Acordo de Não Competição do Funcionário

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2 páginas20–25 min para preencherDificuldade: PadrãoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAcordo de Não Competição do Funcionário

Em resumo

O que é
Um acordo formal entre empregador e funcionário que estabelece restrições sobre atividades competitivas após o término do contrato de trabalho. O documento é editável, disponível em formato Word para download gratuito, e exporta em PDF.
Quando você precisa
Quando contrata funcionários com acesso a informações sensíveis, clientes estratégicos ou conhecimento técnico que poderia beneficiar concorrentes diretos. Essencial em setores de serviços, tecnologia, consultoria e vendas.
O que contém
O modelo inclui definição clara do período de restrição, área geográfica de aplicação, especificação do tipo de negócio proibido, proteção de segredos comerciais, cláusulas sobre clientes e fornecedores, e termos de execução.

O que é um modelo Acordo de Não Competição do Funcionário?

Um acordo de não competição do funcionário é um contrato formal que restringe um empregado de exercer atividades competitivas durante um período definido após deixar a empresa. O documento especifica o período de restrição (geralmente 6 meses a 2 anos), a área geográfica de aplicação, o tipo de negócio ou setor proibido, e frequentemente inclui cláusulas sobre não solicitação de clientes e proteção de segredos comerciais. Este modelo é editável, disponível em download Word gratuito, e pode ser exportado em PDF para impressão ou arquivo digital. É essencial para empresas que contratam funcionários com acesso a informações sensíveis, clientes estratégicos ou conhecimento técnico crítico.

Por que você precisa deste documento

Sem um acordo de não competição claro, um funcionário que sai pode imediatamente abrir negócio rival na mesma região, levando clientes, sistemas proprietários ou conhecimento técnico que oferecia vantagem competitiva à empresa. Isso é especialmente prejudicial em setores de tecnologia, vendas, consultoria e serviços, onde o relacionamento com clientes e know-how técnico são ativos críticos. Um acordo de não competição bem redigido oferece proteção legal — estabelecendo limites claros que funcionários entendem e que tribunais podem executar caso haja violação. Além de proteção reativa (poder processar se violado), o acordo atua como proteção preventiva, sinalizando ao funcionário que a empresa leva seriamente a proteção de seu mercado e propriedade intelectual. Isso reduz comportamento oportunista, incentiva lealdade, e valoriza o relacionamento com clientes como ativo protegido. Para negócios onde a saída de um executivo ou vendedor-chave pode capturar uma significativa parcela de clientes para concorrente, este documento é investimento crítico em continuidade e rentabilidade.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Funcionários em posições operacionais com contato moderado com clientesAcordo padrão — restrição simples
Funcionários em vendas ou contas que podem solicitar clientesAcordo com cláusula de clientes
Executivos onde restrição de 2-3 anos é apropriadaAcordo com período gradual
Negócios com operações em múltiplas regiões ou paísesAcordo internacional com jurisdição
Quando empresa oferece compensação pelo período de restriçãoAcordo com indenização

Erros comuns a evitar

❌ Definir período de restrição excessivamente longo (4+ anos ou indefinido)

Por que importa: Tribunais frequentemente anulam acordos com restrições desproporcionais, deixando a empresa sem proteção legal.

Fix: Limite o período a 1–3 anos, ajustado à criticidade do cargo e informação acessada.

❌ Deixar a área geográfica vaga ou globalizada desnecessariamente

Por que importa: Uma restrição mundial para empresa local não é proporcional e será questionada; a empresa pode perder o direito de aplicá-la.

Fix: Defina a área geográfica de forma realista, baseada onde a empresa opera ou planeja operar documentadamente.

❌ Não incluir cláusula sobre devolução de bens e confidencialidade de dados

Por que importa: O funcionário pode sair levando listas de clientes, documentos técnicos ou informações sem recorrer legal disponível.

Fix: Adicione cláusula obrigando devolução de todos os bens, documentos, dados e acesso a sistemas; combine com proteção de segredos comerciais.

❌ Usar linguagem demasiado vaga (ex.: «negócio similar» sem defini-lo)

Por que importa: Um juiz pode considerar o acordo excessivamente aberto e inaplicável, ou interpretá-lo de forma restritiva à empresa.

Fix: Especifique tipos exatos de negócio, serviços ou produtos proibidos; use exemplos concretos (ex.: consultoria em automação industrial, não apenas «consultoria»).

❌ Executar acordo apenas ao final do contrato, sem explicar benefício ao funcionário

Por que importa: Sem «consideração legal» (benefício novo — emprego continuado, promoção, acesso a informação), o acordo pode ser considerado unilateral e inaplicável.

Fix: Apresente e discuta o acordo no início ou durante a contratação, comunicando que faz parte dos termos de emprego ou ofereça compensação clara.

❌ Omitir exceções, tornando o acordo absolutamente restritivo

Por que importa: Um acordo sem qualquer flexibilidade (ex.: proibindo até trabalho independente em área não competitiva) será visto como abusivo e rejeitado.

Fix: Inclua exceções razoáveis como trabalho em setores não competitivos, freelance supervisionado, ou consultoria a terceiros aprovados pela empresa.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Definição do termo de não competição

Em linguagem simples: Especifica o que constitui atividade proibida, incluindo negócios similares ou competitivos com a empresa atual.

Exemplo de redação
O termo de «não competição» significa que o Funcionário não deve ter, gerenciar, operar, consultar ou ser empregado em um negócio potencialmente similar a, ou competitivo com, os atuais negócios da Companhia, incluindo [ESPECIFIQUE: consultoria em tecnologia, design gráfico, venda de software de gestão].

Erro comum: Definir competição de forma vaga ou extremamente ampla, tornando o acordo inaplicável juridicamente ou injusto.

Período de duração

Em linguagem simples: Define quantos anos ou meses a restrição permanece válida após o funcionário deixar a empresa.

Exemplo de redação
Esta restrição de não competição permanecerá em vigor por [PERÍODO DE TEMPO — geralmente 1 a 3 anos] anos após o Funcionário deixar o emprego da Companhia, independentemente do motivo da saída.

Erro comum: Escolher período excessivamente longo (mais de 3 anos) que pode ser considerado abusivo e inválido perante tribunal.

Área geográfica

Em linguagem simples: Delimita a região onde a restrição se aplica: uma cidade, estado, país ou zona de operação da empresa.

Exemplo de redação
O Funcionário não pode exercer atividades competitivas dentro da área geográfica de [RAIO DE X QUILÔMETROS / ESTADO / PAÍS / REGIÃO ESPECÍFICA] onde a Companhia opera ou tem planos documentados de operar durante o período de restrição.

Erro comum: Definir uma área geográfica irreal (ex.: proibição em todo o país para empresa local) que um juiz considerará desproporcional.

Restrição sobre clientes

Em linguagem simples: Proíbe o funcionário de solicitar, servir ou manter relacionamento com clientes da empresa durante o período restritivo.

Exemplo de redação
O Funcionário não deve, durante o período de restrição, solicitar pedidos, direta ou indiretamente, para qualquer cliente da Companhia ou de seus sucessores, nem fornecer produtos ou serviços que a Companhia oferecia a esses clientes.

Erro comum: Não especificar como a empresa identificará ou comprovará quem são seus «clientes», deixando o termo ambíguo.

Proteção de segredos e informações

Em linguagem simples: Obriga o funcionário a manter confidencial e não divulgar informações proprietárias, técnicas ou comerciais da empresa.

Exemplo de redação
O Funcionário reconhece ter tido acesso a Segredos Comerciais da Companhia, incluindo [LISTAR: métodos, processos, listas de clientes, estratégias de preço] e concorda em mantê-los rigorosamente confidenciais, mesmo após deixar o emprego.

Erro comum: Omitir esta cláusula, enfraquecendo a proteção geral do acordo quando o funcionário usa informações sensíveis.

Devolução de bens e documentos

Em linguagem simples: Exige que o funcionário devolva todos os documentos, dados, equipamento e materiais proprietários ao deixar a empresa.

Exemplo de redação
O Funcionário concorda em devolver imediatamente à Companhia, no momento da saída, todos os documentos, dados eletrônicos, equipamentos, chaves e materiais que contêm ou representam informações ou propriedade da Companhia.

Erro comum: Não incluir esta cláusula, permitindo que o funcionário retenha listas de clientes, documentos técnicos ou acesso a sistemas.

Exceções e atividades permitidas

Em linguagem simples: Define situações onde o funcionário pode realizar atividades que normalmente seriam proibidas (ex.: trabalho independente em áreas não competitivas).

Exemplo de redação
As restrições desta cláusula não se aplicam quando o Funcionário [ESPECIFIQUE EXCEÇÕES: trabalha exclusivamente para empresa fora do setor definido, atua como consultor a empresa em parceria com a Companhia, exerce atividade freelance em área técnica diferente].

Erro comum: Não incluir exceções, tornando o acordo muito restritivo e potencialmente inaplicável juridicamente.

Consequências de violação

Em linguagem simples: Estabelece sanções, perdas financeiras ou indenizações que o funcionário enfrenta se violar o acordo.

Exemplo de redação
Caso o Funcionário viole qualquer cláusula deste Acordo, a Companhia terá o direito de buscar [ESPECIFIQUE: danos compensatórios, indenização pré-determinada de [VALOR], liminar judicial para cessar atividade competitiva, retenção de bônus ou benefícios pendentes].

Erro comum: Omitir especificação de consequências, enfraquecendo a força coercitiva do acordo e tornando-o menos efetivo.

Legislação aplicável e jurisdição

Em linguagem simples: Define qual lei (estadual ou nacional) governa o acordo e qual tribunal resolveria disputas.

Exemplo de redação
Este Acordo será interpretado e regido pelas leis do [ESTADO/PAÍS], sem consideração de seus princípios de conflitos de leis. Ambas as partes consentem na jurisdição exclusiva dos tribunais estaduais/federais de [LOCALIDADE].

Erro comum: Deixar este campo em branco ou usar redação vaga, criando incerteza sobre qual lei protege a empresa em caso de disputa.

Como preencher

  1. 1

    Identifique e preencha dados das partes

    No início do acordo, insira a data do acordo, nome completo do funcionário, endereço pessoal, nome legal completo da empresa, estado/província de constituição, e endereço da sede. Certifique-se de que todos os dados correspondem aos registros de contratação.

    💡 Verifique a documentação de admissão do funcionário para garantir ortografia e endereços corretos.

  2. 2

    Defina o tipo de negócio proibido

    Na seção «Competição significa», especifique exatamente que tipo de negócio ou atividade o funcionário não pode exercer. Seja específico: não diga apenas «tecnologia», mas «desenvolvimento de software de gestão de inventário» ou «consultoria em marketing digital para pequenas empresas».

    💡 Quanto mais específico, maior a probabilidade de um tribunal considerar o acordo justo e exequível.

  3. 3

    Escolha o período de restrição

    Insira quantos anos ou meses a restrição durará após o término do contrato. Períodos comuns são 6 meses, 1 ano ou 2 anos. Para executivos ou consultores com acesso crítico, 2-3 anos é defensável; para posições operacionais, 6-12 meses é apropriado.

    💡 Períodos muito longos (acima de 3 anos) são frequentemente rejeitados por tribunais como excessivamente onerosos.

  4. 4

    Defina a área geográfica de aplicação

    Especifique onde a restrição se aplica: raio em quilômetros da sede, cidades específicas, estado/país inteiro, ou região onde a empresa opera. Deve ser coerente com o alcance real da empresa.

    💡 Se a empresa opera apenas localmente, não restrinja globalmente; demonstre que a restrição geográfica é proporcional ao negócio.

  5. 5

    Especifique a cobertura sobre clientes e fornecedores

    Se apropriado, adicione a cláusula sobre não solicitação de clientes, especificando se o funcionário não pode contatar clientes diretos, manter relacionamentos existentes, ou trabalhar para concorrentes que atendem os mesmos clientes.

    💡 Esta cláusula é particularmente importante em funções de vendas, consultoria ou relacionamento com contas.

  6. 6

    Identifique segredos comerciais e informações sensíveis

    Liste as categorias ou exemplos específicos de informações que o funcionário teve acesso e que devem permanecer confidenciais: métodos proprietários, listas de clientes, estratégias de preço, código-fonte, pesquisa não publicada, etc.

    💡 Ser específico aqui fortalece a execução legal; informações genéricas como «segredos comerciais» são menos efetivas.

  7. 7

    Estabeleça consequências e remedies

    Defina o que acontece se houver violação: indenização compensatória, multa pré-determinada, perdimento de bônus, ou direito a obter ordem judicial (liminar) para cessar a atividade competitiva.

    💡 Inclua a possibilidade de buscar liminar, não apenas danos monetários, pois protege contra danos contínuos.

  8. 8

    Selecione legislação e jurisdição aplicáveis

    Escolha o estado ou país cuja lei rege o contrato. Em geral, escolha a jurisdição onde a empresa está constituída ou onde operações principais ocorrem. Especifique os tribunais competentes.

    💡 Isso garante que qualquer disputa seja resolvida em um foro favorável e segundo leis conhecidas à empresa.

Perguntas frequentes

Quanto tempo devo estabelecer como período de restrição?

O período típico é de 6 meses a 2 anos, dependendo do cargo e acesso a informações. Para funcionários operacionais com contato limitado, 6–12 meses é suficiente. Para executivos, gerentes de vendas ou especialistas técnicos com acesso a segredos críticos, 18–24 meses é defensável. Períodos acima de 3 anos são frequentemente considerados excessivos. Considere o tempo que leva para a empresa substituir o conhecimento do funcionário ou para informações sensíveis perderem valor competitivo.

Posso usar este acordo para todos os funcionários?

Não. Acordos de não competição são mais apropriados para cargos com acesso a informações sensíveis, clientes estratégicos ou conhecimento técnico crítico (executivos, vendedores, engenheiros, consultores). Para funções operacionais simples ou temporárias, um acordo de não competição pode ser considerado desproporcional e inefetivo. Avalie o risco real antes de implementar; um acordo irracional pode ser anulado ou criar tensão com a equipe.

O que acontece se o funcionário violar o acordo?

Se o funcionário viola o acordo, a empresa pode buscar remedies legais, incluindo: indenização compensatória pelos danos causados, execução de multa pré-determinada, retenção de bônus ou benefícios pendentes, ou obter uma ordem judicial (liminar) para impedir a atividade competitiva. A força do remédio dependerá da clareza do acordo, da jurisdição, e da prova de dano real. Incluir a possibilidade de liminar no acordo facilita intervenção judicial rápida.

Devo oferecer compensação ao funcionário pelo período de restrição?

Em Portugal, é recomendado ou exigido oferecer compensação adequada (salário parcial ou benefício). No Brasil, não é obrigatório, mas oferecer compensação (ex.: manutenção de parte do salário, bônus, acesso a benefícios) torna o acordo mais justo e defensável perante tribunal. Se nenhuma compensação é oferecida, o funcionário pode argumentar que o acordo é abusivo, especialmente se o período é longo. Considere compensação parcial como investimento em proteção legal.

Posso forçar o funcionário a assinar este acordo após ele já estar empregado?

Legalmente possível, mas arriscado. Se o funcionário assina após início do emprego sem compensação nova ou benefício claro, o acordo pode ser questionado como não tendo «consideração legal». É preferível apresentar o acordo durante a contratação, deixando explícito que faz parte das condições de emprego. Se adicionar após, ofereça um benefício novo (promoção, bônus, acesso a treinamento) para fortalecer a validade legal.

Como defino o que é um «cliente» para efeito de não solicitação?

Defina com precisão: um cliente é qualquer pessoa ou empresa com a qual a Companhia teve relação de negócio confirmada durante um período específico (ex.: últimos 2 anos de emprego). Inclua critérios: contratos assinados, faturamento registrado, comunicação documentada. Mantenha lista atualizada de clientes aos quais a cláusula se aplica. Quanto mais clara a definição, mais fácil provar violação se necessário. Evitar definição vaga reduz risco legal.

O funcionário pode trabalhar para concorrente em outra região geográfica?

Depende de como a área geográfica é definida no acordo. Se a restrição é limitada a um raio de 50 km ou a um estado específico, o funcionário pode trabalhar para concorrente fora dessa área. Se a restrição é nacional ou global, é proibido em qualquer lugar. Defina a restrição geográfica de forma realista; uma restrição nacional para empresa local pode ser considerada abusiva e inaplicável.

Este acordo substitui um contrato de confidencialidade ou acordo de segredos comerciais?

Não. O acordo de não competição é complementar, não substituto. O acordo de confidencialidade protege segredos e propriedade intelectual indefinidamente; o acordo de não competição restringe atividade competitiva por período limitado. Uma empresa forte protege-se com ambos. O acordo de confidencialidade protege informação; o acordo de não competição protege mercado e clientes. Use os dois em conjunto para máxima proteção.

Como se compara com alternativas

vs Acordo de confidencialidade

Um acordo de confidencialidade protege informações proprietárias (segredos, dados, fórmulas) de forma indefinida ou muito longa, focando na proibição de divulgação. Um acordo de não competição restringe atividade competitiva por período definido e área geográfica. Ambos são complementares: use confidencialidade para informação; não competição para mercado e clientes. Um forte programa de proteção inclui ambos.

vs Acordo de não solicitação de clientes

O acordo de não solicitação restringe apenas o contato com clientes específicos; não competição é mais amplo, proibindo qualquer atividade no setor. Não solicitação é menos restritivo e frequentemente aceito sem compensação; não competição é mais intrusivo e geralmente exige compensação em algumas jurisdições. Escolha não solicitação se quer permitir que o funcionário trabalhe para concorrente desde que não aborde seus clientes.

vs Acordo de não divulgação (NDA)

Um NDA (acordo de não divulgação) protege informações confidenciais contra compartilhamento com terceiros; não competição restringe atividade do próprio funcionário. Um NDA é típicamente permanente; não competição tem prazo. Use NDA para informação técnica sensível; não competição para proteção de mercado e relacionamento. Ambos servem funções diferentes.

vs Cláusula de liberação de direitos autorais

Uma cláusula de liberação de direitos autorais (work-for-hire) transfere propriedade intelectual criada pelo funcionário para a empresa; não competição restringe atividade competitiva futura. A liberação protege a propriedade do trabalho executado; não competição protege o mercado. Use liberação para garantir propriedade de código, design, pesquisa; não competição para evitar que o funcionário use esse trabalho em negócio rival.

Considerações por setor

Tecnologia e software

Essencial para proteger código-fonte, arquitetura de sistemas, cliente base e conhecimento técnico crítico contra êxodo de engenheiros para startups concorrentes.

Consultoria e serviços profissionais

Vital para manter relacionamento com clientes e evitar que consultores saiam levando contas estratégicas para consultoria rival na mesma região.

Vendas e representação

Crítico para proteger carteira de clientes conquistados e evitar que vendedor abra agência rival ou migre para concorrente direto.

Manufatura e indústria

Protege processos de produção, fórmulas, métodos proprietários e relacionamento com fornecedores/distribuidores contra roubo industrial.

Saúde e farmacêutica

Protege pesquisa confidencial, dados de pacientes, relações com clínicas/hospitais e evita que profissionais levem conhecimento terapêutico para clínica rival.

Imobiliário e construção

Garante que corretores e gerentes de projetos não abram escritório rival na mesma área ou não solicitem clientes enquanto trabalham para concorrente.

Notas jurisdicionais

No Brasil, acordos de não competição são regidos principalmente pelo Código Civil e interpretados sob o princípio de «razoabilidade». Tribunais brasileiros anulam acordos com período excessivo (acima de 3 anos), área desproporcional, ou que proíbem trabalho legítimo. A compensação não é legalmente exigida, mas torna o acordo mais defensável. Recomenda-se consultar advogado especializado em direito trabalhista/empresarial.

Em Portugal, acordos de não competição (cláusulas de não concorrência) são permitidos sob Código do Trabalho, mas exigem compensação adequada ao funcionário pelo período de restrição. A compensação pode ser salário parcial, bônus ou benefício. Períodos devem ser razoáveis (típico: 2 anos máximo). O acordo deve ser claro e aceito por ambas as partes; consentimento forçado após contratação é arriscado. Consulte advogado português para conformidade com legislação local.

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Glossário

Cláusula de não competição
Disposição contratual que impede o funcionário de trabalhar para concorrentes diretos durante prazo especificado após saída da empresa.
Segredos comerciais
Informações confidenciais da empresa como métodos, fórmulas, clientes, listas ou estratégias que conferem vantagem competitiva.
Área geográfica de restrição
Região ou território específico onde o funcionário não pode exercer atividades competitivas (ex.: cidade, estado, país).
Período de não competição
Prazo de tempo definido (geralmente 6 meses a 3 anos) durante qual a restrição permanece em vigor após encerramento do contrato.
Atividade concorrencial
Trabalho ou negócio que compete diretamente com os produtos, serviços ou mercados da empresa original.
Consideração legal
Benefício oferecido pelo empregador (continuação do emprego, promoção, acesso a informação) que torna o acordo vinculativo e exequível.
Retenção de talento
Prática de manter funcionários valiosos através de benefícios, segurança contratual e clareza sobre regras pós-emprego.
Execução judicial
Processo legal para impor cumprimento do acordo caso o funcionário viole as restrições de não competição.

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