Atribuição de Dinheiro Devido

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1 página20–30 min para preencherDificuldade: PadrãoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAtribuição de Dinheiro Devido

Em resumo

O que é
Um documento legal que formaliza a transferência de dinheiro devido de uma parte (cedente) para outra (cessionário). Disponível para download Word gratuito e editável, permite registar a cessão de direitos creditórios de forma clara e vinculativa.
Quando você precisa
Quando precisa transferir o direito de receber uma quantia devida para outro indivíduo ou entidade. Situações comuns incluem resolução de dívidas, reestruturação financeira, ou cessão de créditos comerciais.
O que contém
O modelo inclui identificação das partes (cedente e cessionário), descrição do acordo original do qual origina o crédito, data da atribuição, assinaturas da cedente e testemunha, e reconhecimento do devedor da atribuição efectuada.

O que é um modelo de atribuição de dinheiro devido?

Uma atribuição de dinheiro devido é um documento legal que formaliza a transferência completa do direito de receber uma quantia devida de uma parte para outra. Disponível para download em Word gratuito e editável, permite registar de forma clara e vinculativa a cessão de créditos entre particulares, empresas ou terceiros financeiros.

Este modelo é especialmente útil em cenários onde uma pessoa (cedente) deseja transferir um crédito para outra (cessionário). A atribuição inclui identificação das partes, referência ao acordo original que deu origem ao crédito, a quantia exata transferida, assinatura de testemunha para autenticação, e reconhecimento formal do devedor. Depois de completa e assinada, a nova parte adquire direitos legais sobre o crédito e pode proceder à cobrança independentemente.

Por que você precisa deste documento

Sem uma atribuição formal, pode surgir ambiguidade legal sobre quem tem realmente direito a receber uma quantia devida. O devedor pode alegar que continua a dever à parte original, a cedente pode tentar cobrar novamente apesar da transferência, ou o cessionário pode ver o seu direito contestado. Uma atribuição escrita, assinada, e reconhecida pelo devedor elimina estas incertezas e fornece prova irrefutável de transferência de direitos.

A atribuição também protege o cedente ao documentar que o crédito foi legalmente transferido e que deixa de ser responsabilidade sua, e protege o cessionário ao estabelecer que adquiriu direitos válidos e coláveis. Para PMEs em reestruturação, factoring, ou resolução de dívidas, este documento é essencial. Sem ele, corre o risco de litígios custosos, falha na cobrança, ou rejeição legal da transferência.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Transferência direta de quantia devida entre dois indivíduos sem intermediaçãoAtribuição simples entre particulares
Transferência de direito de cobrança com termos de pagamento ou percentagensCessão de crédito comercial com condições
Transferência que requer autenticação notarial para maior força legalAtribuição com reconhecimento formal notarial
Transferência em bloco de vários créditos diferentes num único documentoCessão de múltiplas quantias devidas
Transferência de parte do crédito mantendo cedente direito sobre saldoAtribuição parcial com retenção de direitos
Transferência onde cedente garante solvência do devedor ou cobrabilidadeCessão com cláusula de garantia de cobrança

Erros comuns a evitar

❌ Não identificar claramente as partes ou usar apenas nomes comerciais sem morada e identificadores fiscais

Por que importa: Deixa ambiguidade sobre quem é o verdadeiro cedente ou cessionário, permitindo contestação posterior sobre validade do contrato.

Fix: Use nomes completos legais, moradas atuais, e números de identificação fiscal em ambos os campos de partes.

❌ Omitir ou descrever vagamente o acordo original que originou o crédito

Por que importa: Sem referência clara ao acordo e data, o cessionário fica vulnerável a argumentos de que o crédito nunca existiu ou já foi pago.

Fix: Referencie especificamente o contrato, fatura ou acordo original com data e número de referência.

❌ Deixar a quantia em branco ou usar linguagem imprecisa

Por que importa: Causa incerteza sobre exatamente quanto o cessionário tem direito a receber, permitindo disputas sobre o montante.

Fix: Indique a quantia exata em números e por extenso, incluindo moeda, e defina como juros ou encargos são calculados.

❌ Não obter assinatura da testemunha ou usar testemunha com conflito de interesse

Por que importa: Enfraquece a prova da autenticidade do documento e pode levar tribunais a rejeitar o documento como inválido.

Fix: Use terceiro imparcial sem ligação financeira ou familiar ao cedente, e obtenha assinatura e dados completos da testemunha.

❌ Falhar no envio de notificação formal ao devedor ou não obter reconhecimento

Por que importa: O devedor pode alegar desconhecimento da cessão e continuar a pagar a cedente original, deixando o cessionário sem recurso.

Fix: Envie notificação por correio registado ou email certificado e obtenha assinatura do devedor reconhecendo a atribuição.

❌ Omitir lei aplicável, jurisdição, ou cláusulas de garantia sobre a validade do crédito

Por que importa: Em caso de disputa, não há clareza sobre qual lei governa ou se o cedente garante que o crédito é válido e cobrável.

Fix: Inclua cláusula indicando lei aplicável (ex.: lei portuguesa), jurisdição, e garantia expressa de que o cedente detinha o crédito e o pode transferir.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Identificação das partes

Em linguagem simples: Identifica claramente a cedente (quem transfere o direito), o cessionário (quem recebe o direito) e a empresa ou fonte original do crédito.

Exemplo de redação
O abaixo assinado por este meio atribui a [NOME] (o "Cessionário"), todas as quantias devidas pela [NOME DA SUA EMPRESA] (a "Cedente").

Erro comum: Usar apenas iniciais ou descrições vagas das partes em vez de nomes completos e identificadores únicos.

Descrição do acordo original

Em linguagem simples: Estabelece referência ao contrato ou acordo original que deu origem à quantia devida, com data e partes envolvidas.

Exemplo de redação
Por razão de um certo acordo datado de [DATA] por entre os signatários.

Erro comum: Omitir completamente a data ou natureza do acordo anterior, deixando o direito creditório indefinido.

Quantia e termos de transferência

Em linguagem simples: Define o montante específico transferido e qualquer termo ou condição aplicável à cessão do crédito.

Exemplo de redação
Todas as quantias devidas ou que deverão tornar-se devidas ao abaixo assinado.

Erro comum: Deixar a quantia em branco ou usar linguagem imprecisa como "aproximadamente" sem margem de tolerância definida.

Data e local de execução

Em linguagem simples: Regista o dia, mês e ano exato em que a atribuição é realizada e, se aplicável, o local.

Exemplo de redação
Assinou sob o selo no [DIA] dia de [MÊS], [ANO].

Erro comum: Assinar um documento sem completar os campos de data ou deixar data em branco para completar depois.

Assinatura da cedente

Em linguagem simples: Confirma que a cedente aceita e consente voluntariamente na transferência do direito creditório.

Exemplo de redação
Cedente [ASSINATURA E NOME COMPLETO]

Erro comum: Assinar sem verificar que todos os dados pessoais estão correctos ou usar assinatura diferente da habitual.

Testemunha

Em linguagem simples: Um terceiro imparcial que presencia e valida a autenticidade das assinaturas e conformidade de vontades.

Exemplo de redação
Testemunha [NOME COMPLETO, ASSINATURA E DATA]

Erro comum: Esquecer testemunha ou usar testemunha com conflito de interesse (familiar direto, sócio do cedente).

Reconhecimento pelo devedor

Em linguagem simples: Formaliza a aceitação e confirmação pelo devedor de que o direito creditório foi transferido para o cessionário.

Exemplo de redação
Uma notificação da referida atribuição é, por este meio, reconhecida em [MÊS], [ANO]. Devedor [ASSINATURA]

Erro comum: Não obter reconhecimento do devedor, deixando margem para contestação posterior da validade da cessão.

Cláusula de efeito e responsabilidade

Em linguagem simples: Estabelece que a cedente transfere todos os direitos sobre o crédito e responsabiliza-se pela sua autenticidade.

Exemplo de redação
A cedente garante que o crédito é válido, não se encontra em litígio, e que possui total direito de o transferir.

Erro comum: Não incluir garantia de validade do crédito, criando risco ao cessionário de receber crédito incobrável.

Lei aplicável e jurisdição

Em linguagem simples: Define qual lei governa o contrato e qual tribunal seria competente em caso de disputa.

Exemplo de redação
Este acordo é regido pelas leis de [PAÍS/ESTADO] e as partes aceitam a jurisdição dos tribunais de [LOCALIDADE].

Erro comum: Omitir lei aplicável ou deixar ambíguo qual país ou estado governa, causando incerteza em caso de litígio.

Cláusula de confidencialidade e privacidade

Em linguagem simples: Estabelece que as informações contidas no documento são confidenciais e apenas para uso autorizado das partes.

Exemplo de redação
As partes concordam em manter confidencial a natureza e termos desta atribuição, salvo exigência legal ou consentimento escrito.

Erro comum: Deixar de mencionar confidencialidade quando a natureza ou montante do crédito deve ser protegido.

Como preencher

  1. 1

    Identifique completamente a cedente e o cessionário

    Preencha nome completo, morada, número de identidade fiscal ou similar, e capacidade jurídica (pessoa singular ou colectiva) de ambas as partes. Use os mesmos dados que constarão do acordo original ou de registos fiscais.

    💡 Copie os dados de documentos formais para evitar erros de ortografia ou incompatibilidades.

  2. 2

    Localize e referencie o acordo original

    Identifique o contrato, fatura, empréstimo ou outro acordo que deu origem à quantia devida. Incluir data exata, número de referência (se aplicável) e uma breve descrição do serviço ou produto fornecido.

    💡 Procure os emails, contratos arquivados ou invoices que documentem a origem do crédito.

  3. 3

    Defina o montante exacto transferido

    Indique a quantia específica em números e por extenso. Se a quantia ainda está sujeita a variação (ex.: juros acumulados), defina como será calculada ou atualizada.

    💡 Inclua moeda, IVA se aplicável, e qualquer juros ou encargos que integram o total.

  4. 4

    Escolha a data e local de execução

    Registe o dia, mês e ano correntes em que as partes assinam, e o local (se relevante para autenticação ou jurisdição).

    💡 Preencha a data imediatamente antes da assinatura, não deixe em branco para depois.

  5. 5

    Obtenha assinatura da cedente e testemunha

    A cedente deve assinar na sua seção e incluir nome completo e data. A testemunha deve ser um terceiro imparcial (não membro da família ou sócio) que também assina e dá os seus dados completos.

    💡 Use testemunha que possa estar presente fisicamente ou, se permitido, use assinatura digital certificada.

  6. 6

    Notifique formalmente o devedor

    Envie cópia da atribuição assinada ao devedor e obtenha o seu reconhecimento escrito. O devedor deve assinar confirmando que aceita a transferência e que pagará o cessionário em vez da cedente.

    💡 Mantenha prova de entrega (correio registado, email com leitura confirmada) da notificação ao devedor.

  7. 7

    Arquivo e distribua cópias

    Guarde o original ou cópia autenticada em arquivo seguro. Distribua cópias a todas as partes: cedente, cessionário, devedor, e eventualmente conta do devedor ou intermediário financeiro.

    💡 Considere registar a cessão junto a registos públicos se exigido pela jurisdição (ex.: créditos garantidos, hipotecas).

Perguntas frequentes

O que é uma atribuição de dinheiro devido?

Uma atribuição de dinheiro devido é um documento legal que formaliza a transferência do direito de receber uma quantia devida de uma parte (cedente) para outra (cessionário). É comumente usada em contextos de reestruturação de dívidas, aquisição de créditos, ou resolução de obrigações financeiras. O documento identifica as partes, o acordo original que gerou o crédito, o montante e as condições de transferência. Uma vez assinada e reconhecida pelo devedor, a nova parte (cessionário) adquire o direito legal de cobrar o crédito.

Preciso de um advogado para preparar este documento?

Para casos simples entre particulares ou para transferências de crédito comercial diretas, este modelo fornece uma base sólida. No entanto, é altamente recomendado consultar um advogado se: o montante é significativo, o crédito é garantido (hipotecado ou penhorado), há disputas pendentes sobre o direito, ou se a lei local exige formalidades especiais (como notarização ou registo). Um advogado pode também aconselhar sobre implicações fiscais ou de responsabilidade que possam existir.

O devedor pode recusar reconhecer a atribuição?

O devedor pode opor-se à atribuição se alegar que o crédito original não existia, já foi pago, ou se a atribuição viola algum acordo anterior (ex.: contrato de não cessão). No entanto, se o crédito é válido e a atribuição é feita correctamente, o devedor está legalmente vinculado a aceitar e cumprir. Se o devedor se recusar, pode ser necessário ação judicial. Por isso, é importante notificar formalmente o devedor e obter reconhecimento escrito documentado.

Qual é a diferença entre atribuição e cessão de crédito?

Os termos são frequentemente usados como sinónimos no contexto português. Ambos referem-se à transferência de um direito creditório. No entanto, "atribuição" pode implicar transferência gratuita ou sem consideração, enquanto "cessão" é mais apropriada quando há contrapartida financeira ou contrapartida acordada. Este modelo funciona em ambos os cenários; basta ajustar o preâmbulo para indicar se há ou não consideração, e em que consiste.

Preciso de registo ou notarização?

Depende da jurisdição e do tipo de crédito. Em Portugal, cessões de crédito entre comerciantes podem exigir registo no Conservatória de Registo Comercial. Créditos hipotecários ou garantidos sempre requerem notarização e registo. Consulte um advogado ou notário local para determinar se a sua transferência específica necessita de formalidades registais. Em caso de dúvida, é melhor notarizar para evitar contestações posteriores.

O que acontece se o devedor já pagou parcialmente o crédito?

Se o devedor pagou parte da quantia após a atribuição ter sido efectuada, o cessionário é responsável por aceitar tal pagamento parcial e ajustar o saldo devido. É importante manter registos de todos os pagamentos (recibos, extratos bancários) e comunicá-los ao cessionário prontamente. O documento de atribuição deve ser claro sobre qual é a quantia total owed antes da data da atribuição, deixando espaço para ajustes posteriores.

Posso transferir apenas parte de um crédito?

Sim, é possível transferir uma parte do crédito mantendo a cedente o direito sobre o saldo. Neste caso, o documento deve indicar claramente que apenas a quantia X é transferida, e que o cedente retém o direito de cobrar o saldo Y. Recomenda-se notificar o devedor sobre esta divisão e obter reconhecimento de ambas as partes (cedente e cessionário) sobre as respectivas quantias.

Esta atribuição é válida internacionalmente?

A validade depende da lei aplicável indicada no documento e da jurisdição onde será executada. Se o crédito origina de um contrato português e o devedor é português, o documento será válido em Portugal. Para cessões internacionais, recomenda-se consultar um advogado em ambas as jurisdições para garantir que o documento cumpre leis locais e que será reconhecido em caso de execução. Alguns países têm requisitos específicos para cessões internacionais de crédito.

O que devo fazer se discordar com o cessionário sobre o montante ou validade do crédito após assinar?

Se descobrir após assinatura que o crédito é inválido, já foi pago, ou que foi enganado, pode ter fundamento legal para contesta o documento dependendo das circunstâncias e da lei aplicável. No entanto, é muito mais difícil contestar após assinatura e reconhecimento do devedor. Por isso, é crítico que verifique completamente a validade e montante antes de assinar. Se houver qualquer dúvida, não assine até consultar um advogado.

Como se compara com alternativas

vs Termo de cessão de crédito

Ambos os documentos transferem direitos creditórios, mas a atribuição é mais comum entre particulares ou em contextos não-comerciais, enquanto cessão é mais usada em transações comerciais e entre profissionais. O termo cessão pode implicar maior formalidade e, em certos casos, exigir notarização ou registo registal. A atribuição é mais flexível e informal, mas ainda vinculativa se contiver os elementos essenciais (partes, crédito, consentimento, assinatura).

vs Procuração para cobrar

Uma procuração para cobrar autoriza um intermediário a cobrar uma dívida em nome do credor, mas o credor mantém a propriedade do crédito. Uma atribuição transfere completamente a propriedade do crédito para o terceiro. Com atribuição, o cessionário é o novo credor e pode agir livremente; com procuração, o intermediário age apenas em nome do credor original e não adquire direitos próprios sobre o crédito.

vs Contrato de venda de dívida

Um contrato de venda de dívida é uma atribuição com contrapartida monetária: o cedente recebe um pagamento reduzido pelo crédito. Uma atribuição simples pode ser gratuita ou com qualquer outro tipo de consideração (troca de bens, remissão de outra dívida). O contrato de venda é mais formal e inclui cláusulas sobre risco de crédito, garantia de cobrança, e ajustes de preço consoante o resultado da cobrança.

vs Novação ou alteração de obrigação

A novação substitui completamente uma obrigação por outra nova; a atribuição apenas transfere o direito de cobrar a obrigação existente. Na novação, o devedor pode negociar novos termos; na atribuição, o devedor está vinculado aos termos originais mas passa a dever ao novo credor. A atribuição é mais simples e mais comum em cenários onde o cedente apenas pretende delegar o direito de cobrança.

Considerações por setor

Serviços financeiros e factoring

Empresas de factoring usam este documento para adquirir créditos de pequenas e médias empresas que precisam de liquidez imediata.

Retalho e comércio

Lojas e distribuidoras usam atribuições para transferir créditos de clientes entre operadores ou para cobros especializados.

Construção e empreitadas

Empreiteiros usam este documento para transferir créditos de clientes por pagamentos incompletos ou para reestruturação de dívidas.

Consultoria e serviços profissionais

Consultores e advogados usam atribuições para transferir honorários devidos ou para resolver disputas sobre pagamentos de serviços.

Tecnologia e software

Startups e PMEs tech usam este documento para transferir créditos em cenários de fusão, aquisição, ou reestruturação financeira.

Gestão de propriedade imobiliária

Gestoras imobiliárias usam atribuições para transferir créditos de inquilinos ou rendas em atraso para cobros ou revendedores especializados.

Notas jurisdicionais

Em Brasil, cessões de crédito são regidas pelo Código Civil e devem respeitar a lei de registos comerciais quando aplicável. Se o crédito é garantido por hipoteca ou penhor, o registo é obrigatório junto ao Cartório de Registro de Imóveis ou órgão competente. Recomenda-se consultar advogado para confirmar se a transferência requer notarização ou registo específico.

Em Portugal, cessões de crédito entre comerciantes podem exigir registo na Conservatória de Registo Comercial. Créditos hipotecários exigem notarização obrigatória e registo junto à Conservatória de Registo Predial. Créditos ordinários entre particulares não exigem registo obrigatório, mas a notarização reforça a prova e é altamente recomendada para montantes elevados.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloTransferência simples de crédito entre particulares ou entre empresas pequenas sem garantias ou complicações.Baixo (custo do modelo)1–2 horas para completar e obter assinaturas
Modelo + revisão jurídicaTransferência com montante médio ou quando pretende assegurar que cumpre a lei local antes de notificar o devedor.Médio (modelo + 200–500 EUR de revisão jurídica)1–2 dias para revisão e ajustes
Redigido sob medidaCréditos elevados, garantidos, internacionais, ou em disputa; requer total conformidade com legislação ou cláusulas especiais.Alto (500–2.000+ EUR dependendo da complexidade)3–10 dias para análise completa, redação e ajustes

Glossário

Cedente
A parte que transfere ou atribui o direito de receber uma quantia devida.
Cessionário
A parte que recebe e adquire o direito de receber a quantia devida.
Cessão de crédito
O acto legal de transferência de um direito creditório de uma pessoa para outra.
Devedor
A parte obrigada a pagar a quantia que foi objeto de atribuição.
Direito creditório
O direito legal de uma pessoa cobrar uma quantia de outra em virtude de uma obrigação anterior.
Consideração
A contraprestação ou valor (financeiro ou não) que justifica a atribuição legal.
Testemunha
Terceiro presente que atesta a autenticidade das assinaturas e vontade das partes.
Reconhecimento
O acto formal pelo qual o devedor aceita e confirma a transferência do seu crédito.

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