Acordo de Distribuição e Licença de OEM

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21 páginas35–45 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
Saiba mais ↓
LivreAcordo de Distribuição e Licença de OEM

Em resumo

O que é
Um acordo bilateral que define os direitos e deveres de um fabricante (primeira parte) e um distribuidor OEM (segunda parte) na comercialização e distribuição de produtos licenciados. O documento está disponível em formato Word editável e pode ser exportado em PDF. Estabelece os termos para distribuição de software, hardware, documentação técnica e suporte aos utilizadores finais.
Quando você precisa
Quando seu negócio fabrica tecnologia (hardware ou software) e deseja estabelecer uma relação formal com um distribuidor OEM que integra seus produtos nos seus próprios equipamentos. Use este modelo quando ambas as partes necessitam de proteção legal clara quanto a licenças, exclusividade, propriedade intelectual e distribuição territorial.
O que contém
O acordo inclui definições comerciais (OEM, NAS, RAID, produtos portados e fabricados), termos de nomeação e licença, direitos de distribuição, documentação de utilizador final, e condições para modificação ou descontinuação de produtos. Contempla tanto software portado quanto não-portado, licenças de código objeto, e direitos de localização de documentação.

O que é um modelo de acordo de distribuição e licença de OEM?

Um acordo de distribuição e licença de OEM é um contrato bilateral que formaliza a relação entre um fabricante (ou proprietário de software) e um distribuidor que integra produtos licenciados nos seus próprios equipamentos finais. O modelo está disponível em formato Word editável, permitindo preenchimento rápido de placeholders com dados da sua empresa, e pode ser exportado em PDF para assinatura. Este documento protege ambas as partes ao definir explicitamente quais materiais (software de sistema operacional, design de hardware, firmware, documentação técnica) podem ser usados, como podem ser modificados ou distribuídos, e sob que condições — diferentemente de uma simples revenda onde produtos são vendidos "como estão".

Por que você precisa deste documento

Sem um acordo de distribuição e licença de OEM claro, corre o risco de desentendimentos custosos sobre propriedade intelectual. Por exemplo, se o distribuidor não sabe que código-fonte é proibido, pode tentar compartilhá-lo com engenheiros internos ou parceiros, violando direitos do fabricante e criando litígios de propriedade intelectual que custam dezenas de milhares de euros para resolver. Também, sem termos formais sobre períodos de transição quando um produto é descontinuado, o distribuidor pode ficar preso a inventário não-vendável ou canais de distribuição obsoletos. Este modelo assegura que ambas as partes entendem direitos de licenciamento, limites de distribuição (exclusivo ou não-exclusivo), quais componentes podem ser integrados, e como documentação técnica é localizada e suportada. Implementar um acordo OEM robusto antes de iniciar distribuição reduz riscos legais e facilita operações escaláveis com múltiplos distribuidores ou regiões.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando deseja garantir ao distribuidor direitos exclusivos numa regiãoAcordo com exclusividade territorial
Quando múltiplos distribuidores vendem o mesmo produto em sobreposiçãoAcordo sem exclusividade
Quando o fabricante reserva direito de retirar produtos do mercadoAcordo com cláusula de descontinuação de produto
Quando as partes partilham custos de tradução e adaptação localAcordo com regime de localização de documentação
Quando o distribuidor necessita acesso condicional a código-fonteAcordo com direitos de código-fonte limitado
Quando usa sistema operacional proprietário sem porte para outra plataformaAcordo com software não-portado (arquitecturas nativas)

Erros comuns a evitar

❌ Assumir que a licença é exclusiva

Por que importa: O modelo é explicitamente não-exclusivo — o fabricante pode licenciar para múltiplos distribuidores, criando concorrência direta.

Fix: Se exclusividade é crítica, negocie explicitamente e insira cláusula clara no Anexo D antes de assinar.

❌ Não especificar quais produtos estão incluídos

Por que importa: Ambiguidade sobre [DESCREVER] e [ESPECIFICAR] causa conflitos sobre o que pode ser fabricado ou distribuído.

Fix: Substitua todos os [ESPECIFICAR] por nomes técnicos exatos, versões e números de modelo dos produtos abrangidos.

❌ Ignorar requisitos de documentação de utilizador final

Por que importa: Sem documentação adequada, utilizadores finais não conseguem usar o produto, gerando retornos, litígios e danos à reputação.

Fix: Confirme que primeira parte fornece documentação completa e acordar em qual idioma(s), formato e calendário.

❌ Não definir processo de mudança ou descontinuação

Por que importa: Sem período de transição, distribuidor fica preso a inventário e canais de vendas sem aviso prévio.

Fix: Especifique claramente períodos de notificação (ex: 12 meses) e disponibilidade contínua (ex: 24 meses) para produtos descontinuados.

❌ Transferir direitos a terceiros sem permissão

Por que importa: Acordo é explicitamente intransferível — tentar reatribuir direitos a afiliada não-prevista viola o contrato.

Fix: Identifique antecipadamente todas as afiliadas, integradoras e revendedoras que participarão, e inclua-as na Seção 3.1.

❌ Distribuir código-fonte sem autorização

Por que importa: Contrato proíbe explicitamente acesso a código-fonte — compartilhar com engenheiros internos, contratados ou parceiros é violação de propriedade intelectual.

Fix: Se código-fonte é necessário, negocie aditamento escrito que defina acesso, uso, confidencialidade e restrições de porte antes de receber.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Nomeação e Licença (Seção 3.1)

Em linguagem simples: A primeira parte nomeia a segunda parte como distribuidor não-exclusivo de produtos OEM e concede licença para comercializar e distribuir apenas em formato de código objeto.

Exemplo de redação
A Primeira Parte por meio deste nomeia a Segunda Parte para o prazo deste Acordo como um distribuidor não-exclusivo a nível mundial dos Produtos OEM diretamente aos Utilizadores Finais e através das afiliadas integradoras de sistemas da Segunda Parte, distribuidores e revendas de valor adicionado.

Erro comum: Assumir que a licença é exclusiva ou transferível — o modelo é explicitamente não-exclusivo e intransferível sem consentimento escrito.

Restrição de código-fonte (Seção 3.1)

Em linguagem simples: O distribuidor não tem direito de receber código-fonte, documentação de design ou materiais similares relacionados aos produtos OEM.

Exemplo de redação
Nem a [Segunda Parte] nem qualquer de seus Utilizadores Finais têm o direito de receber qualquer código-fonte, fonte de informação ou documentação ou materiais similares relacionados aos Produtos OEM.

Erro comum: Não documentar claramente que código-fonte não é fornecido — isto pode gerar expectativas incorretas do distribuidor.

Direito de modificação e descontinuação (Seção 3.3)

Em linguagem simples: A primeira parte pode fazer mudanças significativas ou suspender produtos com notificação prévia de [NÚMERO] meses, mas deve continuar vendendo produtos descontinuados por pelo menos [NÚMERO] dias.

Exemplo de redação
A Primeira Parte tem o direito, mediante notificação prévia por escrito de [NÚMERO] meses para a Segunda Parte, a fazer mudanças ou modificações significativas ou suspender qualquer Produto OEM; previsto que a Primeira Parte concorda em continuar a vender ou licenciar por um período de não menos que [NÚMERO] dias após tal interrupção.

Erro comum: Omitir período de transição — isto deixa o distribuidor sem tempo para esgotar inventário ou redirecionar negócio.

Documentação de utilizador final (Seção 4.1)

Em linguagem simples: A primeira parte fornece documentação padrão ou localizada em formato eletrônico, e o distribuidor pode reproduzir, modificar e distribuir versões derivadas apenas com os produtos licenciados.

Exemplo de redação
A Primeira Parte concorda em fornecer à Segunda Parte a documentação de utilizador final padrão ou localizada da Primeira Parte para os Produtos OEM em formato eletrônico mutuamente aceitável.

Erro comum: Distribuir documentação fora do contexto dos produtos licenciados — contrato permite apenas distribuição com produtos finais.

Partilha de custos de localização (Seção 4.3)

Em linguagem simples: As partes discutem e acordam custos de tradução e adaptação local de documentação numa base caso a caso.

Exemplo de redação
As partes concordam em discutir a partilha dos custos para a localização da Documentação em uma base caso a caso.

Erro comum: Assumir que toda a localização é responsabilidade da primeira parte — o acordo permite negociação caso a caso.

Definição de produtos portados vs. não-portados (Secção 2)

Em linguagem simples: Produtos portados usam sistema operacional adaptado da primeira parte; produtos não-portados usam design de hardware existente sem porte técnico necessário.

Exemplo de redação
Produtos Fabricados Licenciados significam os produtos da Segunda Parte incorporando os Materiais Licenciados de Software Não-Portado e os Materiais de Hardware Licenciados.

Erro comum: Não distinguir entre produtos que requerem engenharia de porte versus produtos de integração pura — isto afeta esforço de desenvolvimento e termos.

Âmbito de aplicação do software NFS (Seção 2)

Em linguagem simples: Software de protocolo NFS (Network File System) fornecido pela primeira parte permite servir arquivos remotamente aos utilizadores finais.

Exemplo de redação
Software NFS significa o Software da Primeira Parte que permite servir arquivos via protocolo NFS (Network File System).

Erro comum: Implementar protocolos de acesso diferentes sem confirmação — contrato especifica NFS, CIFS e outras interfaces, não criar variantes não-documentadas.

Direitos de afiliadas e revendedores (Seção 3.1)

Em linguagem simples: O distribuidor pode vender através de suas próprias afiliadas, integradoras de sistemas, distribuidoras e revendedoras de valor adicionado sob os mesmos termos.

Exemplo de redação
Nomeação como um distribuidor não-exclusivo a nível mundial dos Produtos OEM diretamente aos Utilizadores Finais e através das afiliadas integradoras de sistemas da Segunda Parte, distribuidores, revendas de valor adicionado e revendas.

Erro comum: Permitir revendedores sem cadeias de responsabilidade claras — recomenda-se exigir acordos de revendedor que incorporem termos deste acordo.

Anexo D — Exclusividade (referência)

Em linguagem simples: Anexo D, Seção b contém disposições especiais sobre exclusividade territorial que podem ser alteradas ou removidas para produtos específicos.

Exemplo de redação
Previsto que todas as disposições de exclusividade sob o Anexo D, Seção b não deverão ser aplicar a [NOME DO PRODUTO].

Erro comum: Não consultar Anexo D antes de assinar — cláusulas de exclusividade têm impacto significativo em direitos de distribuição de ambas as partes.

Como preencher

  1. 1

    Preencha os dados de identificação das partes

    Na cláusula introdutória, insira o nome legal, forma jurídica, jurisdição de constituição e endereço completo de ambas as empresas. Confirme que estão autorizadas a assinar.

    💡 Use o mesmo nome legal que aparece nos registros comerciais e documentos legais anteriores.

  2. 2

    Defina os produtos e tecnologia abrangidos

    Preencha [DESCREVER] em cada referência aos produtos de hardware, software ou sistema operacional. Inclua números de modelo, versões de software e especificações técnicas relevantes.

    💡 Seja específico — 'sistema de armazenamento' é vago; 'sistema NAS de 4 baias com RAID-5 e interface Gigabit Ethernet' é claro.

  3. 3

    Especifique períodos de notificação e transição

    Substitua [NÚMERO] de meses para notificação prévia de mudanças/descontinuação e [NÚMERO] de dias para período mínimo de disponibilidade após descontinuação.

    💡 Períodos típicos: 6-12 meses de notificação prévia, 12-24 meses de disponibilidade contínua após descontinuação.

  4. 4

    Customize anexos (D, E, e outros)

    Anexo D contém disposições de exclusividade territorial. Anexo E contém especificações de embalagem. Crie ou adapte estes anexos conforme acordado pelas partes.

    💡 Se não há exclusividade, indique 'Anexo D não aplicável — todas as licenças são não-exclusivas'.

  5. 5

    Revise cláusulas de modificação de engenharia

    Consulte e customize o Anexo [ESPECIFICAR] sobre mudanças/modificações de engenharia (como componentes de terceiros, atualizações de firmware, etc.).

    💡 Isto é crítico — define como produtos podem evoluir durante o contrato.

  6. 6

    Acorde localização de documentação

    Seção 4.3 requer negociação caso a caso sobre custos de tradução. Defina claramente quem paga ou como custos são partilhados.

    💡 Se documentação deve estar disponível em português, especifique se primeira ou segunda parte cobre custos de tradução.

  7. 7

    Inclua data efetiva e termos adicionais

    Preencha a data efetiva (geralmente assinatura). Adicione termos de rescisão, confidencialidade, indemnização e lei aplicável conforme recomendado por advogado.

    💡 Este modelo abrange distribuição/licença — complementar com cláusulas de confidencialidade, responsabilidade, garantias e resolução de conflitos.

  8. 8

    Obtenha revisão jurídica antes de assinatura

    Um advogado especializado em propriedade intelectual e contratos comerciais deve revisar, especialmente para proteger propriedade intelectual e minimizar responsabilidade.

    💡 Custo típico: 1500–3000 EUR. Custo de disputa futura: potencialmente 10-100× superior.

Perguntas frequentes

O que é um acordo de distribuição e licença de OEM?

É um contrato bilateral entre um fabricante (ou editor de software) e um distribuidor que integra produtos licenciados nos seus próprios equipamentos finais, frequentemente sob a marca própria do distribuidor. Define direitos de licenciamento (ex: código objeto vs. código-fonte), limite de distribuição (exclusivo ou não-exclusivo), processamento de software (porte técnico ou integração pura), e termos de suporte. Diferencia-se de um acordo de revenda porque o distribuidor OEM modifica ou integra significativamente o produto antes de o vender ao utilizador final.

Posso transferir direitos de distribuição para uma afiliada ou sócio?

Não, sem consentimento escrito da primeira parte. O contrato especifica que a licença é intransferível. Contudo, pode vender através de suas próprias afiliadas, integradoras de sistemas ou revendedores de valor adicionado, desde que estejam identificados ou autorizados na Seção 3.1. Se deseja transferir para nova entidade jurídica (ex: fusão, reorganização), solicite aditamento escrito assinado pelas duas partes.

Posso modificar o software ou hardware licenciados?

Depende do tipo de software. Para software portado, a primeira parte realiza a adaptação para suas plataformas — você (segunda parte) integra mas não adapta. Para software não-portado (versão nativa), você integra conforme desenho existente. Para documentação, pode criar "trabalhos derivados" (traduções, adaptações) e distribuir apenas com seus produtos. Para hardware, pode adicionar seus próprios componentes (disco, memória, placas NIC conforme Seção 1.ii) mas não modificar design proprietário da primeira parte sem autorização. Qualquer modificação significativa requer aprovação escrita.

Tenho direito a código-fonte?

Não, a menos que seja concedido em aditamento separado. O contrato especifica explicitamente que nem você nem seus utilizadores finais têm direito a código-fonte, fonte de informação técnica ou documentação de design relacionada aos produtos. Acesso a código-fonte requer negociação separada com possíveis termos de confidencialidade, direitos de porte limitados e restrições de uso — isto não está incluído neste modelo base.

O que acontece quando um produto é descontinuado?

A primeira parte pode descontinuar um produto com [NÚMERO] meses de notificação prévia (típico: 6-12 meses). Contudo, é obrigada a continuar vendendo/licenciando o produto descontinuado por pelo menos [NÚMERO] dias adicionais após a data de descontinuação (típico: 12-24 meses). Isto permite que você esgote inventário existente, complete encomendas de utilizadores finais e transite para produtos substitutos. Períodos exatos devem ser especificados antes de assinar.

Como são custeadas traduções de documentação?

O contrato estipula que as partes "concordam em discutir a partilha dos custos para a localização da Documentação em uma base caso a caso". Isto significa não existe formula padrão — deve negociar-se para cada idioma/região. Opções típicas: (1) Primeira parte cobre 100%, (2) Segunda parte cobre 100%, (3) Partilha proporcional (ex: 50/50). Recomenda-se acordar isto antes de assinar ou em aditamento claro.

Devo ter cláusulas adicionais de confidencialidade, garantias ou responsabilidade?

Sim. Este modelo abrange termos de distribuição e licença, mas não inclui cláusulas padrão de confidencialidade, garantias de produto, limitação de responsabilidade, indemnização ou resolução de conflitos. Um advogado especializado em propriedade intelectual deve adicionar: (1) Obrigações de confidencialidade bilateral, (2) Garantias de produto (ex: produtos funcionam conforme especificações), (3) Limitação de responsabilidade por danos indiretos, (4) Cláusulas de indemnização mútua, (5) Lei aplicável e tribunal competente. Isto reduz litígios futuros.

Posso adicionar novos produtos ao acordo durante o seu termo?

O contrato não aborda isto explicitamente. Recomenda-se incluir cláusula como: "Novos produtos podem ser adicionados mediante aditamento escrito assinado pelas partes." Isto permite flexibilidade enquanto mantém documentação clara. Aditamentos devem especificar claramente qual é o novo produto, a que definições/cláusulas se aplica, e qualquer variação de termos (ex: exclusividade, suporte, documentação).

Que informações devo incluir no Anexo E (embalagem)?

Anexo E deve documentar especificações físicas de embalagem aprovadas: dimensões de caixa, layout de componentes (onde código-fonte é proibido, onde sua marca aparece), instruções de advertência legais, certificações de conformidade regulatória, e guias de instalação rápida do utilizador. Isto assegura uniformidade entre todos os produtos OEM distribuídos e evita revisões inesperadas em volume de produção. Trabalhe com equipa de design da primeira parte para gerar especificações antes de assinatura.

Como se compara com alternativas

vs Acordo de revenda simples

Um acordo de revenda permite ao revendedor vender produtos "como estão" do fabricante, talvez com pequenas personalizações (ex: pacotes de software pré-instalado, marca de valor adicionado). Um acordo de distribuição e licença de OEM permite ao distribuidor integrar materiais proprietários (software, design de hardware, firmware) nos seus próprios produtos finais, frequentemente sob marca própria. O acordo OEM é mais complexo porque restringe acesso a código-fonte, define portabilidade de software, controla documentação, e protege propriedade intelectual do fabricante em produtos do distribuidor. Use revenda para produtos acabados; use OEM quando há integração técnica profunda.

vs Acordo de parceria tecnológica

Uma parceria tecnológica é frequentemente mais ampla e menos específica — cobre colaboração em desenvolvimento, compartilhamento de receita, ou co-marketing de soluções conjuntas. Um acordo de distribuição e licença de OEM é focado e transacional — define explicitamente quem licencia o quê, em qual formato (código objeto vs. código-fonte), para qual propósito (distribuição vs. desenvolvimento interno), com que restrições (não-exclusivo, territorial, temporal). Use parceria para colaboração estratégica de longo prazo; use acordo OEM para relacionamento cliente-fornecedor de distribuição claro.

vs Acordo de código-fonte aberto (OSS)

Acordos de OSS (ex: GPL, MIT, Apache) concedem direito irrestrito de usar, modificar, redistribuir e aceder a código-fonte, frequentemente sem custo ou royalties. Um acordo de distribuição e licença de OEM é proprietário e restritivo — proíbe acesso a código-fonte, limita modificação, restringe redistribuição, e impõe royalties ou condições comerciais. Use OSS para comunidades abertas e inovação distribuída; use acordo OEM para proteção de propriedade intelectual e modelo comercial controlado.

vs Acordo de licença de software SaaS

Um acordo de SaaS (Software as a Service) permite ao cliente acessar software via subscrição em nuvem, sem propriedade ou download. Um acordo de distribuição e licença de OEM permite ao distribuidor incorporar software no seu próprio hardware/produto e vender como entidade única. O acordo OEM requer distribuição física ou entrega em máquina do cliente; o SaaS é serviço remoto. Use SaaS para modelos de subscrição e software multitenancy; use acordo OEM quando software é empacotado com hardware específico."

Considerações por setor

Tecnologia de armazenamento e redes

Distribuidores de sistemas NAS, RAID e armazenamento em rede precisam licenciar software de gerenciamento de dados de fabricantes especializados e integrar em suas plataformas de hardware.

Telecomunicações e data centers

Operadores de data center e provedores de telecomunicações licenciam software de rede e sistemas operacionais proprietários para integrar em equipamentos de telecomunicações de marca própria.

Fabricação e automação industrial

Fabricantes de controladores industriais (PLCs), equipamentos de manufatura e robótica licenciam sistemas operacionais de tempo real e firmware de especialistas em automação.

Computação periférica e IoT

Fabricantes de dispositivos IoT, gateways e computadores periféricos licenciam sistemas operacionais compactos e middleware de comunicação para integração em seus produtos.

Impressoras e equipamentos de escritório

Fabricantes de impressoras, copiadoras e equipamentos multifuncionais licenciam software de gestão de documentos e firmware de fornecedores de processamento de imagem.

Saúde e dispositivos médicos

Fabricantes de equipamentos médicos (ex: sistemas de imagiologia, monitores de paciente) licenciam software de processamento de imagem e sistemas operacionais certificados de terceiros para integração regulada.

Notas jurisdicionais

No Brasil, o acordo OEM está sujeito ao Código Civil (propriedade intelectual, obrigações contratuais) e à Lei de Software (Lei 9.609/1998), que protege código-fonte e direitos autorais. Recomenda-se incluir cláusula de lei brasileira aplicável e jurisdiction em tribunal federal ou arbitragem conforme preferência. Cuidado com impostos de importação/exportação de software e conformidade fiscal com SEFAZ se produto integrado é taxado localmente.

Em Portugal, o acordo é regulado pelo Código Civil Português, Código da Propriedade Industrial (propriedade intelectual), e Lei do Direito de Autor (Lei 63/85). Recomenda-se indicar lei portuguesa aplicável. Arbitragem em Lisboa ou julgamento em tribunal de primeira instância é comum. Confirme conformidade com RGPD se documentação inclui dados pessoais de utilizadores finais.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloAcordo simples, não-exclusivo, entre partes em mesma jurisdição com produtos bem-definidos e sem requisitos regulatórios complexos.Gratuito (download do modelo)2–4 horas para preencher placeholders e adaptar termos de base.
Modelo + revisão jurídicaAcordo com customizações moderadas (exclusividade territorial, períodos específicos, documentação localizada) onde advogado valida cláusulas críticas.Modelo gratuito + revisão jurídica €1500–3000 (4–8 horas de consultoria)6–10 horas total (2–4 sua; 4–6 advogado)
Redigido sob medidaAcordo complexo com exclusividade global, múltiplas jurisdições, garantias de produto, responsabilidade diferenciada, ou produto altamente regulado (ex: saúde, telecomunicações).Customização jurídica completa €4000–15000+ (20–50 horas ou mais se múltiplas revistas)4–12 semanas de negociação, redação e revisão iterativa.

Glossário

OEM
Original Equipment Manufacturer — fabricante que integra produtos licenciados nos seus próprios equipamentos e os vende sob a sua marca.
Software portado
Sistema operacional ou software da primeira parte adaptado para funcionar nas plataformas de hardware fabricadas pela segunda parte.
Software não-portado
Sistema operacional ou software em versão nativa, sem necessidade de adaptação para a plataforma do distribuidor.
NAS
Network Attached Storage — dispositivo de armazenamento conectado à rede que executa sistema operacional especializado em tempo real.
RAID
Redundant Array of Independent Disk — tecnologia de proteção de dados e armazenamento que distribui dados em múltiplos discos.
Materiais Licenciados
Design de hardware, sistema operacional, software e firmware proprietários da primeira parte que são cedidos ao distribuidor sob licença.
Utilizador Final
Cliente que adquire e usa o produto final incorporando os materiais licenciados (não é o distribuidor ou integrador).
Trabalhos derivados
Modificações, traduções ou adaptações de documentação técnica criadas pelo distribuidor a partir da documentação original da primeira parte.
Código objeto
Versão compilada e executável do software, sem acesso ao código-fonte original.
Integrador de sistemas
Empresa que incorpora produtos de múltiplos fornecedores nos seus próprios equipamentos finais.
Revenda de valor adicionado
Revendedor que adiciona seus próprios serviços, suporte ou funcionalidades aos produtos antes de vender ao utilizador final.
Exclusividade territorial
Direito exclusivo concedido ao distribuidor de vender produtos licenciados numa determinada região geográfica.

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