Uma nota promissória é um documento legal que formaliza um empréstimo entre duas partes — o credor e o mutuário. Este modelo Word editável inclui todos os termos essenciais: montante, taxa de juros, cronograma de pagamento e cláusulas de garantia. Descarregue gratuitamente e personalize os campos com os dados das partes envolvidas.
Quando você precisa
Quando pretende emprestar dinheiro a um indivíduo ou empresa e deseja proteger-se com um documento legal vinculativo. A nota promissória é particularmente importante em empréstimos entre empresas, empréstimos a sócios ou quando exige uma garantia sobre bens do mutuário.
O que contém
O modelo inclui a identificação das partes (credor e mutuário), o montante principal, a taxa de juros anual, o cronograma de pagamentos mensais, a data de vencimento, cláusulas de juros de mora por atraso, cláusulas de garantia sobre propriedade do mutuário, e condições de aceleração do débito em caso de incumprimento.
O que é um modelo de nota promissória?
Uma nota promissória é um documento legal que formaliza a promessa de uma pessoa ou empresa (o mutuário) pagar uma quantia em dinheiro a outra pessoa ou empresa (o credor) em uma data específica. É um instrumento de crédito executivo, o que significa que o credor pode usar a nota para cobrar judicialmente em caso de não pagamento. Este modelo Word editável inclui todos os elementos essenciais: identificação das partes, montante principal, taxa de juros anual, cronograma mensal de pagamentos, data de vencimento final, cláusulas de juros de mora por atraso, e disposições de garantia sobre bens do mutuário. Descarregue gratuitamente, preencha os campos em branco com os dados específicos do empréstimo, e ambas as partes assinam o documento. Pode exportar para PDF ou imprimir para arquivo.
Por que você precisa deste documento
Emprestar dinheiro sem documentação legal é arriscado tanto para o credor como para o mutuário. Para o credor, sem nota promissória escrita, é praticamente impossível cobrar legalmente a dívida se o mutuário se recusar a pagar ou alegar que o empréstimo não existiu. Para o mutuário, a falta de documentação clara pode levar a malentendidos sobre o montante devido, a taxa de juros, ou o prazo de pagamento. Uma nota promissória bem redigida protege ambas as partes: estabelece claramente os termos, reduz litígios futuros, permite cobrança judicial rápida em caso de não pagamento, e se incluir cláusulas de garantia, protege os direitos do credor sobre bens específicos do mutuário. Para empréstimos entre empresas ou montantes significativos, a nota promissória é essencial para operações profissionais e conformidade financeira.
Qual variante atende sua situação?
Se sua situação é…
Use este modelo
Empréstimos entre indivíduos ou pequenas empresas sem garantias complexas
❌ Não especificar se a taxa de juros é fixa ou variável
Por que importa: Cria ambiguidade sobre o custo exato do empréstimo, levando a disputas sobre o montante devido.
Fix: Declare explicitamente 'taxa de juros fixa de [%] ao ano' ou 'taxa de juros variável indexada a [índice]'.
❌ Deixar em branco os valores de montante ou taxa de juros
Por que importa: O contrato fica incompleto e pode ser considerado não exequível em tribunal.
Fix: Preencha TODOS os campos numéricos antes de assinar; use números e extenso para evitar dúvidas.
❌ Não registar a garantia nos órgãos competentes
Por que importa: O credor perde prioridade sobre os bens em caso de falência ou insolvência do mutuário.
Fix: Após assinar, execute um acordo de segurança separado e registre-o junto da autoridade competente (conservatória, etc.).
❌ Permitir que o mutuário assine sem testemunhas ou notário
Por que importa: O mutuário pode depois alegar que foi coagido ou enganado, contestando a validade do documento.
Fix: Para montantes significativos, obtenha assinatura de testemunhas independentes ou faça notarizar o documento.
❌ Usar termos vagos como 'em breve' ou 'quando possível' para prazos de pagamento
Por que importa: Torna impossível exigir o cumprimento legal, pois não há data exata definida.
Fix: Use datas específicas: 'no primeiro dia de cada mês' ou 'até 31 de Dezembro de 2027'.
❌ Não incluir cláusula de aceleração para situações de incumprimento
Por que importa: O credor pode ficar preso em cobrança mensal indefinida mesmo quando o mutuário não paga há meses.
Fix: Inclua: 'Em caso de inadimplência de 30 dias, toda a dívida restante fica imediatamente exigível'.
As 8 cláusulas-chave, explicadas
Identificação das partes
Em linguagem simples: Define quem é o credor e quem é o mutuário, incluindo dados de contacto e localização.
Exemplo de redação
[NOME DO CREDOR], um indivíduo com endereço principal localizado em [ENDEREÇO], E: [NOME DA SUA EMPRESA], uma corporação organizada sob as leis de [ESTADO/PROVÍNCIA].
Erro comum: Usar nome incompleto ou endereço incorreto, o que pode invalidar a execução do contrato.
Montante principal e taxa de juros
Em linguagem simples: Especifica o valor exato emprestado e a percentagem de juros anuais aplicada.
Exemplo de redação
O Mutuário promete pagar a soma principal de [QUANTIA], juntamente com juros a uma taxa anual de [%] baseada numa amortização de [NÚMERO] meses.
Erro comum: Deixar a taxa de juros vaga ou não indicar se é fixa ou variável, causando disputas futuras.
Cronograma de pagamentos
Em linguagem simples: Define quando e como o mutuário deve efectuar os pagamentos — montante mensal, data de vencimento de cada prestação.
Exemplo de redação
Pagamentos mensais devem vencer no, ou antes do primeiro dia de cada mês, com o primeiro pagamento vencendo em, ou antes de [DATA].
Erro comum: Não deixar claro se os pagamentos incluem principal e juros ou apenas juros, causando confusão sobre montantes devidos.
Juros de mora por atraso
Em linguagem simples: Estabelece penalidade adicional (percentagem) sobre valores atrasados após a data de vencimento.
Exemplo de redação
Se qualquer pagamento não for recebido dentro de [NÚMERO] dias corridos após a data de vencimento, o Mutuário deverá pagar juros de mora igual a [%] de tal pagamento.
Erro comum: Omitir esta cláusula ou deixá-la muito vaga, reduzindo a motivação do mutuário para pagar a tempo.
Direito de pagamento antecipado
Em linguagem simples: Permite ao mutuário pagar a dívida completa antes do prazo, sem penalidade.
Exemplo de redação
O Mutuário tem direito a pagar todo (mas não uma parte) do endividamento a qualquer tempo, pagando a soma do saldo principal, juros acumulados até à data, e quaisquer encargos.
Erro comum: Não permitir pagamento antecipado ou cobrar penalidade por reembolso antecipado, frustando o mutuário que pretende quitar rapidamente.
Cláusula de garantia e segurança
Em linguagem simples: Define que o empréstimo é garantido por bens (tangíveis ou intangíveis) do mutuário, dando ao credor direitos de reclamação.
Exemplo de redação
Esta Nota é assegurada por um juro de garantia de prioridade em toda propriedade tangível ou intangível do Mutuário, a ser gravado em escritórios governamentais relevantes.
Erro comum: Não especificar exatamente que propriedade é oferecida como garantia, deixando ambiguidade sobre o que o credor pode reclamar.
Condições de inadimplência e aceleração
Em linguagem simples: Lista as situações que constituem incumprimento (atraso, não pagamento total, violação de outros termos) e o direito do credor de exigir pagamento total imediato.
Exemplo de redação
Se qualquer pagamento não for pago na íntegra até [DIA] de qualquer mês, ou se toda a quantia não for paga até à Data de Vencimento, ou se ocorrer inadimplência em qualquer termo, esta Nota estará em inadimplência e toda a quantia deverá tornar-se exigível sem aviso prévio.
Erro comum: Tornar as condições de inadimplência muito restritivas ou vagas, reduzindo a protecção do credor em caso de não pagamento.
Acordos de segurança adicionais
Em linguagem simples: Exige que o mutuário execute acordos de segurança separados para aperfeiçoar os direitos do credor sobre a propriedade garantida.
Exemplo de redação
As partes deverão executar um acordo de segurança separado, de forma e solidez aceitáveis ao Credor, registando a garantia nos escritórios governamentais relevantes.
Erro comum: Não especificar que documentos adicionais serão necessários, levando a atrasos na perfecção da garantia.
Como preencher
1
Preencha a data da nota
Indique a data em que a nota promissória é estabelecida e entra em vigor. Esta é a data de assinatura do documento.
💡 Use o formato dd de [mês] de [ano] para clareza internacional.
2
Identifique o credor
Insira o nome completo do credor (pessoa ou empresa), seu endereço de contacto e, se for empresa, o estado/jurisdição onde foi constituída.
💡 Verifique se o nome corresponde exatamente ao documento de identidade ou certificado de constituição da empresa.
3
Identifique o mutuário
Insira o nome completo do mutuário (pessoa ou empresa), seu endereço de contacto e, se for empresa, a jurisdição de constituição.
💡 Certifique-se de que o mutuário tem capacidade legal para contrair dívidas (maior de idade, empresa ativa).
4
Defina o montante e taxa de juros
Especifique o valor exato que está a ser emprestado (em numerais e por extenso) e a taxa de juros anual em percentagem. Indique também o período de amortização em meses.
💡 Mantenha a taxa de juros compatível com o mercado e a jurisdição — taxas muito elevadas podem ser contestadas.
5
Estabeleça o cronograma de pagamentos
Indique o dia de cada mês em que os pagamentos devem ser feitos, o montante de cada prestação mensal, e a data de vencimento final da dívida.
💡 Escolha datas que façam sentido para o ciclo de fluxo de caixa do mutuário (p.ex., dia 5 ou 15 de cada mês).
6
Defina juros de mora e penalidades
Especifique qual a percentagem de juros de mora a ser cobrada sobre pagamentos atrasados e quantos dias de atraso ativam esta penalidade.
💡 Juros de mora entre 0,5% e 1% ao mês é comum; muito elevados podem ser considerados abusivos.
7
Descreva a garantia e propriedade
Especifique quais bens do mutuário (imóveis, equipamento, contas bancárias) garantem o empréstimo. Se possível, identifique os bens com precisão.
💡 Quanto mais específico, melhor protegido está o credor em caso de incumprimento.
8
Assine e faça assinar o documento
Ambas as partes devem assinar e datar o documento. Considere ter testemunhas ou notarizar, especialmente para montantes elevados.
💡 Guarde uma cópia assinada em local seguro; considere registar o documento nos órgãos competentes se for garantido por propriedade imóvel.
Perguntas frequentes
Uma nota promissória é legalmente vinculativa?
Sim, uma nota promissória devidamente assinada é um instrumento legal vinculativo em Portugal e Brasil. Constitui prova de uma dívida e pode ser usada em tribunal para exigir pagamento. No entanto, recomenda-se que seja revista por um advogado para garantir conformidade com as leis locais, especialmente se envolve montantes elevados ou garantias sobre propriedade imóvel.
Posso emprestar dinheiro sem juros?
Sim, é possível fazer um empréstimo sem juros. Neste caso, basta omitir a taxa de juros ou defini-la como 0%. Porém, deve-se indicar claramente que é um empréstimo sem remuneração. Alguns mutuários preferem empréstimos sem juros (por exemplo, entre familiares ou sócios), enquanto credores podem exigir alguma remuneração para compensar o risco e o custo de oportunidade.
O que acontece se o mutuário não pagar?
Se o mutuário não pagar conforme estabelecido, o credor pode: (1) cobrar juros de mora; (2) exigir o pagamento total imediato (se houver cláusula de aceleração); (3) reclamar sobre os bens oferecidos como garantia; (4) intentar ação judicial para cobrança. A rapidez e eficácia desta execução dependem de a nota promissória estar corretamente preenchida e, se aplicável, registada nos órgãos competentes.
Preciso de um advogado para preparar uma nota promissória?
Para empréstimos simples entre partes que se conhecem bem, este modelo pode ser suficiente. Porém, para montantes elevados, empréstimos a empresas, ou quando envolve garantia sobre imóvel ou equipamento, é altamente recomendado consultado um advogado. Um profissional legal garante que o documento está conforme a lei local e protege adequadamente os interesses do credor.
Quanto tempo é válido uma nota promissória?
A nota promissória é válida até à data de vencimento nela especificada. Após esta data, se o mutuário não pagou, o credor pode continuar a exigir o pagamento e cobrar juros de mora. Contudo, existem prazos de prescrição legais (em geral 5-10 anos, dependendo da jurisdição) após os quais o credor não pode mais executar judicialmente a dívida. Recomenda-se consultar um advogado sobre os prazos específicos da sua jurisdição.
Qual é a diferença entre uma nota promissória e um contrato de empréstimo?
Uma nota promissória é um documento mais simples e direto, focado na promessa de pagar. Um contrato de empréstimo é geralmente mais detalhado, incluindo disposições sobre garantias, condições especiais, direitos e obrigações. Ambos são legalmente vinculativos. A nota promissória é mais rápida de preparar para empréstimos diretos, enquanto um contrato de empréstimo é preferível para operações comerciais complexas.
Posso ceder (transferir) uma nota promissória a outra pessoa?
Em geral, sim, é possível ceder os direitos da nota promissória a um terceiro (por exemplo, a um banco ou investidor), desde que o documento permita e que se siga o procedimento legal de cessão. Isto é comum em financiamento, onde o credor original vende a dívida a uma instituição financeira. Verifique a legislação local e considere avisar o mutuário de qualquer cessão.
E se o mutuário falir ou entrar em insolvência?
Se o mutuário entra em insolvência, o status da dívida depende se a nota promissória é garantida ou não. Credores com garantia (hipoteca, penhor) geralmente recebem prioridade sobre o produto da venda dos bens garantidos. Credores sem garantia partilham o ativo restante com outros credores. Uma nota promissória bem estruturada e registada aumenta as hipóteses de recuperação em insolvência.
Preciso de testemunhas ou notário para assinar uma nota promissória?
Não é obrigatório, mas é fortemente recomendado, especialmente para montantes significativos ou quando o mutuário é uma empresa. Testemunhas independentes e notarização aumentam a validade legal do documento e reduzem o risco de o mutuário aleguar fraude ou coação. Para garantias sobre imóvel, o notário pode ser obrigatório conforme a lei local.
Uma nota promissória é mais simples e rápida de preparar, focada apenas na promessa de pagar. Um contrato de empréstimo é mais detalhado, incluindo cláusulas de garantia, condições especiais, direitos de cessão e disposições sobre resolução de conflitos. Use a nota promissória para empréstimos diretos entre partes que se conhecem bem; use o contrato completo para operações comerciais complexas ou entre empresas sem histórico comum.
Ambas são instrumentos de crédito, mas diferem em utilidade. Uma nota promissória documenta uma dívida direta entre credor e mutuário. Uma letra de câmbio é um instrumento de pagamento mais flexível, frequentemente usado para atrasar pagamentos em transações comerciais. A nota promissória é mais comum em empréstimos; a letra de câmbio em operações comerciais B2B.
Um cheque é um instrumento de pagamento imediato, enquanto uma nota promissória é uma promessa de pagar no futuro. Um IOU informal ('I owe you') é um documento simples que estabelece uma dívida mas carece de detalhes legais e é difícil de executar. Uma nota promissória é mais robusta legalmente, especialmente se inclui taxa de juros, cronograma de pagamento e garantia. Use a nota promissória para proteger-se legalmente.
Uma nota promissória é um instrumento de dívida geral, enquanto um acordo entre sócios pode incluir cláusulas especiais (conversão em participação, direitos de voto, etc.). Para empréstimos simples entre sócios sem conversão, a nota promissória é adequada. Para estruturas complexas com opções de conversão ou que afetam controlo acionista, um acordo de sócios é mais apropriado.
Considerações por setor
Serviços financeiros e crédito
Instituições de microcrédito e financeiras usam notas promissórias para documentar empréstimos a PMEs e indivíduos.
Comercio e distribuição
Distribuidoras formalizam empréstimos a pequenos lojistas com notas promissórias para capital de giro.
Tecnologia e startups
Fundadores e investidores anjo usam notas promissórias com opção de conversão em participação social.
Imobiliário e construção
Promotores imobiliários usam notas promissórias garantidas por imóvel como forma de financiamento.
Agricultura e agronegócio
Agricultores formalizam empréstimos de investimento com notas promissórias garantidas por colheitas ou equipamento.
Educação e formação profissional
Escolas de profissões oferecem empréstimos estudantis documentados por notas promissórias com prazos longos.
Notas jurisdicionais
No Brasil, a nota promissória é regulada pelo Código Civil (artigos 901–911) e é um título de crédito executivo. Recomenda-se registar a garantia no Cartório de Registro de Imóveis (para garantias hipotecárias) ou no Banco Central (para outras garantias). A taxa de juros está sujeita a limites de usura conforme a legislação.
Em Portugal, a nota promissória é regulada pelo Código Comercial e enquadra-se nos títulos de crédito. Garantias sobre imóvel devem ser registadas na Conservatória do Registo Predial. O direito português permite a execução rápida de títulos de crédito através de processo executivo simplificado.
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Glossário
Credor
A parte que empresta o dinheiro e tem direito a receber reembolso com juros.
Mutuário
A parte que recebe o empréstimo e se compromete a reembolsar o montante com juros.
Taxa de juros anual
Percentagem do montante principal cobrada anualmente como compensação pelo empréstimo.
Amortização
Período total (em meses ou anos) durante o qual o empréstimo deve ser totalmente reembolsado.
Juros de mora
Percentagem adicional cobrada sobre pagamentos atrasados para penalizar o atraso.
Data de vencimento
Data final até à qual toda a dívida deve estar totalmente paga.
Cláusula de garantia
Disposição que dá ao credor direitos sobre bens do mutuário caso não cumpra o pagamento.
Inadimplência
Falha do mutuário em cumprir os termos da nota promissória, como atraso nos pagamentos.
Aceleração da dívida
Direito do credor de exigir o pagamento total imediato caso ocorra inadimplência.
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