acredita ter desenvolvido em tempo pessoal, causando litígio custoso sobre propriedade intelectual.

Licença para Outras Invenções

Em linguagem simples: Se o funcionário incorporar uma invenção pessoal sua na propriedade da empresa, a empresa recebe licença não exclusiva, perpétua e livre de direitos para usar essa invenção como parte de seus produtos.

Exemplo de redação
Se eu incorporar em propriedade da Companhia uma invenção que me pertence ou na qual tenho interesse, a Companhia é concedida uma licença não exclusiva, irrevogável e perpétua para fazer, modificar e vender minhas invenções em conexão com suas propriedades.

Erro comum: Não ter cláusula de licença, deixando a empresa sem direito de usar invenções mistas, bloqueando inovação conjunta.

Ajuda com Registro de Patentes

Em linguagem simples: Obriga o funcionário a assistir a empresa na solicitação e manutenção de patentes, direitos autorais e registros de propriedade intelectual, às custas da empresa; se o funcionário não puder assinar documentos, designa a empresa como seu agente legal.

Exemplo de redação
Eu ajudarei a Companhia (à sua custa) em obter e manter patentes, direitos autorais ou outros registros aplicáveis. Se eu não puder assegurar minha assinatura devido a incapacidade, designo irrevogavelmente a Companhia como meu agente e advogado do fato para proceder com patentes e direitos relacionados.

Erro comum: Não estabelecer claramente que a empresa arca com custos de registro, causando conflito sobre quem paga taxas de patentes.

Divulgação de Invenções

Em linguagem simples: Exige que o funcionário divulgue prontamente qualquer invenção, mesmo que duvide ser invenção, com toda informação e documentação, para que a empresa avalie se é protegível.

Exemplo de redação
Aceito em prontamente divulgar à Companhia todas as Invenções. Também concordo em revelar qualquer ideia que conceba ou desenvolva enquanto empregado, junto com toda informação pertencente, para que a Companhia examine em segredo e determine se é uma Invenção sujeita a este Acordo.

Erro comum: Funcionário guardar registros de desenvolvimento de invenção em segredo, perdendo direito de reivindicação posterior.

Período Pós-Término

Em linguagem simples: Define quantos anos após a saída qualquer invenção desenvolvida pelo funcionário presume-se como propriedade da empresa; é parametrizável para refletir duração específica da restrição.

Exemplo de redação
Concordo que qualquer ideia, invenção, patente, direito autoral ou marca registrada concebida, desenvolvida ou prototipada por mim dentro de [NÚMERO] anos após o término do meu emprego na Companhia será presumida como uma Invenção sujeita a este Acordo.

Erro comum: Não especificar período claro, deixando interpretação aberta; períodos excessivos podem ser considerados ilegais em algumas jurisdições.

Interferência com Negócios

Em linguagem simples: Restringe o funcionário de desviar clientes, fornecedores ou recrutar outros funcionários durante emprego e por período determinado após saída, protegendo a relação com parceiros de negócio.

Exemplo de redação
Concordo que durante meu emprego e por [NÚMERO] anos após, não irei: (i) desviar ou tentar desviar da Companhia qualquer negócio de qualquer tipo, incluindo solicitação de fornecedores ou consumidores; ou (ii) recrutar ou encorajar qualquer pessoa empregada pela Companhia a sair do seu emprego.

Erro comum: Deixar esta cláusula muito vaga ou sem duração, permitindo que ex-funcionário imediatamente recrute equipe e clientes.

Inventário A — Invenções Excluídas

Em linguagem simples: Anexo que lista invenções ou idéias anteriores ao emprego que o funcionário desenvolveu antes e que não estão sujeitas a atribuição à empresa, protegendo direitos anteriores.

Exemplo de redação
Exceto como revelado no Inventário A deste Acordo, eu não conheço nada sobre os negócios da Companhia ou Informações Proprietárias daquelas informações que eu descobri da Companhia no curso da minha contratação.

Erro comum: Não preencher inventário na assinatura, permitindo que empresa reclame depois invenções que o funcionário trouxe de emprego anterior.

Informação de Terceiros

Em linguagem simples: Reconhece que a empresa recebe informação confidencial de clientes, parceiros ou fornecedores, e o funcionário deve manter essa informação em sigilo de acordo com os termos da empresa com terceiros.

Exemplo de redação
Reconheço que a Companhia recebeu e irá receber informações confidenciais de terceiros. Não revelarei tais informações a ninguém, exceto se necessária para completar meu trabalho para a Companhia, consistente com o acordo da Companhia com tal terceira parte.

Erro comum: Não alertar funcionário que informação de clientes tem suas próprias restrições, causando vazamento involuntário.

Como preencher

  1. 1

    Preenchimento de dados da companhia

    Insira o nome legal completo da sua empresa onde indicado [NOME DA SUA COMPANHIA]. Verifique se o nome corresponde ao registro comercial ou contrato de trabalho.

    💡 Use o nome registrado na câmara de comércio, não um apelido informal.

  2. 2

    Especificação de períodos pós-término

    Substitua [NÚMERO] pelos anos que deseja manter restrições após o funcionário sair. Tipicamente 1 a 3 anos para confidencialidade e não-concorrência.

    💡 Períodos muito longos (> 5 anos) podem ser considerados ilegais em algumas jurisdições; consulte um advogado local.

  3. 3

    Preenchimento do Inventário A

    Solicite ao funcionário que liste todas as invenções ou projetos anteriores ao emprego que ele trouxe e deseja excluir desta cláusula. Deixe em branco se não houver.

    💡 Peça que funcionário seja específico — nome do projeto, data de concepção, descrição resumida — para evitar disputas depois.

  4. 4

    Inclusão de jurisdição

    Substitua [PAÍS] pela jurisdição aplicável (Brasil ou Portugal). Confirme que as leis locais permitem o tipo de acordo que você está usando.

    💡 Leis de propriedade intelectual diferem entre Brasil e Portugal; a cláusula é genérica, mas revise com advogado local.

  5. 5

    Revisão com advogado

    Envie o documento preenchido para revisão jurídica antes de apresentar ao funcionário. Um advogado de trabalho pode ajustar períodos, escopos e linguagem conforme exigências locais.

    💡 Revisão custa menos que litigio futuro sobre propriedade intelectual.

  6. 6

    Assinatura e arquivo

    Imprima duas cópias, faça assinatura do funcionário e represente em frente a testemunha se necessário. Arquivo uma cópia para registros de RH e forneça ao funcionário cópia assinada.

    💡 Não armazene apenas versão digital — mantenha original assinado em arquivo seguro por mínimo 10 anos.

Perguntas frequentes

Um acordo de confidencialidade é vinculativo em Brasil e Portugal?

Sim, ambos os países reconhecem legalmente acordos de confidencialidade e propriedade intelectual entre funcionário e empresa, desde que redigidos com clareza e moderação. No Brasil, cabe na lei de direito de trabalho e propriedade industrial. Em Portugal, é regulado pelo Código do Trabalho e lei de propriedade intelectual. Períodos muito longos (> 3-5 anos) ou escopos irrazoavelmente amplos podem ser contestados em tribunal. Recomenda-se revisão jurídica local antes de usar o contrato.

Preciso de uma invenção ter sido registrada como patente para ser propriedade da empresa?

Não. Mesmo ideias não registradas como patente são propriedade da empresa se cobertas pelo acordo e concebidas durante emprego. A patente é proteção adicional — documenta e registra a invenção — mas propriedade começa no momento de concepção. Porém, é altamente recomendado registrar invenções valiosas como patente ou direito autoral para ter prova legal de propriedade e data de criação. O acordo já inclui cláusula que obriga o funcionário a ajudar no registro.

O que fazer se um funcionário recusa assinar este acordo?

Se o acordo é parte do contrato de emprego, você pode condicionar emprego à assinatura. Se o funcionário recusa e já trabalha para você, o acordo pode não ser válido. A melhor abordagem é apresentar o acordo no momento de contratação, explicar sua importância para proteção de negócio, e dar tempo razoável para revisão (ou consulta legal). Se ainda recusa, você não pode forçar assinatura retroativamente, mas pode revogar acesso a informação proprietária. Para funcionários existentes, consulte advogado sobre opções legais.

Quanto tempo devo manter restrições pós-término — 1, 2 ou 3 anos?

Depende da natureza do negócio e quanto tempo a informação mantém valor competitivo. Para software ou pesquisa, 2-3 anos é padrão. Para consultoria ou estratégia, 1-2 anos é típico. Períodos superiores a 3-5 anos frequentemente são considerados excessivos e inaplicáveis em tribunal. Quanto maior a restrição, maior o risco de juiz a considerar injusta. Verifique legislação local; em algumas jurisdições há limite legal. Aconselha-se ser moderado — proteger o que realmente importa por período razoável.

Se um funcionário trabalhou em invenção em seu tempo livre, usando seu próprio computador, ainda é propriedade da empresa?

Depende. O acordo contém uma cláusula que exclui invenções desenvolvidas completamente em tempo livre, usando equipamento pessoal, exceto se relacionadas a pesquisa ou desenvolvimento anterior da empresa. Na prática, se o funcionário criou algo totalmente fora do contexto do trabalho, com ferramentas pessoais, e não relacionado à área de negócio, é mais provável que seja propriedade dele. Porém, se criou em seu computador mas usando processos, ideias ou informação que aprendeu no trabalho, será mais difícil reivindicar. Trata-se de disputa factual — mantenha registros claros, e consulte advogado se necessário.

Este acordo cobre funcionários contratados ou freelancers?

Este modelo é primariamente para funcionários em relação permanente de emprego. Para contratados externos ou freelancers, recomenda-se usar contrato de prestação de serviços separado com cláusulas de confidencialidade e propriedade intelectual adaptadas. A duração da restrição pós-término e escopo de invenções deve ser menor, pois a relação é temporária. Consulte advogado para redação específica para contratados, pois regras trabalhistas não se aplicam da mesma forma.

Posso forçar funcionário a respeitar período pós-término de 5 anos?

Legalmente, é arriscado. A maioria das jurisdições — Brasil e Portugal inclusos — considera períodos acima de 3 anos potencialmente excessivos e inaplicáveis, especialmente se não há compensação específica. Além disso, forçar um funcionário a não trabalhar em sua área por 5 anos pode violar direitos trabalhistas. O melhor é manter restrição moderada (1-3 anos) e clara, focada em informação e clientes realmente confidenciais. Se a invenção é extremamente valiosa, negocie compensação adicional para período maior.

Preciso revisar este modelo com advogado antes de usar?

Sim, recomenda-se fortemente. Leis de trabalho, confidencialidade e propriedade intelectual variam entre Brasil, Portugal e até estados/regiões. Um advogado local pode: (a) confirmar que cláusulas são válidas na sua jurisdição, (b) ajustar períodos e escopo conforme o máximo legal, (c) inserir disposições específicas do seu estado ou país, (d) alinhar com contrato de trabalho existente. Custo de revisão é tipicamente baixo e protege você de acordos inaplicáveis. Para startups e empresas com IP valiosa, essa revisão é investimento essencial.

Como se compara com alternativas

vs Contrato de Trabalho Padrão

Um contrato de trabalho estabelece relação de emprego, salário, horário e responsabilidades. Este acordo de confidencialidade é complemento específico que detalha proteção de informação e propriedade de invenções. Ambos devem coexistir — o contrato é geral, este é especializado. Use contrato de trabalho para direitos e deveres básicos; use este acordo quando funcionário acessa segredos comerciais ou desenvolve propriedade intelectual.

vs NDA (Non-Disclosure Agreement) Simples

Um NDA simples cobre apenas confidencialidade — funcionário promete não revelar informação. Este acordo é mais amplo: cobre confidencialidade, atribuição de invenções, patentes, não-concorrência e restrições pós-término. Se seu funcionário também cria propriedade intelectual, este acordo é mais apropriado. Use NDA simples para terceiros (consultores, visitantes); use este para funcionário que trabalha em desenvolvimento de produto.

vs Acordo de Non-Compete Isolado

Um acordo de não-concorrência cobre apenas restrição de trabalhar para concorrente após saída. Este acordo cobre também confidencialidade, invenções e proteção de clientes. Non-compete isolado é muito restritivo e frequentemente contestado. Este modelo balanceia múltiplas proteções — confidencialidade, propriedade intelectual, não-concorrência — em um pacote coerente, aumentando executoriedade.

vs Política de Propriedade Intelectual (documento interno)

Uma política interna de PI é um documento educativo que explica à empresa como ela trata invenções, segredos e direitos autorais. Este acordo é contrato vinculante entre funcionário e empresa que cria obrigação legal. Política é comunicação; contrato é lei. Ambos complementam-se — use política para educar todos sobre expectativas, use contrato com funcionários-chave ou em áreas sensíveis.

Considerações por setor

Tecnologia e software

Protege código-fonte, arquitetura de sistema, algoritmos e roadmap de produto contra cópia por funcionários que saem.

Manufatura e engenharia

Resguarda fórmulas, processos de produção, desenhos técnicos e melhorias de eficiência que conferem vantagem competitiva.

Consultoria e serviços profissionais

Salvaguarda metodologias, análises de cliente, estudos de mercado e estratégias proprietárias que diferem a consultoria.

Pesquisa e desenvolvimento

Garante propriedade de descobertas, protótipos, testes e inovações desenvolvidas durante pesquisa corporativa.

Pharmaceuticals e biotech

Protege fórmulas de medicamentos, métodos de síntese, dados clínicos e descobertas de pesquisa com vida comercial longa.

Varejo e e-commerce

Salvaguarda listas de fornecedores, estratégias de precificação, dados de clientes e modelos de negócio proprietário.

Notas jurisdicionais

No Brasil, acordos de confidencialidade e invenção são regidos pela Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.610/98, Lei 9.279/96) e pela CLT. Períodos de restrição pós-término devem ser razoáveis (tipicamente até 3 anos); restrições excessivas podem ser anuladas. Revise com advogado para conformidade com jurisprudência local.

Em Portugal, o Código do Trabalho e a Lei da Propriedade Intelectual (Lei 63/85) regulam confidencialidade e propriedade de invenções. Restrições devem ser proporcionais e justificadas; períodos muito longos podem ser contestados. A legislação portuguesa favorece moderação; aconselha-se revisar com advogado português antes de implementar.

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Glossário

Informação proprietária
Qualquer informação sobre negócio, tecnologia, clientes, custos ou estratégia que não é conhecimento público e pertence à empresa; inclui processos, códigos, fórmulas e planos.
Invenção
Ideia, processo, tecnologia, desenho, fórmula, patente ou marca registrada desenvolvida pelo funcionário, sozinho ou com outros, durante o emprego.
Confidencialidade
Obrigação legal de manter informação em segredo e não divulgar a terceiros sem autorização.
Atribuição
Transferência de propriedade e direitos de uma invenção do funcionário para a empresa.
Segredo comercial
Informação que confere vantagem competitiva e é mantida em sigilo pela empresa.
Licença perpétua
Direito permanente, não exclusivo, de usar uma invenção do funcionário sem limite de tempo.
Não-concorrência
Restrição que proíbe o funcionário de trabalhar com concorrentes diretos por período determinado após saída.
Invenção excluída
Criação do funcionário desenvolvida antes do emprego ou fora do escopo corporativo, listada no inventário anexo.
Direito autoral
Proteção legal automática de obras originais (textos, software, designs) sem necessidade de registro.
Patente
Proteção governamental que concede direito exclusivo de fazer, vender e licenciar uma invenção por período limitado.

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