Acordo de Informação Confidencial

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4 páginas20–30 min para preencherDificuldade: PadrãoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo de Informação Confidencial

Em resumo

O que é
Um acordo legal que protege informações sensíveis e confidenciais trocadas entre duas partes durante negociações ou discussões comerciais. O modelo é um documento Word editável que pode ser personalizado com dados da sua empresa e do cliente, exportável em PDF.
Quando você precisa
Quando você planeja revelar segredos comerciais, detalhes técnicos, dados financeiros ou estratégias de negócio a um parceiro, fornecedor ou potencial cliente. É essencial antes de discussões sobre desenvolvimento de software, parcerias ou consultoria.
O que contém
O documento contém cláusulas que definem o que é considerado informação confidencial, as obrigações de cada parte em proteger esses dados, exceções legais ao dever de sigilo e as circunstâncias em que as obrigações terminam. Inclui disposições sobre como a informação pode ser divulgada e os direitos das partes.

O que é um modelo de Acordo de Informação Confidencial?

Um Acordo de Informação Confidencial, também conhecido como NDA (Non-Disclosure Agreement), é um contrato legal que protege dados sensíveis e propriedade intelectual trocados entre duas partes durante negociações ou discussões comerciais. O modelo é um documento Word editável que você personaliza com informações da sua empresa e da outra parte, e pode exportar em PDF. É adequado para qualquer situação em que você compartilha segredos comerciais, código de software, dados financeiros, estratégia ou informação técnica antes de formalizar um negócio.

O contrato define claramente o que é considerado confidencial, as obrigações de cada parte em proteger esses dados, as exceções legais (como divulgação exigida por lei), e o período durante o qual as obrigações continuam em vigor. Funciona como barreira legal entre você e a outra parte, garantindo que se ela divulgar informação sem autorização, você terá fundamento para buscar ação legal e indenização.

Por que você precisa deste documento

Sem um acordo de confidencialidade, informação sensível compartilhada em conversas, apresentações ou documentos não tem proteção legal formal. A outra parte pode divulgar segredos ao seu concorrente, publicar sua estratégia ou usar sua propriedade intelectual sem compensação — e você terá dificuldade legal em provar que tinha direito à proteção. Um NDA estabelece expectativa clara desde o início e cria documentação legal de que a informação era confidencial, tornando qualquer violação mais fácil de demonstrar em tribunal.

Startups precisam de NDAs antes de apresentar planos de negócio a investidores. Desenvolvedores de software precisam proteger arquitetura técnica antes de proposta. Consultores precisam salvaguardar metodologia. Qualquer profissional ou empresa que possua segredos com valor econômico corre risco significativo sem contrato. Um bom NDA não apenas protege; também sinaliza profissionalismo à outra parte e estabelece tom de seriedade para futuras negociações.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando apenas você revela informações sensíveis e quer protegê-lasAcordo unilateral (desenvolvedor → cliente)
Quando ambos os lados compartilham dados confidenciais e precisam de proteção mútuaAcordo bilateral (ambas as partes)
Quando a confidencialidade é necessária apenas durante um período específicoAcordo com duração limitada
Quando você quer limitar como a outra parte pode usar a informação divulgadaAcordo com restrições de uso
Quando a confidencialidade termina automaticamente em evento específicoAcordo com cláusula de cessação
Quando você precisa permitir divulgação se exigida por lei ou ordem judicialAcordo com exceções legais amplas
Quando está avaliando colaboração ou fusão com outra empresaAcordo para discussões de parceria estratégica

Erros comuns a evitar

❌ Fazer a definição de informação confidencial tão ampla que inclui praticamente tudo

Por que importa: Torna o contrato impraticável e legalmente frágil, dificultando a aplicação se a outra parte violar.

Fix: Liste tipos específicos de informação protegida — código, dados financeiros, planos estratégicos — sem incluir o óbvio ou público.

❌ Não especificar exceções claras, como informação que já era de domínio público

Por que importa: Cria conflito se a informação vazar para o público; o receptor pode ficar preso a uma obrigação impossível de cumprir.

Fix: Inclua exceções para domínio público, desenvolvimento independente, e divulgação exigida por lei.

❌ Deixar o termo de vigência vago ou indefinido

Por que importa: Gera incerteza sobre quando as obrigações terminam e quando a informação pode ser compartilhada livremente.

Fix: Especifique claramente: 'Contrato vigora por 3 anos a partir de [data]. Obrigações de confidencialidade continuam por 5 anos após rescisão.'

❌ Presumir que compartilhar informação concede automaticamente direito de uso

Por que importa: A outra parte pode usar a informação sem consentimento; você perde controle e pode perder direitos de propriedade intelectual.

Fix: Inclua cláusula explícita: 'Divulgação não concede licença, direito ou autorização para usar a informação além do escopo expressamente permitido.'

❌ Não incluir obrigação de devolver ou destruir informação ao término

Por que importa: A outra parte pode manter cópias indefinidamente, representando risco contínuo.

Fix: Exija devolução ou destruição certificada em prazo específico — '30 dias após rescisão'.

❌ Escolher uma jurisdição ou lei que desfavorece o revelador

Por que importa: Torna mais difícil e custoso fazer cumprir o contrato se houver violação; pode perder direitos legais importantes.

Fix: Escolha a lei do revelador ou uma jurisdição neutra conhecida por proteger confidencialidade e propriedade intelectual.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Definição de Informação Confidencial

Em linguagem simples: Especifica claramente que dados, técnicas, software, planos de negócio e outras informações sensíveis são protegidas pelo contrato.

Exemplo de redação
Informação Confidencial significa informação, incluindo fórmula, padrão, programa, técnica, dados financeiros, planos de negócio, software, contatos comerciais e qualquer outra informação que tenha valor econômico por não ser conhecida publicamente, divulgada por uma parte à outra em forma tangível.

Erro comum: Definir informação confidencial de forma tão genérica ou ampla que praticamente tudo fica protegido, tornando o contrato impraticável ou legalmente frágil.

Obrigações de Proteção

Em linguagem simples: Descreve o que o receptor deve fazer para manter a informação em sigilo e não divulgá-la a terceiros.

Exemplo de redação
A parte receptora concorda em manter a Informação Confidencial sob sigilo com o mesmo cuidado que dedica aos seus próprios dados confidenciais, e não divulgará a nenhuma terceira parte sem consentimento escrito prévio, salvo quando exigido por lei.

Erro comum: Não especificar o padrão de cuidado esperado (como 'cuidado razoável' ou 'cuidado comercialmente razoável'), deixando ambíguo o que constitui violação.

Exceções à Confidencialidade

Em linguagem simples: Lista situações em que a informação não precisa ser mantida em sigilo, como quando já era de domínio público ou foi desenvolvida independentemente.

Exemplo de redação
A obrigação termina se a parte demonstrar que a informação (i) era de domínio público quando divulgada, (ii) estava legitimamente em seu poder livre de confidencialidade, (iii) foi desenvolvida independentemente, ou (iv) foi divulgada por ordem legal válida.

Erro comum: Esquecer de incluir a exceção para divulgação exigida por lei, o que pode deixar a parte receptora em posição impossível se uma ordem judicial exigir revelação.

Termo de Vigência

Em linguagem simples: Define quando o contrato começa e termina, e por quanto tempo as obrigações de confidencialidade continuam em efeito.

Exemplo de redação
Este Contrato passa a vigorar a partir da primeira divulgação de informação confidencial e permanece em efeito por [NÚMERO] anos, salvo se rescindido antecipadamente por qualquer das partes mediante [NÚMERO] dias de aviso prévio.

Erro comum: Deixar o termo indefinido ou impreciso, criando incerteza sobre quando as obrigações expiram e quando a informação pode ser divulgada.

Direitos de Propriedade Intelectual

Em linguagem simples: Clarifica que divulgar informação confidencial não transfere direitos de propriedade intelectual ou concessão de licença.

Exemplo de redação
Nada neste Contrato concede à parte receptora qualquer direito, título ou interesse em relação à Informação Confidencial, incluindo direitos de propriedade intelectual. A divulgação não constitui concessão de licença, permissão ou autorização para usar a informação além do escopo expressamente permitido.

Erro comum: Presumir implicitamente que compartilhar informação confidencial concede autorização para usá-la, levando a disputas sobre uso indevido.

Devolução ou Destruição de Informação

Em linguagem simples: Determina que a parte receptora deve devolver ou destruir a informação confidencial quando o contrato termina ou quando solicitado.

Exemplo de redação
Mediante rescisão ou conclusão deste Contrato, a parte receptora concorda em devolver ou, conforme solicitado, destruir toda a Informação Confidencial em seu poder, certificando por escrito o cumprimento desta obrigação em [PRAZO] dias.

Erro comum: Não estipular um prazo para devolução ou destruição, permitindo que a outra parte mantenha a informação indefinidamente.

Isenção de Garantia

Em linguagem simples: Esclarece que a informação confidencial é fornecida 'no estado em que se encontra' sem garantia de precisão, completude ou desempenho.

Exemplo de redação
A Informação Confidencial é fornecida no estado em que se encontra, sem garantias de qualquer espécie, expressas ou implícitas, incluindo garantias de comercialibilidade, adequação a finalidade específica ou não infração de direitos de terceiros.

Erro comum: Oferecer garantias sobre a precisão ou utilidade da informação, o que pode expor o revelador a ações judiciais se a informação se mostrar imprecisa ou inadequada.

Limitação de Responsabilidade

Em linguagem simples: Restringe a responsabilidade de qualquer parte em caso de violação do contrato, estabelecendo limites de indenização.

Exemplo de redação
Nenhuma das partes será responsável por danos indiretos, incidentais, consequentes ou especiais, mesmo que informada da possibilidade de tais danos. A responsabilidade total será limitada ao valor de [VALOR] ou ao custo da informação, o que for menor.

Erro comum: Não estabelecer limites de responsabilidade, criando exposição financeira potencialmente ilimitada por violação.

Leis Aplicáveis e Jurisdição

Em linguagem simples: Especifica qual lei regula o contrato e em qual tribunal ou jurisdição as disputas serão resolvidas.

Exemplo de redação
Este Contrato será regido pelas leis de [Estado/País], sem consideração a conflitos de leis. Qualquer ação ou procedimento decorrente deste Contrato será submetido à jurisdição exclusiva dos tribunais de [Local].

Erro comum: Deixar vaga a escolha de lei, levando a disputas sobre qual jurisdição se aplica e qual tribunal tem autoridade.

Como preencher

  1. 1

    Preencha dados das partes

    Insira o nome completo, endereço e informação legal (se empresa ou pessoa física) de ambas as partes — Desenvolvedor/Revelador e Cliente/Receptor. Se empresa, inclua o estado/país de incorporação.

    💡 Use nomes exatos conforme registros legais ou documentos identificadores para evitar problemas de enforcement.

  2. 2

    Defina o escopo de informação confidencial

    Customize a seção 'Definição' para especificar que tipos de informação são protegidos — código, dados financeiros, estratégia, contatos etc. Seja preciso sem ser excessivamente amplo.

    💡 Quanto mais específico você for, mais fácil será provar violação se necessário.

  3. 3

    Escolha unilateral ou bilateral

    Decida se apenas uma parte ou ambas estão compartilhando informação confidencial. Se bilateral, certifique-se de que ambas têm obrigações iguais. Se unilateral, ajuste a linguagem para refletir apenas uma reveladora.

    💡 Contratos bilaterais são comuns entre potenciais parceiros; unilaterais protegem apenas o revelador.

  4. 4

    Estabeleça o termo e duração

    Preencha quando o contrato começa, quando termina e por quanto tempo as obrigações de confidencialidade continuam após rescisão. Períodos típicos variam de 2 a 5 anos.

    💡 Períodos mais longos oferecem mais proteção, mas podem ser vistos como excessivamente restritivos; negocie um prazos equilibrado.

  5. 5

    Customize exceções legais

    Revise e ajuste a seção de exceções conforme sua jurisdição. Alguns locais exigem que você permita divulgação se ordenado pela corte; outras permitem notificar o revelador primeiro.

    💡 Consulte um advogado local para garantir que suas exceções estão em conformidade com a lei aplicável.

  6. 6

    Defina obrigações de retorno de informação

    Especifique o prazo para devolução ou destruição de informação quando o contrato terminar — por exemplo, '30 dias após rescisão'. Decida se aceitará certificação por escrito ou insistirá em prova física.

    💡 Períodos muito curtos podem ser impraticáveis; períodos muito longos reduzem a proteção. 30 a 90 dias é padrão.

  7. 7

    Escolha lei aplicável e procedimento de disputa

    Selecione qual lei estadual/nacional rege o contrato e qual tribunal ou método de resolução (litígio, arbitragem, mediação) aplica-se em caso de violação.

    💡 Se as partes estão em países diferentes, escolha uma jurisdição neutra ou a do revelador para maior proteção.

  8. 8

    Assine e obtenha assinatura

    Imprima o contrato final ou solicite assinatura digital. Ambas as partes devem assinar e datar. Mantenha cópias assinadas para seus registros.

    💡 Assinatura digital (e-sign) é legalmente válida em ambos Brasil e Portugal; impressa e manuscrita também é válida.

Perguntas frequentes

Um acordo de confidencialidade é juridicamente vinculante?

Sim, um acordo de confidencialidade (também chamado NDA) é um contrato legalmente vinculante em Brasil e Portugal. Ambas as partes podem ser processadas se violarem as obrigações de confidencialidade. No entanto, é importante que o contrato seja assinado por pessoas autorizadas, claramente definido e específico para ser cumprível. Recomenda-se revisão por advogado local antes da execução, especialmente para informações de alto valor.

Qual é a diferença entre um NDA unilateral e bilateral?

Um NDA unilateral protege apenas uma das partes — aquela que compartilha informação confidencial. É comum quando um revelador quer compartilhar informação com um potencial cliente, parceiro ou investidor. Um NDA bilateral protege ambas as partes e é apropriado quando ambas compartilham dados sensíveis, como em discussões de parceria ou fusão. Escolha unilateral se apenas você está revelando; bilateral se ambos compartilham.

Quanto tempo a confidencialidade continua após o contrato terminar?

Depende do que as partes acordarem. A duração típica é de 2 a 5 anos após rescisão do contrato. Informação técnica complexa ou segredos comerciais podem justificar períodos mais longos. Você pode especificar no contrato — por exemplo, 'obrigações de confidencialidade continuam por 3 anos após rescisão'. Períodos mais longos oferecem mais proteção mas podem ser vistos como excessivamente restritivos.

E se for exigido divulgar a informação por ordem judicial?

A maioria dos contratos de confidencialidade, incluindo este, permite divulgação se exigida por lei ou ordem judicial válida. Isso protege o receptor de ser acusado de violação se um tribunal ordena divulgação. Muitos contratos exigem que o receptor notifique o revelador da ordem com antecedência, permitindo ao revelador buscar ordem de sigilo. Verifique sua jurisdição para ver se há requisitos locais.

Posso usar este modelo entre fornecedor e cliente em discussão de projeto?

Sim, este modelo é apropriado para qualquer situação onde você compartilha informação sensível com outra parte — fornecedor, cliente, potencial parceiro, investidor ou consultor. Customize-o para refletir o tipo de informação que está sendo compartilhado (código, dados financeiros, estratégia etc.) e o contexto das discussões. Um desenvolvedor web, por exemplo, pode usar para proteger arquitetura técnica antes de proposta.

Preciso de um advogado para redigir um NDA?

Este modelo fornece uma base sólida pronta para uso ou leve personalização. Para situações simples com baixo valor em jogo, este modelo adequadamente preenchido geralmente é suficiente. Para informações de muito alto valor, múltiplas partes, ou contexto internacional complexo, recomenda-se revisão por advogado local. Um advogado pode garantir conformidade com leis locais, adicionar cláusulas específicas da jurisdição e ajustar termos para sua situação.

Como faço para executar (fazer cumprir) um NDA se violado?

Se a outra parte divulga informação confidencial sem autorização, você pode primeiro tentar negociação ou mediação. Se isso falhar, você pode buscar ação legal — pedindo ordem judicial para parar a divulgação ou indenização por danos. Isso geralmente envolve um advogado e processo no tribunal especificado no contrato. Para aumentar suas chances de sucesso, mantenha prova de que a informação era confidencial, que foi divulgada pela outra parte, e que causou dano.

Este contrato protege propriedade intelectual como patentes ou marcas?

Este NDA protege informação confidencial em geral — dados, segredos comerciais, estratégia, código etc. Não registra ou protege formalmente patentes, marcas ou copyright, que exigem registro com órgãos oficiais. No entanto, um NDA pode proteger segredos técnicos, ideias não patenteadas e dados proprietários enquanto estão em fase confidencial, antes de publicação ou patente. Use NDA em conjunto com registro formal de propriedade intelectual para proteção máxima.

Há diferenças legais entre um NDA em Brasil versus Portugal?

Ambos Brasil e Portugal reconhecem e fazem cumprir acordos de confidencialidade sob suas respectivas leis contratuais. As principais diferenças estão em procedimentos judiciais, períodos prescricionais e algumas nuances de aplicação. Por isso é importante escolher claramente qual lei rege o contrato — 'leis da república federativa do Brasil' ou 'leis de Portugal' — e qual tribunal tem autoridade. Este modelo é neutro o suficiente para uso em qualquer jurisdição, mas customize a cláusula final com dados da sua localização.

Como se compara com alternativas

vs Contrato de fornecimento ou prestação de serviço

Um contrato de fornecimento define os serviços, prazos, preços e responsabilidades; um NDA protege informação confidencial compartilhada durante discussões. O NDA é complementar — você tipicamente usa ambos. O NDA prepara o terreno para discussões seguras; o contrato de serviço executa o trabalho. Use NDA quando está avaliando um fornecedor; use contrato de serviço quando decide proceder com o trabalho.

vs Contrato de parceria ou joint venture

Um contrato de parceria estabelece uma relação de negócio de longo prazo com divisão de lucros, responsabilidades e decisões. Um NDA é temporário e prepara o caminho para parceria. Use NDA durante negociações exploratórias para proteger confidencialmente; use contrato de parceria quando ambas as partes concordam em proceder com colaboração formal.

vs Acordo de licença de propriedade intelectual

Um NDA protege informação que ainda não está publicada ou registrada. Um acordo de licença permite que a outra parte use propriedade intelectual já protegida (patente, software, marca) sob termos específicos. Um NDA típico precede; um acordo de licença segue. Você pode usar ambos — NDA para proteger a ideia durante discussão, depois acordo de licença se decidir comercializar.

vs Declaração de intenção (Letter of Intent)

Uma declaração de intenção (LOI) é uma carta que expressa interesse preliminar em negócio futuro mas geralmente não é contrato vinculante completo. Um NDA é contrato legal vinculante focado apenas em confidencialidade. Você pode incluir cláusulas de confidencialidade dentro de uma LOI; um NDA é separado e mais robusto legalmente para proteger segredos.

Considerações por setor

Desenvolvimento de software e tecnologia

Protege código, arquitetura técnica, algoritmos e propriedade intelectual de software antes de apresentação para cliente ou investidor.

Consultoria e serviços profissionais

Salvaguarda metodologia, processos internos, dados de cliente e estratégias durante discussões de contratação ou parceria.

Empreendedorismo e startups

Protege plano de negócio, modelo financeiro, informação de investidor e estratégia competitiva durante negociações de capital.

Publicação e mídia digital

Garante confidencialidade de conteúdo em desenvolvimento, dados de audiência e estratégia editorial antes de lançamento ou parceria.

Manufatura e engenharia

Protege desenhos técnicos, processos de produção, fórmulas e especificações de produto durante colaboração ou discussão de fornecimento.

Recursos humanos e recrutamento

Mantém sigilo sobre informação de folha de pagamento, estrutura organizacional e processos internos ao trabalhar com consultores ou parceiros externos.

Notas jurisdicionais

No Brasil, contratos de confidencialidade são regidos pelo Código Civil e legislação de direito contratual. Recomenda-se especificar 'Lei da República Federativa do Brasil' e escolher um tribunal estadual como foro. Divulgação exigida por lei é permitida; muitos contratos exigem notificação prévia ao revelador.

Em Portugal, NDAs são regulados pelo Código Civil português e Lei de Direitos de Autor. Especifique 'Lei Portuguesa' e tribunal português como jurisdição. Portugal reconhece confidencialidade de dados e segredos comerciais conforme legislação de proteção de dados e propriedade intelectual.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

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Use o modeloDivulgação de informação com baixo risco, entre empresas do mesmo país, sem questões de propriedade intelectual complexa.Grátis a baixo custo (apenas o modelo)30 minutos a 1 hora para preencher e finalizar
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Glossário

Informação confidencial
Qualquer dado, fórmula, técnica, software, estratégia ou informação de negócio que tem valor econômico porque não é conhecida publicamente e é protegida intencionalmente.
Revelador
A parte que divulga ou compartilha a informação confidencial.
Receptor
A parte que recebe e se compromete a proteger a informação confidencial.
NDA
Non-Disclosure Agreement — sigla em inglês para acordo de não divulgação ou confidencialidade.
Propriedade intelectual
Criações mentais como invenções, desenhos, marcas, software e conhecimento exclusivo protegidos por lei.
Domínio público
Informação que é amplamente conhecida e acessível ao público, sem restrição de uso.
Obrigação de confidencialidade
O dever legal de manter a informação recebida em sigilo e não divulgá-la a terceiros.
Exceções ao sigilo
Situações em que a parte receptora pode divulgar informação confidencial sem violar o contrato, como ordem judicial ou requisito legal.
Termo de vigência
Período durante o qual o contrato está em efeito e as obrigações de confidencialidade se aplicam.
Divulgação autorizada
Compartilhamento de informação confidencial com terceiros apenas com consentimento escrito da outra parte.

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