Autorização para Liberar Informação de Conta

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LivreAutorização para Liberar Informação de Conta

Em resumo

O que é
Uma carta formal que autoriza uma instituição financeira a divulgar informações confidenciais da sua conta a um terceiro — tipicamente um assessor financeiro, contador ou gestor patrimonial. Disponível em Word editável para descarregar gratuitamente.
Quando você precisa
Quando precisa conferir acesso a informações da sua conta a um profissional financeiro, ao abrir uma conta conjunta, ao solicitar crédito ou ao autorizar um intermediário a agir em seu nome. Muitas instituições exigem esta autorização por escrito para cumprir regulamentos de privacidade.
O que contém
O modelo inclui campo para data, dados de contacto, identificação clara do terceiro autorizado, especificação das informações a divulgar, duração da autorização e espaço para assinatura. Segue a estrutura padrão de cartas comerciais formais.

O que é um modelo de autorização para liberar informação de conta?

Uma autorização para liberar informação de conta é uma carta formal que permite que uma instituição financeira divulgue dados confidenciais da sua conta a um terceiro de sua escolha — normalmente um contador, assessor financeiro, gestor de patrimônio ou procurador. O documento especifica exatamente quais informações podem ser acedidas, por quanto tempo e para que fim. É disponível em Word editável, pronto para descarregar e personalizar com seus dados sem custos adicionais.

Por que você precisa deste documento

Sem uma autorização formal e documentada, as instituições financeiras são obrigadas por lei a manter suas informações confidenciais e recusam acesso mesmo a profissionais que o ajudam — como contadores que precisam de extratos para declarações fiscais ou assessores que analisam seu patrimônio. Além disso, autorizar por escrito cria um registo legal claro de quem tem direito a quais dados, protegendo-o contra abusos futuros. Se um terceiro usar informações além do autorizado, terá prova documentada de que violou os termos. Esta autorização também oferece tranquilidade, pois estabelece limites sobre o escopo de acesso — você controla precisamente quais dados estão em jogo, por quanto tempo e para que utilizados.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando trabalha com consultor de investimentos ou gestor patrimonialAutorização para assessor financeiro
Quando autoriza profissional contabilístico a aceder informações fiscaisAutorização para contador ou contabilista
Quando confere poderes a representante legal para gerir contaAutorização para procurador
Quando permite acesso a informações entre parceiros financeirosAutorização para cônjuge
Quando restringe o acesso apenas a extratos ou informações selecionadasAutorização com limite de dados específicos

Erros comuns a evitar

❌ Usar nomes incompletos ou apelidos

Por que importa: Causa rejeição pela instituição, que não consegue identificar titular ou terceiro com certeza.

Fix: Use sempre nomes completos e oficiais, tal como registados em documentos de identificação.

❌ Não especificar duração — deixar autorização aberta indefinidamente

Por que importa: Mantém acesso ativo permanentemente, mesmo após o término da necessidade, criando risco contínuo.

Fix: Sempre defina data de término ou prazo máximo, com opção de renovação se necessário.

❌ Autorizar acesso a 'todas as informações' sem limite

Por que importa: Expõe dados sensíveis além do necessário e viola princípio de menor privilégio.

Fix: Liste apenas as informações específicas que o terceiro precisa — extratos, saldos, movimentos de período definido.

❌ Omitir o propósito ou ser vago ('para assuntos financeiros')

Por que importa: Permite uso da informação para fins não autorizados ou maliciosos.

Fix: Indique propósito preciso: 'para preparação de declaração fiscal', 'para gestão de investimentos', etc.

❌ Não mencionar direito de revogação

Por que importa: Deixa titular sem controle ou método para cessar acesso quando desejar.

Fix: Inclua cláusula explícita de revogação e instruções sobre como contactar para revogar.

❌ Esquecer assinatura ou datar incorretamente

Por que importa: Torna a autorização inválida ou contestável legalmente; instituição recusa processar.

Fix: Assine pessoalmente com tinta ou digitalmente, e use data legível e atual.

As 9 cláusulas-chave, explicadas

Identificação do titular e do terceiro

Em linguagem simples: Especifica claramente o nome completo do titular da conta e o nome da pessoa ou entidade que receberá acesso às informações.

Exemplo de redação
O(a) abaixo-assinado(a), [NOME COMPLETO DO TITULAR], autoriza [NOME COMPLETO DO TERCEIRO], a aceder às informações da minha conta.

Erro comum: Usar iniciais ou apelidos em vez de nomes completos, causando ambiguidade ou rejeição pela instituição.

Descrição das informações a divulgar

Em linguagem simples: Lista especificamente quais dados podem ser acedidos — extratos, movimentos, saldos, ou outras informações.

Exemplo de redação
As informações que podem ser divulgadas incluem: extratos mensais, saldos de conta, histórico de movimentos dos últimos [NÚMERO] meses.

Erro comum: Deixar vago o escopo, permitindo acesso a mais informações do que pretendido, criando risco de privacidade.

Propósito da autorização

Em linguagem simples: Explica claramente a razão pela qual a informação está sendo autorizada — assessoria financeira, contabilidade, gestão, etc.

Exemplo de redação
Esta autorização é concedida para fins de [PROPÓSITO: assessoria financeira, gestão contabilística, integração com plataforma de gestão].

Erro comum: Omitir o propósito, permitindo que o terceiro use dados para fins não autorizado(a).

Duração da autorização

Em linguagem simples: Define o período durante o qual a autorização é válida — pode ser por tempo indefinido ou até data específica.

Exemplo de redação
Esta autorização permanece válida até [DATA OU PERÍODO], momento em que será automaticamente revogada.

Erro comum: Não estabelecer data de término, criando autorização perpetuada que fica ativa indefinidamente.

Confidencialidade e uso restrito

Em linguagem simples: Estabelece que o terceiro pode usar as informações apenas para o fim autorizado e não pode divulgá-las a outros.

Exemplo de redação
O terceiro autorizado compromete-se a manter a confidencialidade das informações e a utilizá-las exclusivamente para [PROPÓSITO].

Erro comum: Omitir restrições de confidencialidade, permitindo que dados sejam repassados a outras entidades sem consentimento.

Revogação da autorização

Em linguagem simples: Permite que o titular revogue a autorização a qualquer momento notificando a instituição financeira.

Exemplo de redação
O(a) titular tem o direito de revogar esta autorização a qualquer momento, mediante notificação escrita à instituição financeira.

Erro comum: Não mencionar direito de revogação, deixando cliente preso à autorização contra vontade.

Identificação da instituição financeira

Em linguagem simples: Indica qual banco ou instituição fornecerá as informações ao terceiro autorizado.

Exemplo de redação
A instituição financeira responsável pela divulgação é [NOME DO BANCO], identificada pelo IBAN [IBAN OU NÚMERO DE CONTA].

Erro comum: Deixar em branco a identificação do banco, causando confusão sobre qual instituição cumprir a autorização.

Assinatura e data

Em linguagem simples: Requer assinatura manuscrita ou digital do titular e data da autorização para validade legal.

Exemplo de redação
Assinado em [CIDADE], aos [DIA] de [MÊS] de [ANO]. Assinatura do(a) titular: ________________

Erro comum: Assinar sem data ou com data ilegível, tornando a autorização inválida ou questionável legalmente.

Contacto para revogar ou modificar

Em linguagem simples: Fornece instruções sobre como o titular pode contactar para cancelar ou alterar os termos da autorização.

Exemplo de redação
Para revogar ou modificar esta autorização, contacte [TELEFONE, EMAIL OU ENDEREÇO DA INSTITUIÇÃO].

Erro comum: Não incluir informações de contacto, deixando titular sem meio claro para revogar a autorização.

Como preencher

  1. 1

    Preencha a data e dados do contacto

    Insira a data atual e o nome e endereço completos do destinatário da carta (tipicamente representante do banco ou instituição financeira).

    💡 Use o formato de data do seu país: DD/MM/AAAA em Portugal ou Brasil.

  2. 2

    Identifique-se como titular

    Escreva seu nome completo tal como consta na conta bancária e o número de cliente ou conta, se aplicável.

    💡 Certifique-se de que o nome corresponde exatamente ao registrado na instituição.

  3. 3

    Nomeie o terceiro autorizado

    Indique o nome completo da pessoa ou entidade que receberá acesso — contador, assessor, cônjuge, procurador, etc.

    💡 Se for uma empresa, inclua o nome jurídico e, se possível, o contacto responsável.

  4. 4

    Especifique as informações permitidas

    Liste claramente quais dados podem ser acedidos: extratos, saldos, movimentos, registros de transações, etc.

    💡 Seja específico para limitar riscos — não autorize 'todas as informações' genericamente.

  5. 5

    Declare o propósito

    Explique por que o terceiro precisa das informações — assessoria, contabilidade, gestão conjunta, etc.

    💡 Quanto mais claro o propósito, mais fácil a instituição processar a autorização.

  6. 6

    Defina duração e condições

    Estabeleça se a autorização é permanente ou até data específica, e qualquer restrição de confidencialidade.

    💡 Considere renovações periódicas para auditar continuamente quem tem acesso.

  7. 7

    Revise e assine

    Leia a carta completa, corrija erros, e assine e date pessoalmente ou com assinatura digital reconhecida.

    💡 Guarde uma cópia para seus registos antes de entregar à instituição.

Perguntas frequentes

Esta autorização é legalmente vinculativa?

Sim, quando assinada e datada pelo titular, funciona como documento legal que autoriza a instituição financeira a divulgar dados a terceiros. Porém, é sempre recomendável verificar os requisitos específicos da sua instituição, pois alguns bancos têm formulários próprios. Se o terceiro que recebe acesso fizer uso indevido dos dados, pode haver responsabilidade civil e criminal. Consulte seu banco sobre a forma mais segura de formalizar a autorização.

Posso revogar esta autorização depois de assinada?

Sim, pode revogar a qualquer momento enviando carta ou contactando diretamente a instituição financeira por escrito. A revogação torna-se efetiva após a instituição processar e confirmar o cancelamento. Recomenda-se guardar comprovante de revogação. Dependendo do contrato com o terceiro autorizado, talvez precise também notificá-lo pessoalmente.

O que acontece se o terceiro usar os dados para fim não autorizado?

Se o terceiro usar as informações além do escopo autorizado, pode haver violação de confidencialidade, apropriação indevida ou fraude. Você tem direito de processar tanto o terceiro como potencialmente a instituição financeira se ela não cumpriu a restrição. Documente qualquer uso indevido e contacte seu banco e advogado imediatamente.

Preciso renovar a autorização periodicamente?

Não é obrigatório se o documento não tiver data de término. Porém, é boa prática rever anualmente quem tem acesso às suas contas. Se a autorização tiver data de vencimento, será necessário renovar antes dessa data para manter acesso contínuo. Alguns bancos também pedem renovação periódica por razões de conformidade.

Posso limitar o acesso a apenas extratos ou saldos?

Sim, a autorização permite especificar exatamente quais informações podem ser acedidas. Pode restringir a extratos dos últimos 6 meses, apenas saldos, ou movimentos de conta corrente sem dados de cartão de crédito. Quanto mais restritiva, melhor para sua privacidade. Comunique o limite com clareza na carta.

E se a conta tiver múltiplos titulares?

Se é conta conjunta, geralmente todos os titulares precisam autorizar, ou apenas o titular cujos dados serão divulgados. Verifique com seu banco a política específica. Se dois cônjuges têm conta conjunta mas apenas um é titular de uma segunda conta, esse titular individual assina a autorização para aquela conta.

Quem mais precisa assinar além do titular?

Apenas o titular da conta precisa assinar, a menos que seja conta conjunta — nesse caso, todos os titulares assinam. O terceiro autorizado não assina neste documento; ele apenas recebe a cópia para apresentar ao banco. Se usará procurador, o procurador assina em nome do titular e apresenta procuração.

Qual é a duração padrão desta autorização?

Não existe duração padrão legal — depende do que você definir. Pode ser por tempo indefinido (até revogação), por período fixo (ex. 1 ano, 2 anos), ou por projeto específico (ex. até conclusão da auditoria fiscal). Recomenda-se definir limite temporal para renovar periodicamente e rever necessidade.

Como se compara com alternativas

vs Procuração bancária

Uma procuração confere poderes amplos ao procurador para agir em nome do titular — sacar fundos, abrir contas, investir. Uma autorização para divulgar informações apenas permite ao terceiro visualizar e receber dados, sem poder movimentar fundos. Use procuração para delegação ampla de poderes; use autorização para simples consulta de informações. A procuração é mais restritiva legalmente e costuma exigir reconhecimento notarial.

vs Termo de consentimento LGPD/GDPR

Uma autorização para liberar informação é documento bilateral entre banco e titular sobre acesso a dados específicos. Um termo de consentimento GDPR/LGPD é mais abrangente e governa como dados pessoais podem ser processados. A autorização é mais simples e específica para contexto bancário; o termo de consentimento é legal framework de privacidade mais amplo. Muitas vezes usam-se ambas — a autorização dentro do marco do consentimento.

vs Assinatura de autorização no formulário do banco

Muitos bancos fornecem formulário padrão para autorizar acesso. Este modelo é flexível e personalizável para situações não cobertas pelo formulário standard, ou quando se deseja maior controle sobre termos. Se o banco tiver formulário, use-o; este modelo serve como suplemento ou para instituições que não fornecem formulário.

vs Procuração particular vs. escritura pública

Uma procuração pode ser simples (particular) ou pública (notarizada). Procuração simples é menos cara e serve para muitas situações cotidianas. Procuração pública é exigida para atos de maior gravidade — venda de propriedade, grandes investimentos. Uma autorização para divulgar informações é documento simples; procurações públicas custam mais e levam mais tempo, sendo reservadas para poderes maiores.

Considerações por setor

Serviços financeiros e consultoria

Consultores, gestores patrimoniais e contadores usam para solicitar autorização de clientes antes de aceder contas.

Contabilidade e serviços fiscais

Contadores precisam desta autorização para aceder contas bancárias de clientes e verificar lançamentos contabilísticos.

Gestão de propriedade imobiliária

Gestores de imóvel alugado usam para aceder contas de aluguel e fundos de inquilinato.

Administração de heranças e sucessões

Executores de testamento precisam autorização para aceder contas do falecido e pagar despesas.

Consultoria empresarial

Consultores usam para analisar fluxo de caixa e saúde financeira de clientes PME.

Gestão de nômina e RH

Departamentos de RH usam para aceder contas de empresa a fim de processar folhas de pagamento.

Modelo ou profissional — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloAutorização simples e direta entre você e seu contador ou assessor; sem complexidades legais.Gratuito (modelo disponível para descarregar)10–15 minutos para preencher e assinar
Modelo + revisão profissionalQuer certeza de que termos protegem sua privacidade; situação envolve dados muito sensíveis ou terceiro desconhecido.€50–150 revisão por advogado ou consultor (além do modelo)1–2 dias para revisão e ajustes
Redigido sob medidaAutorização complexa com múltiplos terceiros, restrições específicas ou envolve questões internacionais/heranças.€300–800 redação por advogado5–10 dias para investigação, redação e ajustes

Glossário

Divulgação de informações
Ato de partilhar dados confidenciais de uma conta com terceiros autorizados.
Assessor financeiro
Profissional que fornece aconselhamento sobre investimentos e gestão patrimonial.
Consentimento escrito
Autorização formal documentada por escrito, exigida por lei em transações financeiras sensíveis.
Procurador
Pessoa com poderes legais para agir em nome de outra em assuntos específicos.
Confidencialidade
Obrigação legal de manter informações da conta privadas e protegidas.
Titular da conta
Proprietário oficial da conta bancária ou financeira.
Terceiro autorizado
Pessoa ou entidade que recebe permissão para aceder a informações da conta.
Duração da autorização
Período durante o qual a autorização permanece válida e efetiva.
Instituição financeira
Banco ou entidade que mantém a conta e controla o acesso às informações.

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