Atribuição de Direitos em Software de Computador Com Reserva

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7 páginas25–35 min para preencherDificuldade: ComplexoAssinatura exigidaRevisão jurídica recomendada
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LivreAtribuição de Direitos em Software de Computador Com Reserva

Em resumo

O que é
Um acordo legal que transfere a propriedade total de um software ao comprador, mantendo certos direitos de uso limitado para o vendedor original. O documento cobre a cessão de direitos autorais, marcas registradas, patentes e todo o código-fonte e documentação do software. Disponível para download em Word, totalmente editável e em formato PDF.
Quando você precisa
Quando você está vendendo um software que desenvolveu e deseja transferir propriedade completa ao comprador, mas quer reter o direito de usar o software em fins não comerciais ou para desenvolvimento futuro. Também é essencial quando o software tem usuários finais sob licença, e você precisa documentar claramente o que está sendo transferido e o que permanece com o vendedor.
O que contém
O modelo inclui definição clara do software comprado (com inventários anexados), identificação das partes, transferência de todos os direitos autorais e propriedade intelectual, cláusula que reserva certos direitos de uso limitado ao vendedor, disposições sobre fontes shareware, entrega de mídia e documentação, e confirmação de que o vendedor não ofereceu o software como freeware.

O que é um modelo de atribuição de direitos em software de computador com reserva?

É um contrato legal que transfere a propriedade completa de um software ao comprador, incluindo todos os direitos autorais, marcas registradas, código-fonte, documentação e direito de sublicenciar para terceiros. O modelo é chamado "com reserva" porque o vendedor mantém certos direitos de uso limitado, como continuar usando o software internamente ou desenvolver melhorias futuras, desde que não interfira com o negócio do comprador. O documento é totalmente editável em Word, pode ser exportado em PDF e inclui inventários anexados para descrever o software transferido, fontes shareware conhecidas e documentação entregue.

Por que você precisa deste documento

Vender um software sem documentação clara de transferência de direitos expõe ambas as partes a riscos legais graves. O vendedor pode ser acusado de continuar usando propriedade que já não lhe pertence; o comprador pode descobrir que o vendedor está ainda oferecendo versões similares ou que receitas de shareware não foram transferidas. Sem contrato assinado, disputas sobre propriedade podem levar a custos processuais de milhares de euros e anos de litígio. Este modelo protege o vendedor documentando que transferiu direitos legitimamente, e protege o comprador garantindo propriedade exclusiva e clara. Especialmente se o software tem receitas associadas (shareware, atualizações, módulos adicionais), a clareza contratual é essencial para evitar confusão sobre quem tem direito a que receita. Registre a transferência junto aos órgãos de propriedade intelectual para garantir que nenhuma das partes poderá negar o acordo no futuro.

Qual variante atende sua situação?

Se sua situação é…Use este modelo
Quando o vendedor não precisa reter nenhum direito e transfere tudo absolutamenteAtribuição completa sem reserva
Quando o vendedor retém apenas direito de uso interno não comercialAtribuição com reserva limitada
Quando o vendedor pode continuar desenvolvendo versões melhoradas do softwareAtribuição com direito de melhoria
Quando o vendedor quer direito exclusivo de sublicenciar para certos mercadosCessão com licença exclusiva ao vendedor
Quando é necessário confirmar que não há infração de direitos de terceirosTransferência com garantia de conformidade
Quando o software teve versão shareware e é preciso gerenciar esses direitosAtribuição com direitos sobre shareware

Erros comuns a evitar

❌ Não especificar se o software tem versões em shareware ou freeware em circulação

Por que importa: Se versões shareware estiverem sendo distribuídas sem que o comprador saiba, pode haver receitas continuadas gerando confusão sobre a quem pertence o produto.

Fix: Sempre preencha completamente o Inventário C com todas as fontes shareware conhecidas e defina claramente que royalties dessas fontes passam ao comprador.

❌ Deixar 'direitos retidos pelo vendedor' demasiado vagos ou amplos

Por que importa: Se o vendedor pode continuar usando o software de forma não definida, o comprador não tem propriedade realmente exclusiva, prejudicando o valor da compra.

Fix: Seja muito específico: 'uso interno não comercial apenas' ou 'direito de criar versão melhorada apenas para mercado X' com limitações claras.

❌ Não transferir documentação técnica completa (código-fonte, manuais internos, especificações)

Por que importa: Sem documentação e código-fonte, o comprador não pode manter, melhorar ou corrigir bugs no software, tornando a propriedade inútil.

Fix: Crie lista detalhada de todos os ficheiros a transferir: código-fonte, código compilado, documentação interna, tutoriais de desenvolvimento, especificações técnicas.

❌ Confundir transferência de propriedade com simples licença

Por que importa: Uma licença é apenas permissão de uso, não propriedade; o comprador pode acreditar que é proprietário quando na verdade não é.

Fix: Use linguagem clara: 'transferência de propriedade exclusiva' ou 'cessão de todos os direitos', nunca 'licença de uso'.

❌ Não registrar a transferência junto aos órgãos de propriedade intelectual (copyright office)

Por que importa: Sem registro formal, pode haver litígio sobre quem é realmente proprietário perante tribunais ou terceiros que usam o software.

Fix: Após assinatura, registre a transferência junto ao órgão de direitos autorais do país relevante (ex: Copyright Office, INPI no Brasil).

❌ Deixar marca registrada ou patent fora do escopo da transferência

Por que importa: O comprador pode ser proprietário do código, mas não poder usar o nome ou logotipo do software, limitando seu valor comercial.

Fix: Inclua explicitamente todas as marcas registradas, nomes e patentes relacionadas ao software na lista de direitos transferidos.

As 10 cláusulas-chave, explicadas

Identificação das partes

Em linguagem simples: Define claramente quem é o proprietário do software (vendedor) e quem é o comprador, incluindo nomes, endereços e informações legais de constituição.

Exemplo de redação
[NOME DA SUA COMPANHIA] (o 'Proprietário do Software'), uma corporação organizada sob as leis do Estado de [ESTADO], com sede em [SEU ENDEREÇO COMPLETO], vende para [NOME DO COMPRADOR DO SOFTWARE] (o 'Comprador do Software').

Erro comum: Deixar nomes ou endereços em branco ou usar nomes informais em vez de nomes legais registrados das empresas.

Descrição do software

Em linguagem simples: Descreve detalhadamente qual software está sendo transferido, normalmente referenciado em um inventário anexado ao contrato.

Exemplo de redação
O software comumente conhecido como [IDENTIFICAR], conforme descrito em detalhes no Inventário A anexado, incluindo todos os componentes, módulos e funcionalidades.

Erro comum: Ser vago demais na descrição, listando apenas 'software de gestão' sem especificar versão, módulos ou funcionalidades exatas.

Transferência de direitos autorais

Em linguagem simples: Estabelece a transferência completa de todos os direitos autorais, incluindo direito autoral original, direitos de reprodução, distribuição e criação de trabalhos derivados.

Exemplo de redação
O Proprietário do Software transfere ao Comprador do Software todo direito autoral e direito ao Direito Autoral do Software, todos os direitos exclusivos conforme o Ato de Direito Autoral do [PAÍS], registro nº [NUMERO DE REGISTRO].

Erro comum: Não especificar que a transferência inclui direitos internacionais e direitos em todas as jurisdições, deixando brechas de propriedade.

Transferência de propriedade intelectual adicional

Em linguagem simples: Cobre a transferência de marcas registradas, nomes, patentes e outros direitos associados ao software além de direitos autorais.

Exemplo de redação
Incluem-se todos os direitos de marca registrada, nomes registrados, marcas de serviço e patentes usados em conexão com o Software, incluindo [NOME].

Erro comum: Esquecer que marcas registradas e patentes podem exigir procedimentos separados de transferência junto aos órgãos de registro.

Reserva de direitos ao vendedor

Em linguagem simples: Detalha quais direitos o vendedor retém, como licença exclusiva para uso interno ou direito de criar trabalhos derivados, desde que não interfira com o negócio do comprador.

Exemplo de redação
O Proprietário do Software retém uma licença exclusiva, livre de royalty, irrevogável e perpétua para uso interno do Software, contanto que não interfira materialmente com o negócio do Comprador do Software.

Erro comum: Deixar vago o escopo da 'reserva de direitos', criando confusão sobre o que o vendedor pode ou não fazer com o software no futuro.

Fontes shareware e versões de demonstração

Em linguagem simples: O vendedor deve entregar lista completa de sites, plataformas e mídia onde o software foi distribuído como shareware ou versão de demonstração, e o comprador ganha direito sobre receitas dessas fontes.

Exemplo de redação
O Proprietário do Software deve entregar lista completa de todos os sites, pacotes de software e outras mídias onde o Software está incluído como versão shareware ou de demonstração, e toda receita dessa distribuição pertence ao Comprador.

Erro comum: Omitir fontes conhecidas de shareware ou versões de demonstração, permitindo que o vendedor continue recebendo royalties indevidamente.

Entrega de mídia e documentação

Em linguagem simples: Especifica o que deve ser entregue ao comprador, incluindo todas as cópias de mídia, código-fonte, código-objeto, documentação, certificados de registro e listas de clientes.

Exemplo de redação
Na assinatura, o Proprietário deve entregar: (i) toda mídia contendo cópias do Software; (ii) [NUMERO] cópias mestras em CD com código-fonte e código-objeto; (iii) toda documentação, tutoriais e guias; (iv) certificados de registro originais; (v) listas de consumidores e usuários shareware.

Erro comum: Não especificar o número de cópias mestras ou deixar alguns componentes fora, resultando em entrega incompleta.

Garantias do vendedor

Em linguagem simples: O vendedor garante que é proprietário legítimo do software, que o software não infringe direitos de terceiros, e que nunca foi oferecido como freeware.

Exemplo de redação
O Proprietário do Software representa e garante que possui toda propriedade, titularidade e interesse no Software, que nunca foi oferecido como freeware, e que o software não infringe nenhum direito de terceiros.

Erro comum: Fazer garantias genéricas sem confirmação real de que não há conflitos de propriedade ou litígios pendentes.

Preço de compra

Em linguagem simples: Define o montante financeiro a ser pago pelo comprador pela transferência de todos os direitos, embora o modelo deixe em branco para preenchimento.

Exemplo de redação
O Comprador do Software pagará ao Proprietário do Software o Preço de Compra de [VALOR] pela transferência de todos os direitos descritos neste Acordo.

Erro comum: Deixar o preço permanentemente em branco ou não especificar termos de pagamento (à vista, parcelado, condições).

Lei aplicável e jurisdição

Em linguagem simples: Estabelece qual lei governa o contrato e em qual jurisdição as disputas serão resolvidas, embora o modelo deixe em branco.

Exemplo de redação
Este Acordo será regido pelas leis do Estado de [ESTADO] e qualquer litígio será resolvido nos tribunais de [JURISDIÇÃO].

Erro comum: Não especificar jurisdição, deixando ambigüidade sobre qual país ou estado governa o contrato em caso de disputa.

Como preencher

  1. 1

    Identifique as partes corretamente

    Preencha o nome legal completo, tipo de entidade (pessoa física ou jurídica), endereço registrado e estado/país de constituição de ambas as partes. Use nomes exatamente como constam em registros oficiais.

    💡 Se a empresa é pessoa jurídica, consulte o CNPJ ou equivalente para garantir nome exato.

  2. 2

    Descreva o software com precisão

    Complete o Inventário A com o nome exato do software, versão, componentes principais, funcionalidades e qualquer identificação técnica relevante. Cite o número de registro de direitos autorais se existir.

    💡 Inclua descrição técnica (qual linguagem de programação, plataformas compatíveis) para evitar confusão futura.

  3. 3

    Liste a documentação e mídia a entregar

    Especifique quantas cópias mestras serão entregues, quais formatos de mídia (CD, drive externo, acesso em nuvem), e inclua lista completa de todos os ficheiros, manuais e tutoriais.

    💡 Crie um checklist anexado para confirmar que nada foi esquecido no momento da entrega.

  4. 4

    Identifique direitos retidos pelo vendedor

    Descreva claramente que direitos o vendedor mantém, como 'uso interno não comercial' ou 'desenvolvimento de melhorias futuras', e especifique limitações para não interferir no negócio do comprador.

    💡 Seja específico sobre o que 'uso não comercial' significa (ex: pesquisa interna, aprendizado, mas não revenda).

  5. 5

    Documente fontes shareware e versões de demonstração

    Complete o Inventário C listando todos os sites, plataformas ou meios onde o software foi disponibilizado como shareware ou versão de demonstração, incluindo URLs e datas de início.

    💡 Verifique WayBack Machine se necessário para encontrar todas as fontes históricas onde o software esteve disponível.

  6. 6

    Defina termos financeiros

    Especifique o preço de compra total, moeda, forma de pagamento (à vista, parcelado), datas de pagamento e qualquer condição precedente à transferência de direitos.

    💡 Considere incluir depósito em caução ou pagamento escalonado se o software tiver receitas shareware continuadas.

  7. 7

    Escolha lei aplicável e jurisdição

    Identifique qual Estado ou país terá suas leis aplicadas ao contrato e qual tribunal será competente para resolver disputas futuras.

    💡 Para negócios internacionais, considere arbitragem em vez de litígio judicial para resolver conflitos mais rapidamente.

  8. 8

    Revisar com advogado especializado

    Antes de assinar, consulte advogado especializado em propriedade intelectual para confirmar que todas as cláusulas estão alinhadas com leis locais e que nenhum direito foi esquecido.

    💡 Uma revisão jurídica pode economizar custos enormes se surgir litígio sobre propriedade ou direitos retidos no futuro.

Perguntas frequentes

O comprador fica com propriedade completa do software após assinar este contrato?

Sim, o comprador adquire propriedade exclusiva de todos os direitos autorais, marcas registradas, patentes e documentação do software. O contrato transfere ao comprador o direito exclusivo de reproduzir, distribuir, vender, modificar e criar versões derivadas. Porém, o vendedor retém direitos específicos conforme definido na cláusula de reserva (por exemplo, uso interno não comercial). Certifique-se de que a cláusula de reserva está clara para evitar conflitos futuros.

Posso impedir que o vendedor use o software após a venda?

Não completamente. O contrato permite que o vendedor mantenha uma licença para uso limitado conforme a reserva de direitos. Porém, você pode estabelecer limites claros nessa reserva, como 'uso interno apenas, sem direito a sublicenciar ou oferecer versões similares ao mercado'. Se quiser que o vendedor nunca use o software novamente, use um contrato sem reserva de direitos em vez deste modelo.

O que acontece se o software tiver receitas de shareware em circulação?

Todas as receitas futuras de versões shareware ou de demonstração do software passam automaticamente ao comprador. O vendedor deve fornecer lista completa de todos os sites e plataformas onde o software está disponível como shareware. Recomenda-se estabelecer procedimento para que o comprador assuma o controle dessas fontes e canalize receitas para si.

Preciso registrar esta transferência junto ao governo?

Sim, é altamente recomendado registrar a transferência de direitos autorais junto ao órgão de propriedade intelectual do país relevante (copyright office, INPI no Brasil, etc.). O contrato por si só não é suficiente perante terceiros; o registro oficial oferece prova documentada de propriedade. Alguns contratos incluem obrigação de o vendedor cooperar com esse registro.

E se o software infringir direitos de terceiros após a venda?

O contrato inclui garantia do vendedor de que o software não infringe direitos de terceiros. Se houver infração descoberta após a venda, o comprador pode reclamar ao vendedor por violação de garantia. Por isso, a revisão jurídica antes de assinar é importante; confirme se o vendedor tinha direito legítimo ao software e se não há conflitos de propriedade conhecidos.

Posso usar este modelo para vender software internacional?

Sim, mas é necessário adaptar para a jurisdição relevante. O modelo menciona 'Estado' e refere-se a leis dos EUA. Para Brasil, substitua por lei brasileira e jurisdição brasileira. Para Portugal, ajuste para lei portuguesa. A lei de direito autoral varia entre países, então consulte advogado local para garantir que o contrato está em conformidade com a legislação do seu país e do comprador.

O que diferencia este modelo de um contrato de licença de software?

Uma licença permite que o usuário use o software, mas o proprietário retém propriedade. Uma transferência de direitos (este modelo) transfere propriedade exclusiva ao comprador. O comprador pode revender, modificar, ou sublicenciar o software. O vendedor perde praticamente todos os direitos, exceto os explicitamente retidos na cláusula de reserva. Se quer manter propriedade e apenas licenciar uso, use um contrato de licença em vez deste.

Quanto custa registrar direitos autorais após a transferência?

O custo varia por país. No Brasil (INPI), o registro de software é relativamente acessível (geralmente entre R$ 500 e R$ 1500). Nos EUA, custa cerca de USD 65. Em Portugal, também é baixo custo. Compare com o valor do software: mesmo que custe centenas de reais, o registro é investimento essencial para proteger propriedade contra litígios futuros. Inclua esse custo no preço de compra negociado.

Como se compara com alternativas

vs Contrato de licença de software

Um contrato de licença permite que o usuário use o software, mas o proprietário mantém propriedade e controle. Este modelo transfere propriedade exclusiva ao comprador, permitindo revenda, modificação e sublicenciamento. Use licença se quer manter propriedade e receber royalties continuados; use transferência se quer vender tudo de uma vez e sair do negócio do software. A transferência oferece maior certeza ao comprador, mas retira todas as receitas futuras do vendedor.

vs Acordo de não concorrência com software

Um acordo de não concorrência impede que o vendedor continue criando software similar após a venda. Este modelo permite que o vendedor mantenha licença para usar o software internamente ou para desenvolvimento futuro, desde que não interfira com o negócio do comprador. Use não concorrência como complemento se quer máxima proteção; use apenas reserva de direitos se quer flexibilidade. A não concorrência é mais restritiva ao vendedor, enquanto este modelo balanceia direitos de ambas as partes.

vs Acordo de confidencialidade (NDA)

Um NDA protege segredos comerciais e código-fonte contra divulgação após a venda. Este modelo é a transferência de propriedade em si. Use NDA para proteger informações sensíveis durante negociações antes da assinatura da transferência; combine com este modelo para proteger código-fonte e documentação técnica após a venda. Um não substitui o outro; frequentemente são assinados em conjunto.

vs Contrato de aluguel ou arrendamento de software

Um contrato de aluguel permite uso temporário e renovável do software mantendo propriedade com o fornecedor e incluindo suporte e atualizações. Este modelo transfere propriedade permanentemente e o comprador assume manutenção. Use aluguel para software que precisa atualizações constantes e suporte; use transferência para software estável que o comprador quer controlar e manter internamente.

Considerações por setor

Desenvolvimento e consultoria de software

Essencial para transferência de propriedade ao vender software customizado ou plataforma desenvolvida internamente, com proteção de direitos de uso limitado para futuro desenvolvimento.

Startups de tecnologia

Fundamental quando startup é adquirida por investidor ou empresa maior que deseja propriedade completa do software desenvolvido, enquanto fundador retém direitos de aprendizado e pesquisa.

Propriedade intelectual e tecnologia

Crítico para profissionais que avaliam, negoceiam e estruturam transferências de direitos de software entre partes, garantindo completude de transferência e proteção de ambas.

Serviços de consultoria empresarial

Aplicável quando consultores desenvolvem ferramentas proprietárias para clientes e precisam transferir direitos totais, mas manter direito de reutilizar componentes em futuros projetos.

Empresas de produção de software SaaS

Relevante na aquisição de softwares menores ou concorrentes, garantindo transferência completa de código-fonte, bases de dados de usuários shareware e documentação para integração.

Fusões e aquisições (M&A)

Crucial em processos de M&A onde propriedade intelectual de software é ativo principal, documentando claramente transferência de todos os direitos e propriedade a empresa adquirente.

Notas jurisdicionais

Este modelo é baseado em lei dos EUA, portanto é necessário adaptá-lo para Lei Brasileira de Propriedade Intelectual (Lei nº 9.610/1998) e direito de software. Consulte advogado brasileiro para ajustar referências a jurisdição, órgão de registro (INPI) e garantias.

Para Portugal, adapte para Lei do Direito de Autor (Lei nº 63/85) e para direito português de propriedade intelectual. Certifique-se de que jurisdição e lei aplicável referem-se a Portugal, não a EUA, e registre transferência junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial português.

Modelo ou advogado — o que se encaixa?

CaminhoMelhor paraCustoTempo
Use o modeloVendedor confiante de que tem direitos claros, software estável, e comprador conhecido e confiável com poucos ativos intelectuais em jogo.Gratuito (modelo) + custo de preenchimento (0–100 EUR)4–6 horas de trabalho próprio para preencher corretamente
Modelo + revisão jurídicaVendedor com software de valor moderado que quer certeza de que transferência está legal e completa, sem custo total de contrato customizado.Gratuito (modelo) + 200–500 EUR (revisão jurídica básica)1–2 semanas (modelo preenchido + revisão rápida por advogado)
Redigido sob medidaVenda de software de alto valor, múltiplas jurisdições, direitos retidos complexos, ou quando há risco significativo de litígio futuro.1000–5000+ EUR (contrato fully customizado)4–8 semanas (negociação, drafting, revisão jurídica completa)

Glossário

Direitos autorais (copyright)
Proteção legal que garante ao autor ou proprietário o direito exclusivo de reproduzir, distribuir e modificar uma obra criativa, incluindo software.
Propriedade intelectual
Conjunto de direitos legais que protegem criações da mente, como patentes, marcas registradas, direitos autorais e segredos comerciais.
Cessão
Ato legal de transferência de direitos ou propriedade de uma pessoa para outra através de um contrato vinculativo.
Código-fonte
Texto legível do programa de computador escrito em linguagem de programação, que pode ser compilado em código executável.
Código-objeto
Versão compilada e executável do código-fonte, que o computador pode rodar diretamente.
Licença exclusiva
Permissão que garante ao licenciado o direito único e não compartilhado de usar um bem ou propriedade intelectual.
Royalty
Taxa ou percentual pago ao detentor de direitos pela utilização ou venda de um produto protegido por propriedade intelectual.
Shareware
Software distribuído gratuitamente ou por baixo custo, mas que geralmente exige pagamento para uso prolongado ou acesso a funcionalidades completas.
Documentação
Conjunto de manuais, guias, tutoriais e instruções que acompanham um software para orientar uso e manutenção.
Trabalhos derivados
Novas obras criadas a partir de um software ou obra original, como versões melhoradas, adaptações ou extensions.
Inventário
Lista ou anexo detalhado que enumera e descreve itens específicos, como versões de software, ficheiros ou direitos transferidos.
Registro de direitos autorais
Certificado oficial emitido por órgão governamental que documenta a propriedade e protege direitos autorais de uma obra.

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